Arquivo da categoria 'Filmes Nossos'
Publicidade de Baixo Orçamento
Sonho from Pedro Novaes on Vimeo.
Sumô from Pedro Novaes on Vimeo.
Dá pra fazer comerciais bons e baratos? Claro que dá. O problema em geral é cliente que quer um VT hollywoodiano a preço de comercial de cartela. Quando há consciência das possibilidades de produção, alguma disposição pra ser ousado e excelente comunicação entre agência e diretor, dá nesse tipo de coisa. Do ótimo Fogueira, ator do VT do Sleep Inn, muitos se lembrarão deste lendário comercial da Honda.
Criação: Bees Publicidade
Produção: Idéia Produções
Direção: Pedro Novaes
Direção de Fotografia: Emerson Maia
Produção: Lúcia Macedo e Mariah Mundim
Trilha Sonora: Olemir Candido
Locução (Zein): Mário César Rodrigues
Elenco: Fogueira (Sleep Inn), Eduardo Numa e Duncan (Zein)
O Popular 24 X 7
O Popular 24 x 7 from Pedro Novaes on Vimeo.
Institucional do jornal “O Popular”, dirigido por mim e produzido pela Idéia Produções, para o lançamento na nova versão online e da versão móvel do jornal.
Direção: Pedro Novaes
Criação: Balcão de Comunicação
Produção: Idéia Produções
Direção de Fotografia: Naji Sidki
Direção de Arte: Letycia Rossi
Produtoras: Lúcia Macedo e Mariah Mundim
Locução: Felipe Grinnan
Trilha: Olemir Candido
Maquiagem e cabelos: Accioly Neto
Salve a Água Boa do Xingu – O Filme
Grande medida das diferenças que hoje tenho com os ambientalistas diz respeito ao fato de que uma boa parte deles vive num mundo à parte, de um idealismo descolado da realidade, onde as coisas se definem em termos de tudo ou nada, de nós ou eles. E os problemas ambientais são reais e envolvem profundas contradições nos nossos modos de produzir e de viver, de tal maneira que, para operar mudanças concretas, não é possível falar em tudo ou nada, nem tampouco em nós ou eles.
Neste mundo ideal onde vive essa cepa de ambientalista não existem pessoas de fato, mas estereótipos e, óbvio, tipos ideais, tanto negativos quanto positivos. E nesta taxonomia, fazendeiros são necessariamente a encarnação do mal: pessoas que degradam os ecossistemas por um inato espírito maligno de quem, a la Darth Vader, sente prazer na destruição. De outro lado, há os ambientalistas bons, sempre com as mãos limpas.
Acontece, entretanto, que os propretários rurais – e muitos deles de fato em suas atividades geram impactos sobre o meio ambiente – são pessoas de carne e osso, seres humanos enfim. Como tal, sofrem do mesmo tipo de matizamento que os difere, indivíduo a indivíduo, a ponto de tornar cada um absolutamente singular, a despeito de compartilharem inúmeros traços em comum. E, surpresa, a maioria deles é composta por pessoas decentes e de bem, que desejam desfrutar de qualidade de vida e contribuir para um mundo melhor. Pessoas que, em geral, acham que estão fazendo a coisa certas, assim como nós, que não plantamos milho, nem criamos vacas, mas, não obstante, comemos a ambos.
E queira ou não esta espécie de ambientalista, o mundo em que esses proprietários rurais vivem é o mesmo que o nosso, onde todas as coisas são confusamente entrelaçadas, colocando, por exemplo, numa mesma cadeia de relações, o produtor de soja e eu, que consumo diariamente alguma quantidade de óleo de soja e eventualmente molho de soja, quando vou ao restaurante japonês saciar meu incontrolável apetite por sushis, a despeito de que me preocupem os impactos ambientais das lavouras de soja no mundo, o que borra a separação entre certo e errado, e obriga-nos honestamente a repensar o maniqueísmo que pauta muitas vezes o pensamento simplório que opõe eles a nós.
Pensando dessa maneira, é só o diálogo e a busca de convergências que apresenta uma saída séria, civilizada, democrática e honesta para a crise ecológica. E, pasmem, os proprietários rurais estão conscientes disso e, em geral, abertos para dialogar – ao menos a cepa deles que de fato vive para o campo e sofre na pele as demandas contraditórias que pesam sobre seus ombros, sintetizada na oposição muito real entre usar agora – os recursos naturais – ou poupá-los para as gerações futuras.
