Arquivo da categoria 'Atores'
Publicidade de Baixo Orçamento
Sonho from Pedro Novaes on Vimeo.
Sumô from Pedro Novaes on Vimeo.
Dá pra fazer comerciais bons e baratos? Claro que dá. O problema em geral é cliente que quer um VT hollywoodiano a preço de comercial de cartela. Quando há consciência das possibilidades de produção, alguma disposição pra ser ousado e excelente comunicação entre agência e diretor, dá nesse tipo de coisa. Do ótimo Fogueira, ator do VT do Sleep Inn, muitos se lembrarão deste lendário comercial da Honda.
Criação: Bees Publicidade
Produção: Idéia Produções
Direção: Pedro Novaes
Direção de Fotografia: Emerson Maia
Produção: Lúcia Macedo e Mariah Mundim
Trilha Sonora: Olemir Candido
Locução (Zein): Mário César Rodrigues
Elenco: Fogueira (Sleep Inn), Eduardo Numa e Duncan (Zein)
Essas atrizes…
Terceiro aniversário deste blog
E como o Olho de Vidro, blog da produtora Sertão Feelmes, completa hoje três anos de idade, convidamos uma atriz de cinema para cantar o “Parabéns pra você” para nós… (Obrigado por ter aceitado nosso convite, gata!)
Claro, como foi o Pedro Novaes quem encaminhou o convite, e como ele é no momento o presidente da produtora, ela… ah, você entendeu.
Imprimir | 3 comentáriosCharles Chaplin: Erros de gravação
Alguns erros de filmagem que eu nem imaginava ainda existir. (Atenção para o figurino do sujeito da claquete!)
Imprimir | 1 comentárioBenicio del Toro e o filme “Che”
Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja. A primeira pergunta: “por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?” Benicio gagueja. E ela completa: “O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.” Ele diz que o Che não criou campos de concentração. E ela: “Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?” E acrescenta: “Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?” Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento. Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!) Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências. Ele fica muuuito desconfortável. A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio. O ator não sabe. E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara: “A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento”. “Não me lembro, exatamente”, responde ele. E ela lhe presenteia com o livro “Guevara: Misionero de la Violencia“, escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha.
Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.
Che: Part One e Che: Part Two (2008) são filmes de Steven Soderbergh.
Pedro Corzo mantém o Instituto de la Memoria Histórica Cubana contra el Totalitarismo.
Imprimir | 7 comentáriosA Culpa é do Diretor, parte II
Tenho insistido que o maior problema de nossa cinematografia digital, e sobretudo dos curtas que são feitos no Brasil, está na precariedade da direção de atores e no pouco caso com um trabalho mais embasado de preparação de elenco e construção de personagens.
A verdade é que a maioria toma a função do diretor cinematográfico como algo simples e que qualquer um com uma boa idéia pode exercer. Afinal, trata-se meramente de definir enquadramentos e movimentos de câmera, e de dar ordens aos atores, não é verdade?
A função do diretor é dificílima. É preciso ser acrobata e conseguir manter dezenas de pratos girando ao mesmo tempo, com a diferença de que, no circo, se um prato cai, só ele se quebra, enquanto, no cinema, se o mesmo ocorre, todo o conjunto naufraga.
Uma má fotografia pode até sobreviver a um filme com ótimas atuações, mas um filme com excelente fotografia e performances ruins é um desastre. Sem atuações críveis, nada se sustenta.
Mas nada me parece mais difícil e delicado do que a direção dos atores. Primeiro, porque a direção é quase um casamento, depende de confiança absoluta. O diretor coloca seu bem mais precioso nas mãos do ator – o seu filme – e o ator tem que se abrir e jogar de cabeça no território das emoções, crendo que o diretor saberá guiá-lo neste lamaçal, rumo aos sentimentos corretos para uma boa atuação.
Segundo, porque dirigir atores demanda principalmente intuição e disposição para o risco e o mico. Tem pouco de intelectual e muito de tentativa e erro, de processo, de experiência. Nada nos ensina a fazê-lo, a não ser tentar.
Eu ainda me sinto quase absolutamente desarmado neste território. Ainda não sei fazer pouco mais que pedir resultados – o pior tipo de direção -, mas vou tentando perder o medo.
Apesar de que só a prá¡tica ensina, um pouco de teoria pode apontar o rumo certo e também nos fornecer o impulso de buscar. Daí, como prometido, a tradução da introdução do livro de Judith Weston “Directing Actors”, um excelente começo sobre este tema.
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