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	<title>Olho de Vidro -- blog sobre cinema e vídeo digital &#187; Edição</title>
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	<description>Blog da Sertão Filmes, contendo discussões técnicas, e nem tão técnicas assim, sobre cinema e vídeo digital, equipamentos, filmes, etc. Afinal, como já dizia o Riobaldo, "filmar é muito perigoso..."</description>
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		<title>Montagem versus Encenação</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 15:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto publicado no Jornal Opção. Desde Sergei Einsenstein, tornou-se lugar comum dizer que o coração do cinema está na montagem. Contar uma história ou transmitir um raciocínio organizados através de uma sequência descontínua de fragmentos temporais seria a essência da linguagem da sétima arte. O grande montador Walter Murch (Apocalypse Now, O Paciente Inglês, etc.) [...]


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<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Nz92VVp6et0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Texto publicado no <a href="http://www.jornalopcao.com.br/posts/opcao-cultural/montagem-versus-encenacao">Jornal Opção</a>.<br />
</em><br />
Desde Sergei Einsenstein, tornou-se lugar comum dizer que o coração do cinema está na montagem. Contar uma história ou transmitir um raciocínio organizados através de uma sequência descontínua de fragmentos temporais seria a essência da linguagem da sétima arte.</p>
<p>O grande montador <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004555/">Walter Murch</a> (Apocalypse Now, O Paciente Inglês, etc.) reforçou essa idéia, propondo a hipótese, em seu seminal <a href="http://www.travessa.com.br/NUM_PISCAR_DE_OLHOS_A_EDICAO_DE_FILMES_SOB_A_OTICA_DE_UM_MESTRE/artigo/a04adc60-e2b1-4393-88f5-da84dfd0fd08">“Num Piscar de Olhos”</a> (Jorge Zahar Editores), de que a montagem cinematográfica emula a maneira pela qual nosso cérebro capta a realidade – descartando fatias menos importantes dos estímulos que chegam e se concentrando nos elementos fundamentais. Para Murch, o piscar dos olhos seria o equivalente, na vida real, do corte no cinema.</p>
<p>O professor <a href="http://www.davidbordwell.net/">David Bordwell</a>, entretanto, um dos mais respeitados teóricos contemporâneos do cinema, contesta tais idéias. Para ele, o que ocorre é que o cinema se tornou nas últimas décadas crescentemente uma arte da montagem, em detrimento das possibilidades igualmente importantes da encenação ou mise-en-scène.</p>
<p>Por encenação, entenda-se o conjunto dos elementos cênicos que, articulados, ajudam a contar uma história e transmitir emoções e idéias: luz, cenografia, figurinos, a posição e movimentação dos atores.</p>
<p>Montagem e encenação se complementam, mas, num certo nível, se opõem. Dar preferência à encenação significa, grande parte das vezes, privilegiar planos-sequência, isto é, aqueles sem cortes e/ou planos fixos, onde a profundidade de campo e a movimentação dos atores, auxiliadas por uma disposição engenhosa de elementos de cenografia, têm mais relevância para contar a história do que os cortes entre vários tipos de planos.</p>
<p>A maioria dos diretores de hoje &#8211;  e mais ainda em Hollywood – abandonou quase por completo os recursos da mise-en-scène. Todos operam utilizando um estilo muito parecido – praticamente uma fórmula &#8211; essencialmente calcado numa montagem cada vez mais acelerada. A quantidade de cortes nos filmes ajuda a demonstrar essa afirmação. Segundo Bordwell, “do começo do cinema sonoro até a década de 1960, a maioria dos filmes de Hollywood continha entre 300 e 700 planos, com uma duração média dos planos variando entre oito e 11 segundos.” Essa duração média cai para dois a oito segundos na década de 1990, com muitos filmes chegando a terem mais de dois mil planos. Embora os filmes de ação evidentemente puxem esses números, com suas montagens frenéticas, comédias românticas não ficam muito atrás, ele aponta, com filmes como Shakespeare Apaixonado (1998), Noiva em Fuga (1999) e Jerry Maguire (1996) tendo uma duração média de planos entre quatro e seis segundos.</p>
<p>Em oposição a essa maneira de contar histórias com imagens, para quem gosta de cinema, é fundamental saber que há um vasto conjunto de cineastas que relegam a montagem a segundo plano em seu estilo de dispor da linguagem cinematográfica. Os japoneses Kenji Mizoguchi e Yazujiro Ozu, o americano Orson Welles, o grego Theo Angelopoulos e o taiwanês Hou Hsiao-Sien, entre outros, são todos mestres no uso da profundidade de campo e do plano-sequência. </p>
