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Salve a Água Boa do Xingu – O Filme

Grande medida das diferenças que hoje tenho com os ambientalistas diz respeito ao fato de que uma boa parte deles vive num mundo à parte, de um idealismo descolado da realidade, onde as coisas se definem em termos de tudo ou nada, de nós ou eles. E os problemas ambientais são reais e envolvem profundas contradições nos nossos modos de produzir e de viver, de tal maneira que, para operar mudanças concretas, não é possível falar em tudo ou nada, nem tampouco em nós ou eles.

Neste mundo ideal onde vive essa cepa de ambientalista não existem pessoas de fato, mas estereótipos e, óbvio, tipos ideais, tanto negativos quanto positivos. E nesta taxonomia, fazendeiros são necessariamente a encarnação do mal: pessoas que degradam os ecossistemas por um inato espírito maligno de quem, a la Darth Vader, sente prazer na destruição. De outro lado, há os ambientalistas bons, sempre com as mãos limpas.

Acontece, entretanto, que os propretários rurais – e muitos deles de fato em suas atividades geram impactos sobre o meio ambiente – são pessoas de carne e osso, seres humanos enfim. Como tal, sofrem do mesmo tipo de matizamento que os difere, indivíduo a indivíduo, a ponto de tornar cada um absolutamente singular, a despeito de compartilharem inúmeros traços em comum. E, surpresa, a maioria deles é composta por pessoas decentes e de bem, que desejam desfrutar de qualidade de vida e contribuir para um mundo melhor. Pessoas que, em geral, acham que estão fazendo a coisa certas, assim como nós, que não plantamos milho, nem criamos vacas, mas, não obstante, comemos a ambos.

E queira ou não esta espécie de ambientalista, o mundo em que esses proprietários rurais vivem é o mesmo que o nosso, onde todas as coisas são confusamente entrelaçadas, colocando, por exemplo, numa mesma cadeia de relações, o produtor de soja e eu, que consumo diariamente alguma quantidade de óleo de soja e eventualmente molho de soja, quando vou ao restaurante japonês saciar meu incontrolável apetite por sushis, a despeito de que me preocupem os impactos ambientais das lavouras de soja no mundo, o que borra a separação entre certo e errado, e obriga-nos honestamente a repensar o maniqueísmo que pauta muitas vezes o pensamento simplório que opõe eles a nós.

Pensando dessa maneira, é só o diálogo e a busca de convergências que apresenta uma saída séria, civilizada, democrática e honesta para a crise ecológica. E, pasmem, os proprietários rurais estão conscientes disso e, em geral, abertos para dialogar – ao menos a cepa deles que de fato vive para o campo e sofre na pele as demandas contraditórias que pesam sobre seus ombros, sintetizada na oposição muito real entre usar agora – os recursos naturais – ou poupá-los para as gerações futuras.

É uma visão nessa linha, mais complexa, e que ata um belo sonho e visão de futuro desejado ao conhecimento e aceitação da realidade presente, que guia aquela que, na minha opinião, é a mais bem sucedida iniciativa de preservação ambiental no Brasil: a Campanha Y Ikatu Xingu (ou “Salve a Água Boa do Xingu” em língua Kamayurá), uma ampla iniciativa, capitaneada pelo ISA – o Instituto Socioambiental -, mas que envolve dezenas de instituições dos mais diferentes matizes, em prol da proteção das nascentes e margens do Rio Xingu e seus afluentes.

Desde o início, a campanha constantou que um de seus grandes desafios residia no desenvolvimento de técnicas mais baratas e eficientes de reflorestamento, tendo em vista os altos custos e baixa eficiência das técnicas tradicionais de recuperação de áreas através do plantio de mudas. Quatro anos depois, os resultados são evidentes e altamente promissores: há hoje na região do Xingu uma área crescente de áreas onde cerrado e floresta estão sendo recuperados com plantio de sementes através de várias técnicas que dialogam diretamente com a realidade do produtor, sobretudo pelo uso do maquinário e de técnicas assemelhadas àquelas a que o fazendeiro está acostumado para o plantio de lavouras comerciais.

