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O cravo, a ferradura e a pata do cavalo
O amigo e professor Lisandro Nogueira, convencido pelo Daniel Christino, amigo e colaborador n’O Garganta de Fogo, agora tem um blog voltado à crítica cinematográfica e à discussão de filmes. Vale à pena. Há já uma boa discussão rolando sobre o valor ou não de Forrest Gump e Inteligência Artificial.
Começo em breve um programa de estudo dirigido com o Lisandro. Ando sentindo muita falta de juntar os pedaços da minha experiência empírica e das minhas leituras erráticas, soldando-os num corpo mais sistemático de conhecimento sobre teoria e história do cinema e linguagem. Estou animado.
Finalizada a campanha política, hopefully, semana que vem começo a editar o “Cartas do Kuluene”. Aliás, uploudei uma boa seleção de fotos do filme no Orkut. Acho que monto primeiro um trailer para aquecer.
Chegaram ontem mais duas encomendas técnicas que vão pra Biblioteca do Cineasta Digital: “Real World Video Compression”, de Andy Beach, e “Cinematography”, de Blain Brown. O primeiro porque muitas vezes me irrito profundamente com meu pouco conhecimento e consequentemente a capacidade que sobretudo editores têm de me engambelar nessa seara. Sempre me choca a facilidade com que, por aqui, as pessoas estabelecem de forma natural e tranquila workflows que implicam em misturas de vários codecs e desnecessárias transcodificações em série antes de se chegar ao produto final. Neste sentido, me convenço cada vez mais que tecnologia amigável gera menos trabalho, mas nem sempre resultados melhores.
O segundo faz parte de meu projeto a mais longo prazo de aprender a fotografar bem.
Imprimir | Sem comentáriosNovelo de Teseu

Embora voltado para a realidade do cinema independente americano, o “Ultimate Festival Survival Guide”, escrito por Chris Gore, traz informações bastante interessantes também para o nosso mundo aqui embaixo. Entre outras coisas, ajuda a pensar uma estratégia coerente e realista para a busca de festivais adequados a seu filme e propósitos, economizando grana e maximizando as chances de sucesso. Quem já tentou, sabe que enorme labirinto é a infinita miríade de festivais aqui no Brasil e no exterior. Catorze dólares na Amazon, fora o frete.
Vai para a nossa biblioteca aí ao lado.
Imprimir | Sem comentáriosMontagem e Som
Duas em um post só.
O site Filmsound é possivelmente a melhor fonte na Internet sobre design de som e teoria de som para cinema. Vai para os links aí ao lado. Nele, entre muitas coisas muito úteis, há uma página apenas de artigos de Walter Murch, o mestre da edição de imagens e som, responsável pela montagem e som oscarizados de “O Paciente Inglês” e pelo desenho de som, edição e mixagem de clássicos como “A Conversação”, “Apocalipse Now” e “O Poderoso Chefão III“.
Seu livro “In the Blink of an Eye”, já referenciado em nossa biblioteca, é leitura obrigatória.
Imprimir | Sem comentáriosBiblioteca do Cineasta Digital
Nos links aí ao lado, aparece agora a “Biblioteca do Cineasta Digital”, uma página específica do blog onde serão sempre acrescentadas novas leituras: livros e documentos online que contribuam com técnicas e conceitos para nossa formação como fazedores de filme. Todo livro mencionado ou comentado em posts no blog será referenciado lá.
Imprimir | Sem comentáriosSobrevivendo no Mundo dos Festivais
A grande maioria dos longa-metragens e todos os curta-metragens produzidos no Brasil e em muitos outros países depende umbilicalmente do circuito de festivais para ganhar vida e público. É nestes eventos que os filmes passam pelo teste da crítica e onde, por esta via, diretores e profissionais do audiovisual se dão a conhecer.
Não obstante, quando terminamos um primeiro filme que consideramos digno de mostrar ao mundo, é muitas vezes difícil saber para que festivais enviá-lo, bem como se manter informado sobre os festivais que estão abrindo inscrições e ainda navegar entre as milhares de opções de eventos, gratuitos ou não, com premiações ou não, sempre à disposição. Na verdade, primeiro filme ou não, as opções são tantas (e impõem custos com Correios e inscrições) que dá quase desespero.
No Brasil, as melhores fontes de informações sobre mostras e festivais são o site da própria Ancine e o Kinoforum. Para o resto do mundo, não há nada como o site Withoutabox, que além de informações e um mecanismo de busca englobando milhares de festivais no planeta todo, possibilita cadastrar projetos e fazer rapidamente inscrições online para a maioria deles.
Finalmente, em papel, o manual indispensável é o “Ultimate Film Festival Survival Guide”, de Chris Gore. Mais que indicar os melhores festivais para este ou aquele tipo de filme, o livro é um passo a passo para bolar uma estratégia de divulgação visando proporcionar maior visibilidade a seus trabalhos.
Imprimir | Sem comentáriosO Básico do Vídeo Digital
Um ótimo manual básico, cobrindo vários aspectos e todas as etapas de produção de material audiovisual digital é o “The Essential Digital Video Handbook”, escrito por Pete May, que aliás tem um site com informações e materiais úteis. Pode ser adquirido também através da Livraria Cultura.
Imprimir | Sem comentáriosManuais do Cineasta Digital
Ainda no espírito rebelde, nosso amigo Stu Maschwitz, autor do DV Rebel’s Guide, apresenta sua lista de livros obrigatórios para o profissional de cinema digital. Além do próprio Guia do Rebelde, ela inclui:
- Sound for Digital Video, de Tomlinson Holman;
- Adobe After Effects 7.0 Studio Techniques, de Mark Christiansen;
- In the Blink of an Eye, o clássico do mestre da montagem Walter Murch;
- Directing Actors: Creating Memorable Performances for Film & Television, de Judith Weston;
- Rebel Without a Crew: or How a 23-year-old filmmaker with $7,000 became a Hollywood player, o relato pessoal de Robert Rodriguez sobre a produção de “El Mariacchi”.
Para acessar a lista completa no site da Amazon, clique aqui.
Imprimir | Sem comentáriosO Espírito Rebelde
Uma recente publicação imperdível para quem deseja extrair o máximo da tecnologia disponível e aprender um bocado de atalhos e segredos para produzir filmes em vídeo digital com cara de cinema, para produzir efeitos visuais fantásticos com baixíssimo custo e para fazer vídeos em geral com alta qualidade e orçamentos pequenos é o “DV Rebel’s Guide”. Seu autor, Stu Maschwitz, trabalhou durante vários anos na Industrial Light & Magic e hoje é sócio da The Orphanage, uma produtora de comerciais e efeitos visuais em San Francisco.
Apesar de seu foco principal serem filmes de ação, é um manual obrigatório para todo diretor e produtor antenado de cinema e vídeo. Também disponível através da Livraria Cultura.
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