<p>Em seu único livro publicado em português, <a href="http://www.travessa.com.br/FIGURAS_TRACADAS_NA_LUZ_A_ENCENACAO_NO_CINEMA/artigo/3e59d8f5-ad8a-48f4-b2b5-17341d77d1c6">“Figuras Traçadas na Luz”</a> (Editora Papirus), David Bordwell analisa as estratégias de mise-en-scène de alguns deles. Como exemplo lapidar da força e do potencial da encenação, ele cita uma cena de “Paisagem na Neblina”, de Angelopoulos, onde a protagonista Voula, uma menina de 12 anos, é estuprada por um caminhoneiro. Na paisagem desolada, cinzenta e chuvosa de uma estrada, o caminhão para no acostamento. O caminhoneiro desce puxando a menina e entra com ela na carroceria. A câmera fica do lado de fora &#8211; nossa visão, toldada pela lona que a encerra – e, por longos minutos sem cortes, assistimos ao caminhão sem ver o que acontece lá dentro, mas sabendo-o bem. A posição da câmera, com o caminhão dominando o quadro e a estrada ao fundo magnetizam nosso olhar e tornam todo o acontecimento ainda mais chocante por sua “sinistra inevitabilidade”.</p>
<p>Conhecer esses mestres da encenação abre todo um novo horizonte em relação ao potencial da linguagem cinematográfica.</p>
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		<title>Cinema X Vídeo: A Questão da Escala</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 13:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
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<p><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2010/12/EasyLookA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-619" title="EasyLookA" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2010/12/EasyLookA-300x253.jpg" alt="" width="300" height="253" /></a></p>
<p>Escala é um problema a que nem todos os diretores dedicam a atenção necessária quando pensam seus enquadramentos e fazem suas escolhas no set e na ilha de edição. Parece óbvio quando dito, mas nem todo mundo se dá conta: faz toda a diferença se o filme vai ser exibido na televisão, numa sala de cinema ou numa tela de computador.</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Blink-Eye-Revised-2nd/dp/1879505622/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1293023622&amp;sr=8-1">Walter Murch</a>, o mestre hollywoodiano da montagem, edita sempre com um bonequinho de papel à frente da tela do computador – feito na proporção de um espectador na sala de cinema -, como forma de se lembrar do tamanho das imagens e da maneira pela qual essa resolução afeta nossa percepção delas.</p>
<p><a href="http://www.davidbordwell.net/blog/?p=6885">David Bordwell</a> afirma ser perceptível a mudança gradual de ênfase nos planos – com uma predominância crescente de planos mais fechados – à medida em que o uso do video assist se popularizou nos sets de cinema ao longo do tempo. Tendo um monitor pequeno como referência, os diretores tendem a julgar de forma equivocada a visualização de objetos, feições e movimentos nos planos e acabam preferindo enquadramentos mais aproximados, que assegurem a percepção plena de reações ou detalhes de uma determinada cena.</p>
<p>Há algum tempo atrás dirigi um comercial que seria veiculado apenas em salas de cinema. Em uma das cenas, a atriz segurava um cartaz, de aproximadamente 150  X 100 cm  que continha determinado conteúdo que deveria ser visualizado pelos espectadores. De nada adiantaram meus argumentos junto à agência de que um plano médio, com a atriz de corpo inteiro em quadro, seria mais do que suficiente – e mais elegante – para uma tela de cinema, onde o cartaz ganharia quatro vezes seu tamanho real, e de que encher a tela com um close do objeto resultaria em uma imagem agressiva e, no fim das contas, feia. Como eu não dispunha de uma tela de cinema para embasar meu argumento, a agência insistiu. O resultado na tela grande ficou medonho.</p>
<p>Essa falta de reflexão sobre escala se soma ainda a vários outros fatores para reforçar a predominância  do uso de planos americanos e primeiros planos. Primeiro, a necessidade de narrativas na média muito pobres de não deixar margem de dúvida para o espectador, o que, de certa forma, equivale a confiar pouco em sua inteligência: tudo deve ser esfregado em sua cara e reiterado repetidas vezes, se possível. Segundo, sobretudo na publicidade, orçamentos baixos impedem um trabalho de arte mais esmerado nas locações: não dá pra ficar mostrando demais os ambientes. Por fim, há a escolha de caminhos já conhecidos e algoritimos mais seguros de decupagem de sequências pelos diretores. É mais fácil montar trabalhando com planos mais fechado do que fazer planos-sequência e trabalhar com uma mise-en-scene  elaborada, que demanda muito ensaio e marcação com os atores. Sobretudo se o cronograma for apertado, acaba sendo mais fácil dividir  cena em vários planos.</p>
<p>Não obstante as restrições de orçamento e tempo, é fundamental dedicarmos reflexão e treinarmos o olhar para calibrar enquadramentos na escala mais adequada.</p>
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		<title>Cartas do Kuluene &#8211; Primeiro Teste</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 18:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
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<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_355" class="wp-caption alignnone" style="width: 210px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-medium wp-image-355" title="Quain forca" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2009/08/Quain-forca-200x300.jpg" alt="O antropólogo americano Buell Quain se suicidou em 1939, entre os índios Krahô." width="200" height="300" /></dt>
</dl>
</div>
