Sertão Filmes

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Benicio del Toro e o filme “Che”

Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja. A primeira pergunta: “por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?” Benicio gagueja. E ela completa: “O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.” Ele diz que o Che não criou campos de concentração. E ela: “Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?” E acrescenta: “Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?” Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento. Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!) Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências. Ele fica muuuito desconfortável. A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio. O ator não sabe. E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara: “A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento”. “Não me lembro, exatamente”, responde ele. E ela lhe presenteia com o livro “Guevara: Misionero de la Violencia“, escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha.

Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.

Che: Part One e Che: Part Two (2008) são filmes de Steven Soderbergh.

Pedro Corzo mantém o Instituto de la Memoria Histórica Cubana contra el Totalitarismo.

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7 Comentários

  1. Yuri Vieira 30-1-2009 6:25 am

    Novo post: Benicio del Toro e o filme “Che”, o ator gagueja e fica mudo durante entrevista. http://tinyurl.com/d2gjhy

  2. Mujahdin Cucaracha 1-2-2009 9:49 pm

    Parabéns pelo blog e pelaexcelente postagem. A repórter demonstra conhecer o assunto de que trata não limitando-se a “concordar” com o entrevistado. Isso é Jornalismo. Uma lição aos nossos repórteres que evitam questionar efetivamente os entrevistados. Com a tua permissão, vou transcrever em meu blog.

  3. [...] Fevereiro 2, 2009 in artes, cultura Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou… [...]

  4. Adriano 6-2-2009 1:37 pm

    O terrorismo deve ser condenado, não importa seja de esquerda ou direita. O mundo condenou o nazismo e esqueceu de seu irmão gêmeo comunista. Agora esses marginais viraram heróis…. lamentável.

  5. Gino 4-3-2009 2:14 pm

    Essa puta deveria ser fuzilada pelo propio El Che…

  6. Gino 4-3-2009 3:08 pm

    Vou mudar meu linguajar essa reporte fala por 400 pessoas exucutadas, mais nao fala pelos que deram a vida pela revolucao deveria saber que todo Pais que passa por uma revolucao deruba um governo e inicia um novo sistema de governo, aqueles que optao por serem contras as novas ordens sao executadas e uma Barbari envolve toda uma sociedade. O sentimento nacional e que predomina julgar o EL CHE e seus revocionariosa como unicos responsaveis e uma UTOPIA. O povo que escolheu a revolucao, a segunda guerra aconteceu pois a maioria dos cidaoes da alemanha apoiram o NAZISMO, A mesma escolha do Capitalismo Americano atual o inimigo do sistema Capitalista sao todos os paises que nao aceitao suas politicas mundiais os Palestinos eArabes e nossa Africaque mantem ditadores feroses sobre o apoio YANQUE, se os decidentes de Cuba optarem pela America Latina seria mais sensatos axilio no Estados Unidos tira toda indentidade do Cubano, Salve EL Che e VIVA A REVOLUCAO…

  7. yuri vieira 4-3-2009 3:26 pm

    Sinceramente, Gino, essa discussão ya me tiene podrido. Direi apenas que seu comentário me lembra Fernando Pessoa: “Ofende-me o entendimento que um homem seja capaz de dominar o Diabo e não seja capaz de dominar a língua portuguesa”. Tente dominar primeiramente a língua portuguesa. Quem sabe, assim, você não consiga dominar de verdade o diabo da sua ideologia? Porque, meu caro, é ele quem está lhe dominando…
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