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Making of — Curta Carajás

Making of do Curta Carajás — Primeiro Festival de Cinema de Parauapebas, no qual dei uma oficina de roteiro e direção de curta-metragem e o Pedro, de Produção. Além disso, fomos ambos jurados do Festival. (Conheça os demais professores.)

Making Of – CurtaCarajás from Ivan Oliveira on Vimeo.

CurtaCarajás – Festival de Cinema de Parauapebas -PA
Making Of – Novembro de 2009
Realização: Secult – Parauapebas
Produzido por: HD Produções
Roteiro: Ivan Oliveira
Direção e Montagem: Edinan Costa
Imagens: Gilson Mesquita

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Filmes no Sul do Pará

logocurtacarajas

Acabo de retornar, junto com Yuri, de Parauapebas, cidade do Sul do Pará, aos pés da Serra dos Carajás, onde ministramos oficinas e fomos membros do júri no 1° Curta Carajás – Festival de Cinema de Parauapebas. Foi uma ótima e surpreendente experiência. É muito bom ver como em lugares distantes do eixo Rio-São Paulo sempre há uma turma jovem entusiasmada com a possibilidade da produção audiovisual.

Em segundo lugar, me surpreendi com minha ignorância. Eu fazia uma vaga idéia do que era a região. E lá, me dei conta dos complexos problemas sociais, econômicos e ambientais que a afligem, tendo sido palco nas últimas décadas de vários episódios representativos dos problemas mais profundos do Brasil e que ganharam cobertura da mídia no mundo inteiro, como a Guerrilha do Araguaia, a existência da maior mina de ferro do mundo,  o surgimento, febre e posterior fechamento de Serra Pelada, no vizinho município de Curionópolis – cujo grande coronel político não é outro senão o truculento oficial do exército que comandou a repressão à Guerrilha e que é suspeito de vários outros crimes -, o massacre dos sem-terra no vizinho município de Eldorado dos Carajás, o assassinato da irmã Dorothy.

Apesar de toda a riqueza que circula na região, Parauapebas é um município com graves problemas sociais. Sua população é composta por impressionantes 70% de migrantes do empobrecido e vizinho Maranhão e cresce a inimagináveis 9% ao ano. É um dos municípios com maior taxa de crescimento no país, as desigualdades saltam aos olhos, a infra-estrutura é precária, o esgoto corre a céu aberto em muitos lugares, a taxa de desemprego bate no céu.

O 1° Curta Carajás, capitaneado pela Secretaria Municipal de Cultura, foi muito bem organizado e reuniu em sua mostra competitiva 48 curtas de 16 estados do brasil, um belo panorama de nossa produção recente. Além disso, houve uma mostra paralela organizada pelo Cineclube Labirinto, sediado na cidade, com docs que tinham temas associados à região, e também uma mostra de filmes locais e outra organizada pela ABD Pará, só com curtas paraenses. No front de capacitação, aconteceram quatro oficinais: roteiro e direção, ministrada pelo Yuri Vieira, Produção de Baixo Orçamento, ministrada por mim, Fotografia, ministrada pelo Bruno Assis, de Belém, e edição, comandada por Reinaldo Rogério, também de Belém.

O júri oficial foi composto pelo Homero, presidente da ABD Pará, pelo Bruno Assis, pelo Yuri e por mim. Não foi tarefa fácil definir os premiados. Havia uma boa quantidade de possíveis candidatos a todos os prêmios previstos. No final, ficou assim:

MELHOR CURTA (PRÊMIO IPÊ) – “Brasília (Título Provisório)”, de J. Procópio (DF): trata-se de um hilário roteiro metalinguístico, que por sinal tira o maior sarro da moda de filmes de metalinguagem, em que um cineasta conta para um amigo seu projeto de um filme em que uma expedição arqueológica explora as ruínas de uma abandonada Brasília para fazer um documentário.

MELHOR ROTEIRO (PRÊMIO XIKRIN) – “Para Pedir Perdão”, de Iberê Carvalho (DF), em que um homem procura desesperadamente pela namorada numa noite de Carnaval em Brasília.

MELHOR MONTAGEM (PRÊMIO GAVIÃO REAL) – “Quarto 38″, de Thomas Edward Hale (SP): um assustador curta de suspense em que uma mulher presa em um porão onde coisas muito estranhas acontecem tenta escapar e encontrar sua irmã presa num quarto de hotel assombrado por uma estranha maldição.

Além disso, decidimos atribuir menções honrosas a dois documentários muito fortes, “Fractais Sertanejas” de Heraldo Cavalcanti (CE), que conta a incrível história de um pedreiro que, após uma experiência de quase-morte, se torna um grande escultor, e o impressionante “A Casa dos Mortos”, de Débora Diniz (DF), que num roteiro estruturado sobre um poema de um interno que é também narrador do filme, exibe a realidade de um manicômio judiciário em Salvador.