<p>Fizemos ontem uma primeira sessão-teste do primeiro corte do <em><strong>Cartas do Kuluene</strong></em> para alguns amigos próximos, quase todos profissionais do audiovisual, mas nem todos. Estavam também o Tiago Benetti e o Antonio Zayek, dois dos atores que trabalharam no filme.</p>
<p>O primeiro corte ficou com duas horas e cinco minutos. Ainda há muito trabalho pela frente, mas o filme já tem o seu “jeitão”, que era o principal a ser avaliado e discutido, vendo o que funciona ou não, se está cansativo, se prende a atenção, emociona, estimula.</p>
<p>O Cartas é um longa documental que fala da experiência de encontrar índios no Brasil, tentando retratar de forma mais complexa, pelo olhar de três brancos, estas culturas radicalmente diferentes da nossa. Numa troca de cartas imaginária, eu, Buell Quain – antropólogo americano que se suicidou entre os krahô em 1939 – e Paul Berthelot – anarquista francês que se enfiou no meio dos índios do Araguaia na década de 1900 – contamos nossas experiências com os índios e nos angustiamos com a frustração de nossas expectativas e a suspensão da verdade, como a entendemos, entre eles.</p>
<p>O mais positivo desta primeira avaliação e discussão, penso, é que, depois de algum tempo de críticas aos problemas na estrutura narrativa e a elementos específicos seus, as pessoas começaram a debater o conteúdo do filme, o que ele queria dizer e como encaravam isso. Acho que é a principal evidência de que o “jeitão” do filme está no caminho certo, estimulando a imaginação e fazendo as pessoas pensarem.</p>
<p>No lado dos problemas, as pessoas unanimemente acharam o filme muito longo e um pouco cansativo.</p>
<p>A trilha sonora aparece como item número um a necessitar muito trabalho. Ainda que a opção pelo rock pareça sólida, a escolha inicial de trabalhar apenas com músicas já existentes torna o resultado heterogêneo demais. E há uma certa sensação de que há muita música e de que ela está se sobressaindo demais, quando não deveria ser ouvida conscientemente &#8211; o que me parece correto, visto que, a despeito de uma estrutura narrativa pouco convencional e dos jogos de significados na representação, o filme não se pretende experimental ou inovador no uso da trilha. Está claro que ela deve ser um dos veículos da estrutura narrativa em moldes convencionais. Nossas experimentações estão em outros campos.</p>
<p>Já tínhamos, na verdade, nos dado conta dos problemas musicais, motivo pelo qual o Margô e o Raphael, músicos experientes e amigos que já fizeram trilhas para dois curtas, estão trabalhando em uma trilha original para o Cartas. Breve, devem apresentar os primeiros esboços.</p>
<p>Há dois problemas importantes apontados em relação à locução, um mais fácil de trabalhar, outro bastante complicado. O primeiro é o de que há locuções que são redundantes em relação a certas imagens, sobretudo nas cartas do Berthelot, que contam uma narrativa mais linear, a trajetória  de sua aventura. São, portanto, desnecessárias e serão eliminadas. Isso é fácil e já comecei a extirpar estas partes nos textos. O segundo, mais delicado, é o problema de que o excesso de locuções muitas vezes dificulta ao espectador desfrutar das imagens, sobretudo quando casamos imagens documentais de povos indígenas com locuções reflexivas ou narrativas. As pessoas se sentem atraídas por certas imagens de alto impacto visual ou estético, mas a necessidade de acompanhar as locuções, sobretudo as legendadas (as locuções de Berthelot são em francês, as de Quain, em inglês), oblitera essa possibilidade. Em relação a isso, me pergunto se não seria melhor abandonar essas locuções em línguas estrangeiras. A idéia delas é reforçar um certo clima de babel num filme que fala sobre encontro entre culturas. Dá um charme ao filme, mas traz esses problemas.</p>
<p>Por último, Juliana, minha mulher, apontou algo que me incomoda e a que quero dedicar reflexão e esforço: não conseguimos fazer o espectador sentir – pela via emocional e não somente pela reflexão -, de alguma forma, os mesmos incômodos nesta interação com os índios de que os três narradores falam: tédio, lentidão do tempo e desconforto físico, de um lado, e, de outro, a angústia diante da suspensão da verdade. Acho que a edição de som, ainda por ser feita, terá um papel fundamental nisso, mas precisamos retrabalhar as imagens para tentar produzir este tipo de efeito.</p>
<p>Estou realmente desfrutando da experiência de trabalhar num filme grande e, em alguma medida, ambicioso como esse. O tempo de contato com o material te permite refletir muito, mudar suas impressões e opiniões, ter um monte de insights, estudar e trocar idéias com os colegas de trabalho e amigos. Isso é muito legal. Não estou nem um pouco enjoado ou de saco cheio, apesar de trabalhar vendo essas imagens documentais há três anos e, no Cartas especificamente, há cerca de dois. Passo por fases e fases, detestando e adorando o resultado. Gosto agora de coisas que ontem achava péssimas, desgosto de outras que pareciam boas. Me apego a coisas que antes não me chamavam a atenção, suprimo partes que considerava essenciais.</p>