Nesta semana que passou, estivemos em Canarana (MT) e região, na parte alta da bacia do Xingu, rodando um filme que tem como objetivo disseminar estas técnicas de plantio florestal desenvolvidas pela campanha. É um vídeo didático que possibilitará ao proprietário rural efetivamente aplicar tais técnicas na recuperação de áreas em sua fazenda.

Foram cinco dias de gravações com uma equipe formada por mim, como diretor, Emerson Maia, como diretor de fotografia, Chico Macedo, na elétrica e maquinária, Marco Antonio Macaquinho, como assistente de câmera e técnico de som, e Sérgio “Alex” Mesquita, nosso motorista. Além disso, acompanharam-nos todo o tempo Eduardo Malta, Luciano Eichholz e Cassiano Marmet, da equipe técnica do ISA.

O desafio é o de produzir um material ao mesmo tempo bonito, visualmente atraente, e que fale a linguagem do produtor rural. O resultado deve estar dentro de algumas semanas disponível.

A Sertão Feelmes orgulha-se em ser parceira do ISA e da Campanha Y Ikatu Xingu.

Equipe da Sertão, equipe do ISA e parceiros.

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As locações do filme “Os Caça-fantasmas”

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Série Xingu em DVD

A Cultura Marcas lançou toda a série de documentários “Xingu”, roteirizada e dirigida por Washington Novaes, em um pack de quatro DVDs. A caixa reúne os 10 episódios de 48 minutos realizados em 1984 e exibidos pela primeira vez em 1985 (originalmente intitulados “Xingu – A Terra Mágica”) aos seis novos programas rodados em 2006 e exibidos pela TV Cultura em 2007, sob o novo título “Xingu – A Terra Ameaçada”.

Os cinco grupos documentados em 1984 – Waurá, Kuikuro, Yawalapiti, Metuktire e Panará – foram novamente visitados em 2006 por Washington e sua equipe, de forma a mostrar as transformações ocorridas neste intervalo de mais de duas décadas e a situação atual desses povos da região do Xingu, no Mato Grosso.

Premiada no Brasil e no exterior, a série é seguramente de um dos mais importantes documentos audiovisuais sobre povos indígenas brasileiros.

Para comprar o pacote, visite o site da Cultura Marcas.

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A enchente no Rio de Janeiro

Baixo Gávea Debaixo D’água from Mellin Videos on Vimeo.

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Da Série Xingu

Xingu – A Terra Ameaçada (Abertura) from Pedro Novaes on Vimeo.

A série de documentários “Xingu” se embaralha à minha história pessoal e da minha família.

Em 1983, quando deixou a direção do jornal Diário da Manhã, em Goiânia, meu pai, o jornalista e documentarista Washington Novaes, foi convidado pela Intervídeo, então capitaneada por Walter Salles, Roberto D’Ávila e Fernando Barbosa Lima para conceber e dirigir uma série para a TV sobre povos indígenas brasileiros. Os altos custos e a complexa logística envolvidos levaram à opção por um objeto menos amplo, de onde a escolha pelo foco nos índios do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.

Assim, em agosto de 1984, Washington e uma equipe formada pelo fotógrafo Lula Araújo, o técnico de VT e som Antonio Gomes e o produtor José Carmo, partiu para o Parque do Xingu para um estadia de dois meses destinada a retratar inicialmente cinco etnias: Waurá, Kuikuro, Metuktire e Kren-a-Karore (que mais tarde retornaram a seu nome ancestral “Panará”).

O resultado foi a série “Xingu – A Terra Mágica”, em 11 episódios, exibida em 1985 pela extinta Rede Manchete, aclamada pelo público e pela crítica, premiada em festivais de TV pelo mundo afora e prestigiada com uma sala própria em 1986 na importante Bienal de Veneza. Alguns dos programas da série chegaram na época a atingir 20 pontos de audiência, feito inédito para a TV Manchete então e para uma série deste tipo.