Por fim, o voto do júri popular terminou em empate, com o prêmio divido entre o “Quarto 38″ e “Pronta Entrega, de  André Migueis (RJ).

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Nosso curta-metragem em Portugal

VTS_01_1 O curta-metragem ESPELHO, dirigido por mim e por Cássia Queiroz, foi convidado a participar da mostra Verão Cinema e Outras Coisas (organizada pela PULGA associação criativa), que ocorrerá na Costa da Caparica, em Portugal. Será apresentado Domingo, dia 30/08, no encerramento. (Veja a programação completa do evento.)

A organização, entre outras coisas, foi bem bacana ao receber a imagem de DVD (arquivo ISO) via internet, sem as mil e uma burocracias exigidas por festivais, mostras e canais de TV brasileiros, que solicitam as mídias gravadas e mil e um papéis de autorização assinados, o que apenas me faz esquecer de enviar o material, infelizmente. Para que gastar com frete material se o "objeto" é digital? Oras…

Fica aí a sugestão: use o Archive.org para salvar e enviar as imagens de DVD (ISO) do seu curta-metragem. Suba o arquivo ISO e ele automaticamente criará arquivos em Mp4 e Gif.

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MIAU, MIAU, MIAU

Entre quarta e sábado da semana passada, tive a satisfação de fazer parte, junto com Pedro Plaza e Carolina Paraguassu, do juri do II MIAU (Mostra Independente do Audiovisual Universitário), aqui em Goiânia. O MIAU é uma mostra nacional com foco em curtas, documentais ou de ficção, realizados por universitários de todo o país.

Apesar de se encontrar apenas em sua segunda edição, impressiona o nível de organização do evento, realizado com parcos recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia, sua ampla divulgação e sobretudo a qualidade dos filmes selecionados. Já participei de alguns festivais e mostras de curtas no país e raras vezes vi um conjunto de filmes com tamanha qualidade. Parece que as universidades são hoje de fato o lugar onde se realizam alguns dos filmes mais criativos no Brasil.

Escolher os filmes a serem premiados não foi fácil diante do alto nível. Outorgamos quatro menções honrosas e os prêmios de melhor filme, melhor ficção, melhor documentário e Gato da Vez (dado ao diretor que apresentasse maior nível entre seu último filme universitário e primeiro depois de graduado). Confira abaixo os premiados. Se tiver oportunidade, todos valem realmente à pena serem vistos:

MELHOR FILME

“Sobre um Dia Qualquer”, de Leonardo Remor;

PRÊMIO GATO DA VEZ

Allan Ribeiro, por “O Brilho dos meus Olhos” e “Depois das Nove”;

MELHOR FICÇÃO

“Romance.38″, de Vinicius Casimiro e Vitor Brandt (tem trailer no You Tube);

MELHOR DOC

“A Vermelha Luz do Bandido”, de Pedro Jorge;

MENÇÕES HONROSAS

“Darluz” (fic), de Leandro Godinho (aqui os vídeos promocionais);

“Maresia” (fic), de Christian Schneider e Natália Piva Chim;

“Baronesa” (doc), de Cláudia Afonso;

“Encanto” (doc), de Julia de Simone (veja acima a primeira parte e aqui a segunda parte).

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Bastidores do Oscar

Muito legais esses vídeos dos bastidores pós-Oscar. Veja o papo entre Danny Boyle e Spielberg sobre a espera pelo prêmio.

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“Espelho” (curta-metragem) no festival de Tromsø, Noruega

O curta-metragem “Espelho” (Mirror), dirigido por mim em parceria com Cássia Queiroz, foi convidado pelo festival “No Siesta, Fiesta!” — de Tromsø, Noruega — e já está na programação que homenageia o Brasil.

Os longas-metragens convidados são: Central do Brasil, Tropa de Elite, Fuglekikkere e La Zona.

Se por um acaso você estiver passeando por ali, em busca da aurora boreal ou algo assim, aproveite e prestigie nosso filme. Obrigado.

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O Rolex e o Celular

Digamos, por motivos de pura ironia, que seu nome era Christian, uma vez que se mostrou tão irritado — em outra conversa velha de um ano, que agora não vem ao caso — ao tratar das “desprezíveis” raízes cristãs (the christian roots) do Ocidente. Christian, um diretor de cinema brasileiro, basicamente de curtas-metragens, me foi apresentando como sendo curador de um relevante festival de cinema do Rio de Janeiro. “Não se preocupe”, me disse, “pelo que ouvi falar a respeito do seu filme, com certeza irei gostar muito”. Eu não estava preocupado, mas quis saber o que ele ouvira. “Ué, bróder, me disseram que o filme era uma porrada no estômago. Fiquei curioso. Se eu curtir, ele poderá ser selecionado pro meu festival.” Estávamos na festa de encerramento de mais uma edição da Goiânia Mostra Curtas, taças de vinho à mão, enquanto, ao nosso lado, uma fila se formava para o bufê que já começara a ser servido. Era noite e o pátio da Secretaria de Cultura estava abarrotado de cineastas, atores, políticos, empresários e culturetes em geral, todos muito satisfeitos em participar de um evento do gênero. Era como se uma atmosfera cosmopolitana tivesse subitamente descido sobre a cidade. Nada como testemunhar que o cinema goiano, em particular, e o brasileiro, em geral, parecia ter finalmente tomado impulso — muito embora não se soubesse exatamente em qual direção…