<p>Aliás, a questão do apego ao material é um tema sempre recorrente nas reflexões sobre edição de filmes e representa, de fato, um grande problema. O tempo, trabalho e carinho dedicado à filmagem e/ou montagem de certas sequências dificultam depois um juízo adequado de sua relevância no filme montado. É difícil “matar nossos bebês”, como diz o Stu Maschwitz, diretor americano, porém essencial. Esse é um dos principais desafios para diminuir um primeiro corte de duas horas e pouco para uma e vinte, que é nossa meta. Não há dúvida, entretanto, de que isso é fundamental.</p>
<p>Vamos em frente. A idéia é, durante essa semana, mostrar o filme a mais algumas pessoas.</p>
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<p>Posts relacionados:<ol><li><a href='http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/06/26/cartas-do-kuluene-trailer/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cartas do Kuluene &#8211; Trailer'>Cartas do Kuluene &#8211; Trailer</a></li>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A arte de montar trailers</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 13:06:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distribuição & Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[produção cinematográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[Já que acabamos de soltar o trailer do Cartas do Kuluene, não custa lembrar que a roteirização e montagem de trailers é uma arte por si só, uma função que, em Hollywood, é executada por profissionais e empresas especializados. Os trailers de grandes filmes com frequência incluem cenas feitas especificamente para eles e podem ter [...]


Não há posts relacionados.]]></description>
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<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LAZ6aDYcCuw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LAZ6aDYcCuw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Já que acabamos de soltar o trailer do <a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/06/26/cartas-do-kuluene-trailer/"><strong><em>Cartas do Kuluene</em></strong></a>, não custa lembrar que a roteirização e montagem de trailers é uma arte por si só, uma função que, em Hollywood, é executada por profissionais e empresas especializados. Os trailers de grandes filmes com frequência incluem cenas feitas especificamente para eles e podem ter trilha sonora própria. Ora, o <a href="http://www.ifc.com">Independent Film Channel</a> criou sua <a href="http://www.ifc.com/news/2009/06/50-greatest-trailers.php">lista dos 50 melhores trailers</a> de todos os tempos. No topo da lista, figura o trailer de <strong><em>Alien &#8211; O Oitavo Passageiro</em></strong>, que você confere acima.</p>
<p>[Via <a href="http://www.brainstorm9.com.br/">Brainstorm</a>]</p>
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<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Continuidade e atenção</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 05:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direção]]></category>
		<category><![CDATA[Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias & Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[continuidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você é um visitante assíduo do site The Internet Movie Database, já notou que todos os filmes possuem um link chamado &#8220;Goofs&#8221; no qual, entre outras mancadas, você encontrará os erros de continuidade do respectivo filme. Chega a ser assombroso verificar que mesmo os filmes que considerávamos os mais perfeitos também apresentam inúmeros erros [...]


Não há posts relacionados.]]></description>
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<p>Se você é um visitante assíduo do site <a href="http://www.imdb.com/">The Internet Movie Database</a>, já notou que todos os filmes possuem um link chamado &#8220;Goofs&#8221; no qual, entre outras mancadas, você encontrará os erros de continuidade do respectivo filme. Chega a ser assombroso verificar que mesmo os filmes que considerávamos os mais perfeitos também apresentam inúmeros erros de continuidade, tal como o clássico <a href="http://www.imdb.com/title/tt0064116/goofs">Era uma vez no oeste</a>, de Sergio Leone. Mas o que pouca gente sabe é que esses erros são assumidos no momento da montagem, afinal, os diretores sabem que a atenção do espectador não está voltada para detalhes secundários. O diretor só irá arrancar os cabelos e refazer a cena se o erro de continuidade envolver alguma ação significativa para o entendimento da trama. No final das contas, tudo não passa de um truque muito bem feito, de prestidigitação, tal como no vídeo abaixo, &#8220;O truque do baralho que muda de cor&#8221;. Assista-o, acompanhe a &#8220;mágica&#8221; e veja se você consegue perceber como se dá o jogo entre a atenção ao essencial e a atenção ao detalhe.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/voAntzB7EwE&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/voAntzB7EwE&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Entendeu por que os diretores deixam passar certos erros de continuidade?</p>
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<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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