É uma visão nessa linha, mais complexa, e que ata um belo sonho e visão de futuro desejado ao conhecimento e aceitação da realidade presente, que guia aquela que, na minha opinião, é a mais bem sucedida iniciativa de preservação ambiental no Brasil: a Campanha Y Ikatu Xingu (ou “Salve a Água Boa do Xingu” em língua Kamayurá), uma ampla iniciativa, capitaneada pelo ISA – o Instituto Socioambiental -, mas que envolve dezenas de instituições dos mais diferentes matizes, em prol da proteção das nascentes e margens do Rio Xingu e seus afluentes.
Desde o início, a campanha constantou que um de seus grandes desafios residia no desenvolvimento de técnicas mais baratas e eficientes de reflorestamento, tendo em vista os altos custos e baixa eficiência das técnicas tradicionais de recuperação de áreas através do plantio de mudas. Quatro anos depois, os resultados são evidentes e altamente promissores: há hoje na região do Xingu uma área crescente de áreas onde cerrado e floresta estão sendo recuperados com plantio de sementes através de várias técnicas que dialogam diretamente com a realidade do produtor, sobretudo pelo uso do maquinário e de técnicas assemelhadas àquelas a que o fazendeiro está acostumado para o plantio de lavouras comerciais.
Nesta semana que passou, estivemos em Canarana (MT) e região, na parte alta da bacia do Xingu, rodando um filme que tem como objetivo disseminar estas técnicas de plantio florestal desenvolvidas pela campanha. É um vídeo didático que possibilitará ao proprietário rural efetivamente aplicar tais técnicas na recuperação de áreas em sua fazenda.
Foram cinco dias de gravações com uma equipe formada por mim, como diretor, Emerson Maia, como diretor de fotografia, Chico Macedo, na elétrica e maquinária, Marco Antonio Macaquinho, como assistente de câmera e técnico de som, e Sérgio “Alex” Mesquita, nosso motorista. Além disso, acompanharam-nos todo o tempo Eduardo Malta, Luciano Eichholz e Cassiano Marmet, da equipe técnica do ISA.
O desafio é o de produzir um material ao mesmo tempo bonito, visualmente atraente, e que fale a linguagem do produtor rural. O resultado deve estar dentro de algumas semanas disponível.
A Sertão Feelmes orgulha-se em ser parceira do ISA e da Campanha Y Ikatu Xingu.
Imprimir | 2 comentáriosSérie Xingu em DVD
A Cultura Marcas lançou toda a série de documentários “Xingu”, roteirizada e dirigida por Washington Novaes, em um pack de quatro DVDs. A caixa reúne os 10 episódios de 48 minutos realizados em 1984 e exibidos pela primeira vez em 1985 (originalmente intitulados “Xingu – A Terra Mágica”) aos seis novos programas rodados em 2006 e exibidos pela TV Cultura em 2007, sob o novo título “Xingu – A Terra Ameaçada”.
Os cinco grupos documentados em 1984 – Waurá, Kuikuro, Yawalapiti, Metuktire e Panará – foram novamente visitados em 2006 por Washington e sua equipe, de forma a mostrar as transformações ocorridas neste intervalo de mais de duas décadas e a situação atual desses povos da região do Xingu, no Mato Grosso.
Premiada no Brasil e no exterior, a série é seguramente de um dos mais importantes documentos audiovisuais sobre povos indígenas brasileiros.
Para comprar o pacote, visite o site da Cultura Marcas.
Imprimir | 1 comentárioVideo Portfolio
Director’s Reel.2010. from Pedro Novaes on Vimeo.
Coloquei no ar meu portfolio/reel 2010.
Imprimir | Sem comentáriosDa Série Xingu
Xingu – A Terra Ameaçada (Abertura) from Pedro Novaes on Vimeo.
A série de documentários “Xingu” se embaralha à minha história pessoal e da minha família.
Em 1983, quando deixou a direção do jornal Diário da Manhã, em Goiânia, meu pai, o jornalista e documentarista Washington Novaes, foi convidado pela Intervídeo, então capitaneada por Walter Salles, Roberto D’Ávila e Fernando Barbosa Lima para conceber e dirigir uma série para a TV sobre povos indígenas brasileiros. Os altos custos e a complexa logística envolvidos levaram à opção por um objeto menos amplo, de onde a escolha pelo foco nos índios do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.
Assim, em agosto de 1984, Washington e uma equipe formada pelo fotógrafo Lula Araújo, o técnico de VT e som Antonio Gomes e o produtor José Carmo, partiu para o Parque do Xingu para um estadia de dois meses destinada a retratar inicialmente cinco etnias: Waurá, Kuikuro, Metuktire e Kren-a-Karore (que mais tarde retornaram a seu nome ancestral “Panará”).
