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	<title>Olho de Vidro -- blog sobre cinema e vídeo digital &#187; Livros</title>
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	<description>Blog da Sertão Filmes, contendo discussões técnicas, e nem tão técnicas assim, sobre cinema e vídeo digital, equipamentos, filmes, etc. Afinal, como já dizia o Riobaldo, "filmar é muito perigoso..."</description>
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		<title>Constantin Noica: cinema como sintoma e como rem&#233;dio</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 15:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teorias & Conceitos]]></category>
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		<description><![CDATA[O filósofo romeno Constantin Noica, em seu livro As seis doenças do espírito contemporâneo, discorre sobre a acatolia, &#34;doença&#34; que ataca o homem europeu e, por conseguinte, o ocidental. A acatolia seria a rejeição a todo sentido geral, a toda ordem universal, atitude tão comum ao homem contemporâneo, que já não aceita Deus ou qualquer [...]


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<p><img title="Constantin Noica" style="border-top-width: 0px; display: block; border-left-width: 0px; float: none; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; margin-right: auto; border-right-width: 0px" height="248" alt="Constantin Noica" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2011/05/noica.jpg" width="211" border="0" /> </p>
<p>O filósofo romeno <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Constantin_Noica" target="_blank">Constantin Noica</a>, em seu livro <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23805408/?franq=140868" target="_blank">As seis doenças do espírito contemporâneo</a>, discorre sobre a <em>acatolia</em>, &quot;doença&quot; que ataca o homem europeu e, por conseguinte, o ocidental. A <em>acatolia</em> seria a rejeição a todo sentido geral, a toda ordem universal, atitude tão comum ao homem contemporâneo, que já não aceita Deus ou qualquer outro princípio geral organizador da realidade e das vontades humanas. Tudo é contingência, acaso, evento particular, acontecimento isolado. Noica chega a afirmar que foi graças a esse consciente menosprezo pelo geral que o anglo-saxão debruçou-se tão intensamente sobre as coisas individuais, desenvolvendo a técnica em alto grau, o que nos levou, entre outras coisas, a gêneros artísticos inéditos, tal como o cinema. Contudo, o cinema vive o duplo destino de ser tanto um sintoma de <em>acatolia</em> quanto um possível remédio para o vazio espiritual&#8230; </p>
<blockquote><p>À alegria de fazer justiça ao real imediato corresponde plenamente uma das modalidades de criação do homem enquanto artista, modalidade aliás que a técnica moderna veio favorecer dia a dia. Com o homem moderno, a <em>acatolia</em> [<em>a negação de um sentido geral</em>] encontrou seus próprios meios e sua própria arte. Criar pode significar não somente obter a projeção do individual em algo geral mas também, na indiferença por todo geral, condensar um mundo de manifestações e até de simples miragens em destinos e em figuras individuais que as sejam capazes de fixar. E, como a visão é o principal sentido fixador (tendo os quatro outros como uma propensão para o que é difuso) e o que parece verdadeiramente dar ao homem o poder de delimitar tanto a idéia (que também para os gregos era ligada à visão) como a imagem real, esse gênero de criação será o do <em>visual</em>. Tudo se pode traduzir em imagens, como se o ato criador consistisse em transportar ou transpor um mundo para uma tela. Por isso, num mundo acometido de <em>acatolia</em>, aparecem as novas artes da tela, sobretudo a cinematografia, com suas veleidades de fixar tudo no individual, incluindo a imaginação mais desenfreada, mas também com a miséria de sua condição: não encontrar seu equilíbrio artístico último — e igualmente ontológico —, que é o dos sentidos gerais. </p>
<p>Com efeito, por que essas determinações, livres como são, se fixariam em tais realidades individuais e não em outras? Há nessa fixação em simples imagens como uma forma de fundamento não-fundado. As manifestações que demandavam fixação terminam, ao fim e ao cabo, na instabilidade de casos particulares (como aliás no romance moderno) condenados a proliferar ao infinito, para responder assim, com algo da ordem da quantidade, à carência fatal de sentido. Onde falta até o eco do sentido geral, tudo soçobra no mau infinito dos particulares. A alegria de fazer justiça ao real transforma-se — tal como nossas vidas vazias de sentido — em sentimento do nada.