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	<title>Comentários sobre: Sobre sociologia barata e a patinação do nosso cinema</title>
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	<description>Blog da Sertão Filmes, contendo discussões técnicas, e nem tão técnicas assim, sobre cinema e vídeo digital, equipamentos, filmes, etc. Afinal, como já dizia o Riobaldo, "filmar é muito perigoso..."</description>
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		<title>Por: Pedro Novaes</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-254</link>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 12:00:57 +0000</pubDate>
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		<description>Meus caros, 

Gracias pelos comentários. Então, Daniel, eu suponho que sim, que haja mais que marxismo e esquerdismo nesta perenização e empobrecimento da estética da fome, reduzindo a cinematografia a essa pobreza politicamente correta. Sua pergunta é boa: &quot;Será que o cinema brasileiro não consegue ser existencial ou cotidiano sem endereçar questões sociais e políticas?&quot; Não tenho resposta, mas podemos tomar como exemplo o &quot;Casa de Alice&quot; ou o &quot;O Ano em que meus pais saíram de férias&quot;, que são justamente dois filmes &quot;quase argentinos&quot;na temática e na abordagem mas que não conseguem me emocionar. Por quê?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meus caros, </p>
<p>Gracias pelos comentários. Então, Daniel, eu suponho que sim, que haja mais que marxismo e esquerdismo nesta perenização e empobrecimento da estética da fome, reduzindo a cinematografia a essa pobreza politicamente correta. Sua pergunta é boa: &#8220;Será que o cinema brasileiro não consegue ser existencial ou cotidiano sem endereçar questões sociais e políticas?&#8221; Não tenho resposta, mas podemos tomar como exemplo o &#8220;Casa de Alice&#8221; ou o &#8220;O Ano em que meus pais saíram de férias&#8221;, que são justamente dois filmes &#8220;quase argentinos&#8221;na temática e na abordagem mas que não conseguem me emocionar. Por quê?</p>
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		<title>Por: Daniel Christino</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-250</link>
		<dc:creator>Daniel Christino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 19:58:24 +0000</pubDate>
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		<description>Pedro, concordo com quase tudo. Só acho esse lance - que nós sabemos muito bem de onde vem - de culpar o &quot;marxismo&quot; ou o &quot;esquerdismo&quot; pela sociologia rasteira do cinema brasileiro meio redutor. Não haveria outros fatores mais interessantes por trás desse &quot;complexo de pobreza&quot;? A comparação com o cinema argentino é boa também para alargar os horizontes dessa questão. Será que o cinema brasileiro não consegue ser existencial ou cotidiano sem endereçar questões sociais e políticas? O &quot;Santiago&quot; do João Moreira Sales é uma boa referência. De onde vem aquele desasossego com o mordomo? Talvez seja por aí.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro, concordo com quase tudo. Só acho esse lance &#8211; que nós sabemos muito bem de onde vem &#8211; de culpar o &#8220;marxismo&#8221; ou o &#8220;esquerdismo&#8221; pela sociologia rasteira do cinema brasileiro meio redutor. Não haveria outros fatores mais interessantes por trás desse &#8220;complexo de pobreza&#8221;? A comparação com o cinema argentino é boa também para alargar os horizontes dessa questão. Será que o cinema brasileiro não consegue ser existencial ou cotidiano sem endereçar questões sociais e políticas? O &#8220;Santiago&#8221; do João Moreira Sales é uma boa referência. De onde vem aquele desasossego com o mordomo? Talvez seja por aí.</p>
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		<title>Por: lisandro nogueira</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-249</link>
		<dc:creator>lisandro nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 14:32:21 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Pedro,
Mais uma coisa: acertou no alvo em relação aos filmes argentinos. Eles são seguramente melhores. Eles focam os dramas universais e sabem realizar um cinema &quot;sem pretesão&quot;. Escrevi um texto sobre o filme argentino &quot;Ninho vazio&quot; (exibido recentemente em Goiânia). Está no blog. Poucos concordam com nossa afirmação (sua, minha, do Jean-Claude) de que eles fazem um cinema mais instigante. Ponto alto do seu texto - sem tédio (rs, rs) e com coragem. (Lisandro)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Pedro,<br />
Mais uma coisa: acertou no alvo em relação aos filmes argentinos. Eles são seguramente melhores. Eles focam os dramas universais e sabem realizar um cinema &#8220;sem pretesão&#8221;. Escrevi um texto sobre o filme argentino &#8220;Ninho vazio&#8221; (exibido recentemente em Goiânia). Está no blog. Poucos concordam com nossa afirmação (sua, minha, do Jean-Claude) de que eles fazem um cinema mais instigante. Ponto alto do seu texto &#8211; sem tédio (rs, rs) e com coragem. (Lisandro)</p>
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		<title>Por: lisandro nogueira</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-248</link>
		<dc:creator>lisandro nogueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 14:07:22 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Pedro,
Primeiro, você escreveu só porque estava entediado? Acho que não. Sem justificativas. Seu texto esclarece e toca na ferida clara do cinema brasileiro: o &quot;complexo de culpa&quot;. Os filmes mais críticos do cinema nacional são bons principalmente por causa da Forma - ao contrário desses filmes de conteúdo social. A ditadura dos editais criou a instância da &quot;compaixão coercitiva&quot;. Ou seja, a Forma é desprezada em nome de um cinema fácil de assimilação rápida. Esse cinema tem &quot;compaixão&quot; pelos pobres, ganha dinheiro em nome dos excluídos e realiza filmes para agradar o grande público.