O resultado foi a série “Xingu – A Terra Mágica”, em 11 episódios, exibida em 1985 pela extinta Rede Manchete, aclamada pelo público e pela crítica, premiada em festivais de TV pelo mundo afora e prestigiada com uma sala própria em 1986 na importante Bienal de Veneza. Alguns dos programas da série chegaram na época a atingir 20 pontos de audiência, feito inédito para a TV Manchete então e para uma série deste tipo.
Desde então, os índios passaram a fazer parte de nossa vida, sempre frequentando nossa casa, e muitos deles, ao longo do tempo, tornando-se grandes amigos.
Xingu – A Terra Ameaçada (Chamada) from Pedro Novaes on Vimeo.
Em 1987, Washington retornou ao Xingu. Mais uma vez em parceria com a Intervídeo, realizou a série “Kuarup – Adeus ao Chefe Malakwyauá”, que retratou um dos grandes líderes xinguanos e o Kuarup, a festa para os mortos ilustres no Xingu, que o homenageou.
Desde meados da década de 90, meu pai desejava retornar ao Parque para uma terceira série, que estabelecesse uma ponte com a série original e mostrasse as mudanças de toda sorte ocorridas desde 1984. Mas foi apenas em 2006 que o desejo pode se tornar realidade.
Com patrocínio da Petrobras e da Natura, através da Lei do Audiovisual, em mais uma parceria com a Intervídeo e desta vez também com a TV Cultura, Washington voltou a Xingu, desta vez acompanhado de boa parte de sua família, muitos de nós exercendo funções na realização do filme. Eu assumi a assistência de direção e a direção de produção de toda a série, na qual foram gastos 2 milhões de reais. João e Guilherme, meus irmãos, responderam pela Produção Executiva, junto com Cláudio Pereira e Roberto D’Ávila, da Intervídeo. Marcelo, outro irmão, fez a fotografia de still e ainda segurou a segunda câmera.
Na equipe de gravação, contamos mais uma vez com a mão tranquila de Lula Araújo. Antonio Gomes, por problemas de saúde, não pode nos acompanhar, apesar do desejo de Washington de contar com a mesma equipe, e foi substituído por Pedro Moreira.
O Lula é, para mim, um dos melhores fotógrafos de documentários do país, sobretudo em situações como as com que nos deparamos no Xingu, onde os objetos retratados não estão sob seu controle, as coisas acontecendo o tempo todo independentes da vontade de quem filma. O cara pensa e responde muito rápido, produzindo imagens comoventes mesmo nas condições mais adversas e sem nenhuma possibilidade de preparação prévia.
Xingu – A Terra Ameaçada (Chamada Versão 2) from Pedro Novaes on Vimeo.
Foram quase 40 dias divididos entre seis aldeias. Além dos Waurá, Kuikuro, Metuktire e Panará, foram incluídos os Yawalapiti – em função do papel relevante que seu falecido chefe Paru acabou assumindo na série de 1984 – e os Kalapalo – pois este povo hospedava o Kuarup daquele ano no Parque.
Resultaram quase 100 horas de material. Depois de muita reflexão e discussão com Lula, optamos pelo HDV como formato de captação, usando duas câmeras Sony Z1. Apesar de seus problemas e de não ser propriamente um formato profissional, revelou-se adequado para as características do projeto pelo custo mais baixo, pela grande quantidade de material precioso a ser arquivado – fazer isso em formatos sem fita ainda tem suas complicações – e pelo desejo de gravar em alta definição.
Seis novos programas foram editados – um programa de abertura e mais um para cada povo (o Kuarup dos Kalapalo foi incluído no primeiro programa) – e a série antiga foi remasterizada pelos Estúdios Mega com uma nova correção de cor e eliminação de dropouts no material analógico. Somadas, as duas séries viraram uma série de 16 programas, intitulada agora “Xingu – A Terra Ameaçada” (o 11o programa de 1984/1985 era apenas uma espécie de making of da série e foi excluído da nova sequência).
A série completa foi exibia no segundo semestre de 2007 pela TV Cultura e pela TV Brasil com grande resposta do público e da crítica.
Acima, você pode conferir a bela abertura montada pelo João Paulo Carvalho – que também editara a série original – junto com a Aline Nóbrega, e também duas chamadas exibidas em TV e em salas de cinema, como parte do plano de marketing da série.
