Arquivo de março de 2009
Vale pra música, vale pro vídeo
20 Things You Must Know About Music Online, livro de Andrew Dubber, sugere estratégias para músicos se posicionarem bem na Internet. Acho que várias das coisas que ele aponta servem também para videomakers. No blog Musicaliquida, uma tradução das vinte dicas resumidas. O livro é um ebook que pode ser baixado de graça.
Imprimir | 1 comentárioBastardos Inglórios, Trailer
Olhaí o trailer do “Inglorious Basterds”, o novo filme de Tarantino, com estréia marcada no Brasil para 16 de outubro.
Imprimir | 2 comentários“Escape From City 17″ custou US$500
Ano passado, publiquei um post aqui explicando por alto o que é machinima, ou seja, a utilização do ambiente dum vídeo game qualquer para a produção de filmes de ficção. (Volte lá, leia o post e assista aos vídeos demonstrativos.) Agora veja o que os irmãos David e Ian Purchase conseguiram produzir com apenas 500 dólares de orçamento — mais algumas horas de chroma key e After Effects — e me diga se isso não é… estimulante? (Ah, sim, como o próprio vídeo já diz, eles utilizaram as animações e ambientes do jogo Half Life.)
Imprimir | 4 comentários“World Builder” by Bruce Branit
Via @dchristino.
É cada vez mais comum assistir a pequenas e preciosas “superproduções” de uma pessoa só with a little help from his(her) friends. Sim, graças aos efeitos de CG.
World Builder from Bruce Branit on Vimeo.
A strange man builds a world using holographic tools for the woman he loves.
This award winning short was created by filmmaker Bruce Branit, widely known as the co-creator of ’405′. World Builder was shot in a single day followed by about 2 years of post production. Branit is the owner of Branit VFX based in Kansas City.
Imprimir | 2 comentáriosDicas sobre Direção
Film Directing & Filmmaking Tips: blog do diretor canadense Peter D. Marshall, com bons textos e indicações sobre direção de cinema.
Imprimir | 2 comentáriosSinais de um mau diretor

Apesar do tom de auto-ajuda, o artigo abaixo, do blog Iliterary Fiction, vai direto ao ponto em relação ao aspecto mais importante, mas talvez menos valorizado, da direção cinematográfica. Pode soar básico, mas os exemplos disso em nossos sets abudam. A tradução é minha.
SINAIS DE UM MAU DIRETOR
Len Esten
Todo diretor de cinema possui uma especialidade. Alguns dão mais atenção à performance dos atores, outros ao desenho de produção, enquanto outros ainda se concentram mais no trabalho de câmera. A despeito de todas estas diferenças, é a falta de habilidades interpessoais que, em geral, os leva à ruína. Nada é mais indicativo da possibilidade de fracasso futuro para um cineasta que não saber como lidar com pessoas.
Gritos e falta de educação
Elevar sua voz sem se dar conta e sem sem provocado a isso é uma ótima forma de distanciar as pessoas. Uma coisa é gritar uma vez ou outra quando a pressão se eleva e o tempo está se esgotando, mas fazer disso um hábito não é bom. Interromper conversas porque precisa perguntar algo trivial naquele exato momento é também uma boa maneira de se fazer odiar. E esperar ser tratado como rei é um ótimo jeito de conseguir que as pessoas mijem no seu café. Trate as pessoas como o faria se elas pudessem lhe dar um soco na cara e provavelmente tudo transcorrerá bem.
Não Elogiar
Quando fazem um bom trabalho, as pessoas não necessariamente se dão conta disso. Se alguém se desdobra e o impressiona, elogie-os de forma sincera. Há uma escola de pensamento que diz que elogios levam as pessoas a se esforçarem menos, mas eu, assim como muitos especialistas em gestão, nunca confirmei esta idéia. Uma vez cumprimentadas, as pessoas querem receber mais elogios. Isso encoraja um desempenho ainda melhor, de forma a conseguir estes novos elogios. Para extrair o máximo de seu elenco e equipe, seja caloroso ao exaltar e pródigo nos elogios.
Ser o dono das idéias
O diretor é a autoridade máxima no set. Ele toma todas as decisões. Com o poder para fazer o que se quer, a tentação de ceder a caprichos é grande. Um desses caprichos pode ser o de se aferrar à pureza de sua idéia original para o filme. As equipes trabalham horas sem conta e não são tão bem pagas. Um caminho seguro para manter todo o mundo feliz é o de pedir idéias a todos e utilizá-las. Ao invés de ser a única pessoa a dar idéias, torne-se o árbitro delas. Permita que todos contribuam com idéias e seja simplesmente seu juiz, acolhendo as que funcionam e dispensando as demais.
Perfeccionismo
O que é perfeito para alguém pode ter falhas para outro. Buscar a cena perfeita é um objetivo fútil. Um filme é tão bom quanto as circustâncias de sua realização. Acostume-se à idéia de que seu filme não será aquele que você concebeu em sua mente e a experiência de realizá-lo será muito mais prazerosa. Esforce-se para chegar o mais próximo possível daquilo que concebeu, mas aceite suas limitações com estilo, dignidade e graça.
Culpar ao invés de assumir a responsabilidade
A reponsabilidade final é de quem lidera, e o diretor é um líder. Não há nada que não seja responsabilidade dele ou dela. Se algo dá errado, isso é falha do diretor. Esquivar-se disso é não assumir a responsabilidade de quem lidera. Culpar os outros demonstra covardia e é um indicativo de que o pior ainda está por vir quando a pressão realmente subir. Se um diretor não assume a responsabilidade pela comida ruim na hora do almoço, como pode se esperar que o elenco e a equipe se sintam seguros em relação ao cumprimento de outros compromissos?
Planejamento Deficiente
Planejar é chato. Planejamento é aquilo que acontece enquanto a vida acontece, mas falhar em planejar é planejar para falhar. Ninguém gosta de se ver correndo em desespero ou sem saber o que fazer porque o diretor não sabe direito o que quer fazer naquele dia. O diretor deve se adiantar sempre o máximo possível para que o elenco e a equipe possam trabalhar melhor.
Esperar Telepatia
Meu pai costumava esperar que eu sempre soubesse o que ele precisaria em seguida, algo a que ele se referia como “antecipar-se”. Infelizmente, entretanto, como diretor, diferentemente do meu pai, não está entre suas opções o uso de ameaça física para estimular as pessoas a serem capazes de ler sua mente. Compreenda que todos têm seus afazeres e que nem sempre têm como avaliar o que você precisará no momento seguinte. Comunique-se com clareza e as pessoas colaborarão. Recorra à telepatia e se desapontará.
Diretores podem agir frequentemente como rematados idiotas sem pagar por isso. No final das contas, entretanto, a menos que seus filmes façam muito dinheiro para muita gente, não seguirão ilesos por muito tempo. Se quiser ser um diretor para desrespeitar os outros, não posso impedi-lo, mas devo alertá-lo para o fato de que o karma existe e que muitos estados americanos permitem o porte de armas.
Imprimir | 2 comentáriosUm Homem com uma Câmera
Ainda há — e como há! — muita gente que se acha original ao propor um cinema não-narrativo, não-linear, experimental e blablablá. Dá uma canseira dos diabos ouvir a moçadinha universitária discorrendo sobre o tema. É como testemunhar a confirmação da hipótese do Eterno Retorno nietzsche-teletubiano: “Di novo!”
Enfim, eis a primeira parte do filme “Um Homem com uma Câmera” (Chelovek’s Kinoapparatom), de 1929, dirigido por Dziga Vertov. As demais estão aqui.
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