Desde então, os índios passaram a fazer parte de nossa vida, sempre frequentando nossa casa, e muitos deles, ao longo do tempo, tornando-se grandes amigos.

Xingu – A Terra Ameaçada (Chamada) from Pedro Novaes on Vimeo.

Em 1987, Washington retornou ao Xingu. Mais uma vez em parceria com a Intervídeo, realizou a série “Kuarup – Adeus ao Chefe Malakwyauá”, que retratou um dos grandes líderes xinguanos e o Kuarup, a festa para os mortos ilustres no Xingu, que o homenageou.

Desde meados da década de 90, meu pai desejava retornar ao Parque para uma terceira série, que estabelecesse uma ponte com a série original e mostrasse as mudanças de toda sorte ocorridas desde 1984. Mas foi apenas em 2006 que o desejo pode se tornar realidade.

Com patrocínio da Petrobras e da Natura, através da Lei do Audiovisual, em mais uma parceria com a Intervídeo e desta vez também com a TV Cultura, Washington voltou a Xingu, desta vez acompanhado de boa parte de sua família, muitos de nós exercendo funções na realização do filme. Eu assumi a assistência de direção e a direção de produção de toda a série, na qual foram gastos 2 milhões de reais. João e Guilherme, meus irmãos, responderam pela Produção Executiva, junto com Cláudio Pereira e Roberto D’Ávila, da Intervídeo. Marcelo, outro irmão, fez a fotografia de still e ainda segurou a segunda câmera.

Na equipe de gravação, contamos mais uma vez com a mão tranquila de Lula Araújo. Antonio Gomes, por problemas de saúde, não pode nos acompanhar, apesar do desejo de Washington de contar com a mesma equipe, e foi substituído por Pedro Moreira.

O Lula é, para mim, um dos melhores fotógrafos de documentários do país, sobretudo em situações como as com que nos deparamos no Xingu, onde os objetos retratados não estão sob seu controle, as coisas acontecendo o tempo todo independentes da vontade de quem filma. O cara pensa e responde muito rápido, produzindo imagens comoventes mesmo nas condições mais adversas e sem nenhuma possibilidade de preparação prévia.

Xingu – A Terra Ameaçada (Chamada Versão 2) from Pedro Novaes on Vimeo.

Foram quase 40 dias divididos entre seis aldeias. Além dos Waurá, Kuikuro, Metuktire e Panará, foram incluídos os Yawalapiti – em função do papel relevante que seu falecido chefe Paru acabou assumindo na série de 1984 – e os Kalapalo – pois este povo hospedava o Kuarup daquele ano no Parque.

Resultaram quase 100 horas de material. Depois de muita reflexão e discussão com Lula, optamos pelo HDV como formato de captação, usando duas câmeras Sony Z1. Apesar de seus problemas e de não ser propriamente um formato profissional, revelou-se adequado para as características do projeto pelo custo mais baixo, pela grande quantidade de material precioso a ser arquivado – fazer isso em formatos sem fita ainda tem suas complicações – e pelo desejo de gravar em alta definição.

Seis novos programas foram editados – um programa de abertura e mais um para cada povo (o Kuarup dos Kalapalo foi incluído no primeiro programa) – e a série antiga foi remasterizada pelos Estúdios Mega com uma nova correção de cor e eliminação de dropouts no material analógico. Somadas, as duas séries viraram uma série de 16 programas, intitulada agora “Xingu – A Terra Ameaçada” (o 11o programa de 1984/1985 era apenas uma espécie de making of da série e foi excluído da nova sequência).

A série completa foi exibia no segundo semestre de 2007 pela TV Cultura e pela TV Brasil com grande resposta do público e da crítica.

Acima, você pode conferir a bela abertura montada pelo João Paulo Carvalho – que também editara a série original – junto com a Aline Nóbrega, e também duas chamadas exibidas em TV e em salas de cinema, como parte do plano de marketing da série.