Imprimir | 6 comentáriosNosso curta-metragem em Portugal
O curta-metragem ESPELHO, dirigido por mim e por Cássia Queiroz, foi convidado a participar da mostra Verão Cinema e Outras Coisas (organizada pela PULGA associação criativa), que ocorrerá na Costa da Caparica, em Portugal. Será apresentado Domingo, dia 30/08, no encerramento. (Veja a programação completa do evento.)
A organização, entre outras coisas, foi bem bacana ao receber a imagem de DVD (arquivo ISO) via internet, sem as mil e uma burocracias exigidas por festivais, mostras e canais de TV brasileiros, que solicitam as mídias gravadas e mil e um papéis de autorização assinados, o que apenas me faz esquecer de enviar o material, infelizmente. Para que gastar com frete material se o "objeto" é digital? Oras…
Fica aí a sugestão: use o Archive.org para salvar e enviar as imagens de DVD (ISO) do seu curta-metragem. Suba o arquivo ISO e ele automaticamente criará arquivos em Mp4 e Gif.
Imprimir | 5 comentáriosCartas do Kuluene – Primeiro Teste
Fizemos ontem uma primeira sessão-teste do primeiro corte do Cartas do Kuluene para alguns amigos próximos, quase todos profissionais do audiovisual, mas nem todos. Estavam também o Tiago Benetti e o Antonio Zayek, dois dos atores que trabalharam no filme.
O primeiro corte ficou com duas horas e cinco minutos. Ainda há muito trabalho pela frente, mas o filme já tem o seu “jeitão”, que era o principal a ser avaliado e discutido, vendo o que funciona ou não, se está cansativo, se prende a atenção, emociona, estimula.
O Cartas é um longa documental que fala da experiência de encontrar índios no Brasil, tentando retratar de forma mais complexa, pelo olhar de três brancos, estas culturas radicalmente diferentes da nossa. Numa troca de cartas imaginária, eu, Buell Quain – antropólogo americano que se suicidou entre os krahô em 1939 – e Paul Berthelot – anarquista francês que se enfiou no meio dos índios do Araguaia na década de 1900 – contamos nossas experiências com os índios e nos angustiamos com a frustração de nossas expectativas e a suspensão da verdade, como a entendemos, entre eles.
O mais positivo desta primeira avaliação e discussão, penso, é que, depois de algum tempo de críticas aos problemas na estrutura narrativa e a elementos específicos seus, as pessoas começaram a debater o conteúdo do filme, o que ele queria dizer e como encaravam isso. Acho que é a principal evidência de que o “jeitão” do filme está no caminho certo, estimulando a imaginação e fazendo as pessoas pensarem.
No lado dos problemas, as pessoas unanimemente acharam o filme muito longo e um pouco cansativo.
A trilha sonora aparece como item número um a necessitar muito trabalho. Ainda que a opção pelo rock pareça sólida, a escolha inicial de trabalhar apenas com músicas já existentes torna o resultado heterogêneo demais. E há uma certa sensação de que há muita música e de que ela está se sobressaindo demais, quando não deveria ser ouvida conscientemente – o que me parece correto, visto que, a despeito de uma estrutura narrativa pouco convencional e dos jogos de significados na representação, o filme não se pretende experimental ou inovador no uso da trilha. Está claro que ela deve ser um dos veículos da estrutura narrativa em moldes convencionais. Nossas experimentações estão em outros campos.
Já tínhamos, na verdade, nos dado conta dos problemas musicais, motivo pelo qual o Margô e o Raphael, músicos experientes e amigos que já fizeram trilhas para dois curtas, estão trabalhando em uma trilha original para o Cartas. Breve, devem apresentar os primeiros esboços.
Há dois problemas importantes apontados em relação à locução, um mais fácil de trabalhar, outro bastante complicado. O primeiro é o de que há locuções que são redundantes em relação a certas imagens, sobretudo nas cartas do Berthelot, que contam uma narrativa mais linear, a trajetória de sua aventura. São, portanto, desnecessárias e serão eliminadas. Isso é fácil e já comecei a extirpar estas partes nos textos. O segundo, mais delicado, é o problema de que o excesso de locuções muitas vezes dificulta ao espectador desfrutar das imagens, sobretudo quando casamos imagens documentais de povos indígenas com locuções reflexivas ou narrativas. As pessoas se sentem atraídas por certas imagens de alto impacto visual ou estético, mas a necessidade de acompanhar as locuções, sobretudo as legendadas (as locuções de Berthelot são em francês, as de Quain, em inglês), oblitera essa possibilidade. Em relação a isso, me pergunto se não seria melhor abandonar essas locuções em línguas estrangeiras. A idéia delas é reforçar um certo clima de babel num filme que fala sobre encontro entre culturas. Dá um charme ao filme, mas traz esses problemas.