O rega-bofes patrocinado involuntariamente pelo contribuinte seguia seu curso, enquanto eu, Christian e o também cineasta João Novaes prosseguíamos rindo e conversando sobre temas diversos. A certa altura, lembrando-me da polêmica recente a respeito do sucesso do longa “Tropa de Elite”, decidi indagar:

“E aí, Christian, você gostou do Tropa de Elite? Seria interessante saber de um cineasta carioca se o filme afinal é fiel ou não à realidade.”

O cara mudou de cor instantaneamente, ficou branco, em seguida vermelho, então franziu o cenho e começou a disparar mil petardos contra o filme. Falava na velocidade de uma metralhadora, uma dessas que os traficantes costumam usar nos morros. Mais baixo que eu, Christian às vezes me olhava por cima dos óculos, o que tornava suas sobrancelhas mais ameaçadoramente expressivas. Dizia que o “Tropa” era o filme mais mentiroso e ridículo de todos os tempos, uma enganação com DNA hollywoodiano à qual apenas a massa estúpida poderia dar algum crédito.

“Acho que então faço parte da ‘massa estúpida’”, comentei, “porque achei o filme excelente.” Leia mais

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Novelo de Teseu

Gore

Embora voltado para a realidade do cinema independente americano, o “Ultimate Festival Survival Guide”, escrito por Chris Gore, traz informações bastante interessantes também para o nosso mundo aqui embaixo. Entre outras coisas, ajuda a pensar uma estratégia coerente e realista para a busca de festivais adequados a seu filme e propósitos, economizando grana e maximizando as chances de sucesso. Quem já tentou, sabe que enorme labirinto é a infinita miríade de festivais aqui no Brasil e no exterior. Catorze dólares na Amazon, fora o frete.

Vai para a nossa biblioteca aí ao lado.

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A Hora e a Vez dos Curtas

ENVIADO PELO BETO LEÃO:

Mais de 500 produções. Este foi o total de obras inscritas para a “Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem”, do “XVII Cine Ceará”

Deste total, foram selecionados 16 projetos para a competição (oito ficções, quatro documentários, três animações e um vídeo experimental). O Ceará está presente na disputa com uma produção em cada categoria.

Embora no mercado os curtas não tenham a visibilidade dos longas, nos festivais uma parcela do público comparece só pra aplaudir o segmento. Já para os realizadores, os filmes de menor duração permitem a maturação das idéias e o aperfeiçoamento técnico, servindo de balão de ensaio para produções mais ousadas.

No “XVII Cine Ceará”, os selecionados concorrem ao “Troféu Mucuripe”, em categorias semelhante as de longa-metragem (melhor filme, direção, ator, atriz, fotografia, edição, roteiro, som e direção de arte). Além disso, disputam prêmios em dinheiro concedido por alguns apoiadores do evento.

Um dos curtas selecionados para a mostra competitiva, é a ficção cearense “Sol de Amém”. Dirigido por Ives Albuquerque, a produção retrata uma história de fé ambientada no semi-árido, “lugar onde a espera é o alimento do tempo e a esperança se alimenta da alma”, como informa a sinopse. Albuquerque já participara de outras edições do Cine Ceará, se declara entusiasmado. “A seleção foi uma surpresa, sobretudo diante do número de inscritos. Apresentá-lo no nosso estado, para um público que conhece a realidade do sertão, é muito importante pra nós”, destaca. Leia mais

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Filmaka

O festival “Filmaka” anuncia a abertura de sua sétima competição.

Depois do sucesso das seis primeiras edições, o Filmaka lança o concurso com o tema “A Profecia”. As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho de 2007.

Para concorrerem, os filmes devem ter entre 1 e 3 minutos e serem enviados através do site do festival até a meia-noite (fuso americano do Pacífico) do dia 30 de junho de 2007. Os primeiros 15 a 20 colocados a cada mês recebem um prêmio de US$ 500 e mais US$ 1000 a serem utilizados em um próximo filme, além de concorrerem ao grande prêmio anual: um contrato para um longa-metragem.

A Filmaka é uma nova competição mensal online, fundada e financiada por produtores independentes, tendo em seu juri cineastas como Werner Herzog, Neil LaBute e Wim Wenders. As obras podem ser faladas em qualquer língua.
Acesse o site do festival para ver as obras das competições anteriores, bem como o regulamento completo.

As incrições são gratuitas para estudantes de cinema.

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