Sertão Filmes

Arquivo da categoria 'Fotografia'

Mini 35 P + S

Antes de mais nada, as escusas pela falta de manutenção do blog. Está difícil tirar tempo pra escrever, mas esperamos, em breve, sobretudo convidando mais colaboradores, que ele seja atualizado com maior regularidade.

O Gustavo Seabra, leitor do blog, perguntou num comentário a respeito de adaptadores de lentes de câmeras de cinema para câmeras de vídeo. É uma técnica interessante, que já vi em ação, e que realmente colabora muito para dar um look de cinema às imagens gravadas digitalmente, sobretudo por reduzir a profundidade de campo infinita do vídeo derivada principalmente do diminuto tamanho do CCD (1/2 polegada ou cerca de 12,5 mm, os maiores), em comparação com negativo, que tem 35 mm.

Há uma relação direta e fixa entre o tamanho do plano de imageamento (o filme ou o CCD) e a profundidade de campo que se obtém. Na verdade, há dois fatores interrelacionados que determinam esta profundidade: o tamanho do plano de imageamento e a distância focal da lente usada. São estes dois elementos que, por sua vez, determinam o ângulo de visão e , por esta via, a profundidade de campo.

Sintetizando, um plano de imageamento maior permite profundidades de campo menores sob uma mesma abertura de diafragma e distância focal igual. Daí resulta, em grande parte, o efeito dramático e estético superior das imagens em filme.

Este tipo de adaptador mencionado pelo Gustavo é produzido pela P + S Technik (não sei se há outros fabricantes) e presta um duplo serviço ao cineasta digital: 1) permite o uso de diferentes lentes de qualidade superior e distâncias focais variáveis em câmeras digitais que, via de regra, possuem lentes fixas e de distância focal limitada; 2) aumentam o plano de imageamento, produzindo uma profundidade de campo cinemática.

O adaptador, chamado “Mini 35″, é encaixado na frente da lente da câmera e, diante dele, encaixa-se a lente profissional desejada. A imagem captada pela lente profissional é projetada sobre uma placa de acrílico ou material semelhante, que passa a ser o plano de imageamento primário, de onde é captada pela lente fixa da câmera digital. O resultado é uma nova relação de profundidade de campo e imagens captadas por lentes de qualidade em geral muito superior.

O efeito é realmente sensacional. O custo não é, entretanto, dos mais acessíveis, mas evidentemente fica muito menor do que o de uma câmera 35 mm. O resultado vale à pena, caso se disponha de um pouco mais de recursos para o trabalho. No Brasil, sei que a Cine Locações de Brasília possui o equipamento e o utiliza em geral acoplado a uma HVX 200.

Imprimir | 5 comentários

Como dar cara de cinema a seu filme digital?

Há uma série de questões que devem ser observadas por quem quer dar aquele look de cinema a um filme gravado em vídeo digital. Ainda que haja bastante material sobre isso disponível, muitos dos cineastas digitais continuam incorrendo em erros e problemas.

A primeira destas questões é saber que, por mais que você se esforce, seu filme não terá a mesma cara que teria se fosse realmente filmado em película. Mas a boa notícia é que pode ficar muito legal e exibir um visual tremendamente atraente e sexy, se você der os passos certos.

Antes de mais nada, é preciso planejar. Este impacto visual não decorre simplesmente de gravar a 24 quadros por segundo, nem de alguns presets de câmera com nomes equivocados. Um visual de cinema depende sobretudo de um adequado entendimento de do encadeamento e relacionamento entre as várias fases de produção. Ele depende sobretudo de gravar do modo certo PARA QUE a finalização possa ser feita em condições ideais.

Com “finalização” quero dizer aquilo que é feito sobre o material audiovisual depois da edição de imagens, isto é, seu tratamento através de softwares adequados para a correção de cores, buscando o equilíbrio dentro de cada cena e entre as várias cenas de seu filme, bem como um visual que transmita determinadas sensações e emoções ao espectador. Dependendo do filme, isso pode significar buscar cenas com alto contraste de cores ou o reverso disso, cenas com pouco constraste; pode implicar também em privilegiar certas tonalidades, fazendo-as sobressair em relação às demais. Pode ser, quem sabe, por outro lado, puxar todas ou muitas das cenas em direção a certos tons, como o verde da Matrix, etc, etc.

Ponto essencial número um: cara de filme depende também da forma como as imagens são captadas, mas não há como obter este visual de forma satisfatória sem tratamento de imagens na pós-produção (nem mesmo para filmes em película, que dirá para imagens em vídeo). Leia mais

Imprimir | 4 comentários

Imagens sem compressão numa DVX100?

No topo da lista de invenções interessantes e sobretudo no espírito de extrair o máximo da tecnologia disponível figura o Andromeda. Esses camaradas da Reel Stream simplesmente abrem uma Cãmera DVX100 e, com algumas intervenções, possibilitam a gravação de imagens sem compressão com até 1540 X 990 linhas de resolução (direto para um disco rígido evidentemente, mas ao mesmo tempo em que se pode continuar gravando imagens SD para um fita DV normalmente). Se você não se importa de perder a garantia da sua DVX100 e tem 2.500 dólares para investir, pode ser uma opção a ser considerada.

Imprimir | Sem comentários