Por último, Juliana, minha mulher, apontou algo que me incomoda e a que quero dedicar reflexão e esforço: não conseguimos fazer o espectador sentir – pela via emocional e não somente pela reflexão -, de alguma forma, os mesmos incômodos nesta interação com os índios de que os três narradores falam: tédio, lentidão do tempo e desconforto físico, de um lado, e, de outro, a angústia diante da suspensão da verdade. Acho que a edição de som, ainda por ser feita, terá um papel fundamental nisso, mas precisamos retrabalhar as imagens para tentar produzir este tipo de efeito.
Estou realmente desfrutando da experiência de trabalhar num filme grande e, em alguma medida, ambicioso como esse. O tempo de contato com o material te permite refletir muito, mudar suas impressões e opiniões, ter um monte de insights, estudar e trocar idéias com os colegas de trabalho e amigos. Isso é muito legal. Não estou nem um pouco enjoado ou de saco cheio, apesar de trabalhar vendo essas imagens documentais há três anos e, no Cartas especificamente, há cerca de dois. Passo por fases e fases, detestando e adorando o resultado. Gosto agora de coisas que ontem achava péssimas, desgosto de outras que pareciam boas. Me apego a coisas que antes não me chamavam a atenção, suprimo partes que considerava essenciais.
Aliás, a questão do apego ao material é um tema sempre recorrente nas reflexões sobre edição de filmes e representa, de fato, um grande problema. O tempo, trabalho e carinho dedicado à filmagem e/ou montagem de certas sequências dificultam depois um juízo adequado de sua relevância no filme montado. É difícil “matar nossos bebês”, como diz o Stu Maschwitz, diretor americano, porém essencial. Esse é um dos principais desafios para diminuir um primeiro corte de duas horas e pouco para uma e vinte, que é nossa meta. Não há dúvida, entretanto, de que isso é fundamental.
Vamos em frente. A idéia é, durante essa semana, mostrar o filme a mais algumas pessoas.
Imprimir | 3 comentáriosCartas do Kuluene – Trailer
No ar um primeiro trailer do Cartas do Kuluene, nosso novo documentário. Lançamento previsto para outubro.
Cartas do Kuluene/Letters from Kuluene – Trailer from Pedro Novaes on Vimeo.
FICHA TÉCNICA
Direção: Pedro Novaes
Elenco: Tiago Benetti, Antonio Zayek, Felipe Brum, Beatrice Labaig, Tatiana Marinho
Vozes: Aaron Wolf e François Meyer
Assistente de Direção: Cássia Queiroz
Direção de Fotografia: Emerson Maia
Fotografia Documental: Lula Araújo, Marcelo Novaes e Piva Barreto
Assistente de Fotografia: Dani Azul
Fotografia Still: Rogério Neves
Maquinária: Chico Macedo e Denir Calassara
Elétrica: Roosevelt Saavedra
Direção de Arte: Letycia Rossi
Cenografia: Úrsula Ramos
Maquiagem e cabelos: Accioly Neto
Assistente de Maquiagem: Marcelo Ramos
Produção Executiva: Paulo Paiva. Antonio Guerino, Arturo Lúcio
Produção Maria Eugênia Tovar
Direção de Platô: Maurício Cruz
Edição: Sérgio Valério
Som direto e Edição de Som: Arturo Lúcio
Som documental: Pedro Moreia
Preparação de Elenco: Sandro di Lima
Consultoria Musical: Márcio Jr.
Neste último sábado, a Sertão Feelmes rodou as cenas finais do primeiro vídeo-clipe da Mugo, banda metal de Goiânia fenômeno no My Space, com quase 2 milhões de acessos. A Mugo prepara o lançamento de seu primeiro álbum, intitulado “Go to the Next Floor”, e o vídeo-clipe impulsionará ainda mais esta banda de som pesado e diferente.
O clipe da música “Screams” é resultado de uma parceria entre a Sertão Feelmes e a Cinelocações. Foi rodado em dois dias, no Centro Cultural Oscar Niemeyer e no estúdio da Idéia Produções. Direção de Antonio Guerino e fotografia de Naji Sidki. Nossos agradecimentos à Idéia Produções.
Imprimir | 1 comentário