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Pague o escritor! (Pay the Writer!)

¿Sabe quando todos querem que você trabalhe de graça? ¿Sabe quando todos os envolvidos em um projeto irão receber dinheiro, mas você só irá desfrutar de “divulgação gratuita”? Pois é…

(Via jpcuenca e AlexCastroLLL.)

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Sobre Corumbiara

Acabo de assistir a Corumbiara, o documentário de Vincent Carelli que tem como fio condutor a investigação do massacre de um grupo indígena por fazendeiros em Rondônia na década de 1980. Deu uma certa angústia, vontade de enfiar o rabo entre as pernas e sair correndo e ganindo – caim, caim, caim – com meu filmezinho pretensioso sobre índios. Corumbiara é um monolito, uma obra-prima. Corumbiara e Serras da Desordem são os dois maiores documentários sobre índios já feitos no Brasil e dois dos melhores documentários brasileiros de todos os tempos.

Corumbiara é uma experiência audiovisual de alto impacto. Ecos de cinema direto. Premiado com uma menção honrosa no É Tudo Verdade deste ano, com o grande prêmio do 11o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, e agora incluído na seleção oficial de Gramado, o filme de Carelli não tem frescura nenhuma. É documentário no sentido mais nobre e violento que a palavra pode ter. São duas horas de imagens poderosíssimas pontuadas, aqui e ali, pelas locuções econômicas, diretas e sem rodeios do diretor, alguns depoimentos e nenhuma trilha sonora.

A força do filme deriva, a meu ver, em primeiro lugar, do mérito de Carelli em reconhecer que tinha um material poderosíssimo nas mãos e então conseguir não se colocar diante dele, mas simplesmente pavimentar o caminho para que ele pudesse se exibir em toda a sua força. Nem sempre é fácil reconhecer isso. É muito grande a tentação do diretor querer se colocar, e aí fazê-lo da maneira errada, imprimindo uma marca pessoal por meio de firulas, frescuras e truques que acabam dissipando o poder explosivo do que se tem. É fácil pensar também que não se “colocar” seria um demérito, que, como diretor, tenho que fazer algo mais que simplesmente não me interpôr, não atrapalhar. Neste caso, mais que desnecessário, seria um equívoco. E não que o filme não tenha a marca de Vincent. Ele é o cara, a história de vida dele. O documentário restou inconcluso por mais de 20 anos e finalmente agora se fechou. Então, primeiro mérito, fazer um filme sem frescuras que é uma pancada na cabeça.

Em segundo lugar, a força de Corumbiara vem daquilo que ele não mostra, mas que, não exibido, paira sobre o filme e a cabeça do espectador como uma opressiva nuvem: o fato de que este país à nossa volta foi construído à custa de milhares de corumbiaras. Passemos então a uma sinopse e explicação: Corumbiara é o nome de uma gleba de terras em Rondônia, demarcada e vendida pelo Governo Federal, ainda durante a Ditadura, cujos donos ordenaram o massacre de um grupo indígena que ali vivia. À época, Vincent e Marcelo dos Santos, indigenista da FUNAI, investigaram os vestígios do massacre, mas não lograram convencer as autoridades e o país da brutal realidade do que ali ocorrera – isso não interessava a ninguém. Marcelo acabou desacreditado e foi proibido de permanecer na região. Anos depois, em sucessivas viagens, os dois retornam à região para retomar a investigação e seguir o rastro de índios que, acreditavam, poderiam ser sobreviventes do massacre. O documentário segue inconcluso até que, em 2006, Carelli retorna mais uma vez à região.