Penso que é um cinema quase-cínico. 
Discordo de você quanto ao marxismo. São submarxistas. Glauber Rocha fez um cinema marxista - não tanto por ele e mais pelo contexto. Outra coisa: Tropa de elite faz crítica ao &quot;sociologismo&quot;? Acredito que não. Teve a intenção, mas não conseguiu sair dos lugares comuns e dos clichês.
Caro Pedro, concordamos sempre que o cinema passa por uma fase ruim. Sem nostalgia, os filmes atuais pecam por isso que você denomina, com firmeza, de &quot;sociologia barata&quot;. Poderíamos chamar tb. de filmes &quot;politicamente corretos&quot;.
Gostei do seu texto e, pela vontade da expressão, não havia nenhum tédio. Sem justificativas e sem adjetivos, você vai confeccionar textos cada vez mais atilados. Seu caminho para a crítica foi aberto. Agora é caminhar com muito estudo e disciplina. Um abraço, Lisandro</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Pedro,<br />
Primeiro, você escreveu só porque estava entediado? Acho que não. Sem justificativas. Seu texto esclarece e toca na ferida clara do cinema brasileiro: o &#8220;complexo de culpa&#8221;. Os filmes mais críticos do cinema nacional são bons principalmente por causa da Forma &#8211; ao contrário desses filmes de conteúdo social. A ditadura dos editais criou a instância da &#8220;compaixão coercitiva&#8221;. Ou seja, a Forma é desprezada em nome de um cinema fácil de assimilação rápida. Esse cinema tem &#8220;compaixão&#8221; pelos pobres, ganha dinheiro em nome dos excluídos e realiza filmes para agradar o grande público.<br />
Penso que é um cinema quase-cínico.<br />
Discordo de você quanto ao marxismo. São submarxistas. Glauber Rocha fez um cinema marxista &#8211; não tanto por ele e mais pelo contexto. Outra coisa: Tropa de elite faz crítica ao &#8220;sociologismo&#8221;? Acredito que não. Teve a intenção, mas não conseguiu sair dos lugares comuns e dos clichês.<br />
Caro Pedro, concordamos sempre que o cinema passa por uma fase ruim. Sem nostalgia, os filmes atuais pecam por isso que você denomina, com firmeza, de &#8220;sociologia barata&#8221;. Poderíamos chamar tb. de filmes &#8220;politicamente corretos&#8221;.<br />
Gostei do seu texto e, pela vontade da expressão, não havia nenhum tédio. Sem justificativas e sem adjetivos, você vai confeccionar textos cada vez mais atilados. Seu caminho para a crítica foi aberto. Agora é caminhar com muito estudo e disciplina. Um abraço, Lisandro</p>
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		<title>Por: Pedro Novaes</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-247</link>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 13:21:44 +0000</pubDate>
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		<description>Valeu, Arturo, pela observação, agora já corrigida no texto. Abs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Valeu, Arturo, pela observação, agora já corrigida no texto. Abs.</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro Novaes</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-549</link>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 19:17:35 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;span class=&quot;topsy_trackback_comment&quot;&gt;&lt;span class=&quot;topsy_twitter_username&quot;&gt;&lt;span class=&quot;topsy_trackback_content&quot;&gt;Eu, querendo apanhar: http://tinyurl.com/atemju&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><span class="topsy_trackback_comment"><span class="topsy_twitter_username"><span class="topsy_trackback_content">Eu, querendo apanhar: <a href="http://tinyurl.com/atemju" rel="nofollow">http://tinyurl.com/atemju</a></span></span></span></p>
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	<item>
		<title>Por: Arturo</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/02/23/sociologia-cinema/comment-page-1/#comment-246</link>
		<dc:creator>Arturo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 16:51:04 +0000</pubDate>
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		<description>Belo post Pedro, mas só uma coisinha... &quot;Dois Filhos de Francisco&quot; foi a maior bilheteria do cinema nacional depois da retomada com 5,2 milhões de espectadores. A maior bilheteria registrada do cinema nacional é de &quot;Dona Flor e Seus Dois Maridos&quot; com mais de 10 milhões de espectadores, seguido por outros filmes de bilheterias expressivas, entre elas, &quot;A Dama do Lotação&quot; com mais de 6,5 milhões de espectadores.

Abs
Arturo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Belo post Pedro, mas só uma coisinha&#8230; &#8220;Dois Filhos de Francisco&#8221; foi a maior bilheteria do cinema nacional depois da retomada com 5,2 milhões de espectadores. A maior bilheteria registrada do cinema nacional é de &#8220;Dona Flor e Seus Dois Maridos&#8221; com mais de 10 milhões de espectadores, seguido por outros filmes de bilheterias expressivas, entre elas, &#8220;A Dama do Lotação&#8221; com mais de 6,5 milhões de espectadores.</p>
<p>Abs<br />
Arturo</p>
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