Desta maneira, quem assiste fica, todo o tempo, espremido entre essa sombra – de todas as corumbiaras não mostradas -, o impressionante universo daquilo que são as consequências diretas e indiretas do massacre investigado e a grandiosidade do universo indígena retratado, vivo e intensíssimo, apesar de todas as corumbiaras. A cena do cerco ao “índio do buraco” solitário e arredio, expulso a bala de outra gleba na região, é das coisas mais impressionantes que já vi. Durante seis horas, Marcelo e sua equipe tentam acalmá-lo para um diálogo. Ele aponta sua flecha, através das palhas da cabana, para a câmera de Vincent o tempo todo. Por ironia, o objeto que mais o ameaçava era o que registraria as imagens que garantiram a interdição definitiva da área para sua proteção.

Imperdível.

UPDATE: desculpas ao Marcelo pelo erro em seu nome, conforme comentário abaixo, já corrigido acima.

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Cartas do Kuluene – Trailer

No ar um primeiro trailer do Cartas do Kuluene, nosso novo documentário. Lançamento previsto para outubro.

Cartas do Kuluene/Letters from Kuluene – Trailer from Pedro Novaes on Vimeo.


FICHA TÉCNICA

Direção: Pedro Novaes

Elenco: Tiago Benetti, Antonio Zayek, Felipe Brum, Beatrice Labaig, Tatiana Marinho
Vozes: Aaron Wolf e François Meyer

Assistente de Direção: Cássia Queiroz
Direção de Fotografia: Emerson Maia
Fotografia Documental: Lula Araújo, Marcelo Novaes e Piva Barreto
Assistente de Fotografia: Dani Azul
Fotografia Still: Rogério Neves
Maquinária: Chico Macedo e Denir Calassara
Elétrica: Roosevelt Saavedra
Direção de Arte: Letycia Rossi
Cenografia: Úrsula Ramos
Maquiagem e cabelos: Accioly Neto
Assistente de Maquiagem: Marcelo Ramos
Produção Executiva: Paulo Paiva. Antonio Guerino, Arturo Lúcio
Produção Maria Eugênia Tovar
Direção de Platô: Maurício Cruz
Edição: Sérgio Valério
Som direto e Edição de Som: Arturo Lúcio
Som documental: Pedro Moreia
Preparação de Elenco: Sandro di Lima
Consultoria Musical: Márcio Jr.

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Animated Soviet Propaganda – um documentário

Um documentário que mostra o uso da animação — por parte do governo da extinta União Soviética –, enquanto veículo de manipulação ideológica. (Veja mais detalhes abaixo do vídeo.) Esta é a primeira de quatro partes.

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Part 1 of 4 of the Documentary “Animated Soviet Propaganda“. From 1924 to Perestroika the USSR produced more than 4 dozen animated propaganda films. They weren’t for export. Their target was the new nation and their goal was to win over the hearts and minds of the Soviet people. Anti-American, Anti-British, Anti-German, Anti-Capitalist, Anti-Fascist, some of these films are as artistically beautiful as the great political posters made after the 1917 revolution which inspired Soviet animation. A unique series. With a unique perspective. Includes interviews with the directors of the animated films which are still alive and commentary by a leading Soviet film scholar.

Two hours of documentary and six hours of animated films: Black and White, 1933, directed by I. Ivanov-Vano and L. Mister Twister, 1963, A. Karanovitch, Soyuzmultfilm Studio. Someone Else’s Voice. 1949. I. Ivanov-Vano. Soyuzmultfilm. Ave Maria, 1972, I. Ivanov-Vano. Soyuzmultfilm. The Millionaire, 1963, V. Bordzilovsky and Y. Prytkov, Soyuzmultfilm. Shooting Range, 1979, V. Tarasov. Soyuzmultfilm. Mr. Wolf, 1949, directed by V. Gromov. Soyuzmultfilm. OVERVIEW COMMENTATORS: Igor Kokarev, Professor of Film Sociology, Russian State Film School. Vladimir Tarasov, director/ artist “Shooting Gallery” Dr. Sofia Marshak, PhD, great-granddaughter of children’s poet Samuel Marshak Amalrik. Mezrabpomfilm.

More Information at: www.russiananimation.com.

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