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Não obstante, assim como a música nos parecia caracterizar a <em>atodecia</em> [<em>a negação da ordem individual</em>], agora é a arte nova, a cinematografia, e não os expedientes das artes tradicionais, que nos pode dar a medida e a cor (cinzenta) da <em>acatolia</em>. Marcada pelo signo da precariedade (ontológica, afinal de contas) de não ter nascido do geral, como as outras artes da espiritualidade religiosa ou humana em sentido amplo, a cinematografia encontrou para si uma extraordinária <em>função</em> artística, sem no entanto tornar-se uma verdadeira arte. Na verdade, ela, desde o início, cumpriu duas funções: adquiriu tanto um sentido de arte popular — como o tinha, segundo se diz, antes da Renascença, e até na Antigüidade, o teatro, que não fazia nenhuma distinção de classe — como a função de servir de campo de experimentação artístico a criadores que já não se sentem a gosto nas artes tradicionais. Em ambos os casos, a cinematografia corresponde a um mundo onde prepondera a <em>acatolia</em>. Hoje as massas já não querem ensinamento nem sentido, recusando instintivamente o geral que lhes ofereciam outrora as grandes obras e os grandes livros de sabedoria da humanidade, mas, &quot;esclarecidas&quot; como são, reclamam, na falta de sentidos gerais diretores na arte, a simples &quot;evasão&quot; pelo espetáculo; e é certo que, por este fato e sob o impacto cada vez maior da <em>acatolia</em> de nossa civilização técnica, a cinematografia conservará sua popularidade. A partir de agora essa semi-arte se mantém generosamente à disposição do criador para novas experiências artísticas, ali onde a profusão de imagens e de pensamentos não cessa de preencher o vazio deixado pela deserção da &quot;idéia&quot;: É provável que precisamente na cinematografia se tente em futuro próximo, com o máximo de felicidade, dar estatuto artístico às exigências espirituais impostas pela <em>acatolia</em> da civilização técnico-científica. E quem sabe se, mergulhando no individual, no humano e no contingente, o espírito ocidental não reencontrará um dia, às avessas talvez, o céu?</p>
<p>Nesse ínterim, vivemos num mundo onde o instrumento artístico mais difundido, o cinema, não produz arte, onde as realidades e os objetos mais numerosos, as criações técnicas, não têm investidura ontológica, e onde os conhecimentos locais menos incertos e mais indispensáveis ao homem moderno, a saber, os conhecimentos históricos e sociais, já não têm leis. Algo está desabando no mundo da <em>acatolia</em>, apesar de suas muralhas de exatidão. Já não resta ao homem, sobretudo o europeu, senão reencontrar, graças à contribuição de outros mundos do planeta — o oriental, o sul-americano e até, talvez, o infra-europeu — e ao contato com as demais doenças, sua própria riqueza espiritual, a fim de trilhar assim, ultrapassando o espírito de exatidão, alguns caminhos para a verdade, e reencontrar seu lugar de homem verdadeiro, não de laboratório, no mundo do espírito.</p>
</blockquote>
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		<title>Mitos de Hollywood, por Luis Carlos Maciel</title>
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		<comments>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2009/10/06/mitos-de-hollywood-por-luis-carlos-maciel/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 01:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Roteiros]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>
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<p><em>Como a teoria do inconsciente coletivo de C. G. Jung aprimorou a psicologia hollywoodiana.</em> </p>
<p>Por Luis Carlos Maciel (autor de “<a href="http://www.roteirodecinema.com.br/livros/opoderdoclimax.htm" target="_blank">O Poder do Clímax</a>”)</p>
<p><strong><a href="http://bravonline.abril.com.br/" target="_blank">Revista Bravo!</a> </strong></p>
<p>Dezembro/2001 </p>
<p>O crítico de cinema da <em>The New Yorker</em>, Anthony Lane, cita coincidências impressionantes entre o filme <em>Nova York Sitiada</em>, dirigido por Edward Zwick, em 1998, com Bruce Willis e Denzel Washington, e a tragédia de 11 de setembro passado, em Nova York. Semelhanças foram notadas também entre o atentado e outras desconcertantes antecipações cinematográficas. Parece que Hollywood estava adivinhando o que ia acontecer, trazendo à tona premonições secretas do inconsciente coletivo. </p>
<p>Quando, nos primeiros anos 30, Carl Gustav Jung apresentou ao mundo a sua idéia de um inconsciente coletivo, era improvável que alguém pudesse ter percebido a sua utilidade para o já florescente cinema de Hollywood. Mas o desenrolar dos acontecimentos, a chamada história, haveria de torná-la evidente. Era inevitável. O inconsciente de Jung, como diz o nome, é coletivo, ou seja, está naturalmente presente nas platéias de todo o mundo. Inclui absolutamente todos os espectadores que passam pelas bilheterias. Contemos a história do começo. Jung sustenta que, por baixo do inconsciente pessoal, descoberto por Freud em cada indivíduo, há uma parte mais fundamental da psique humana que é comum a todos os homens, em todos os tempos e lugares, uma espécie de herança psicológica comum a toda humanidade. Em 1934, ele escreve que &quot;o inconsciente contém não apenas componentes pessoais mas também impessoais, em forma de categorias, ou arquétipos&quot;. Esses arquétipos se expressam por meio de símbolos que se manifestam nos sonhos de todos nós e nos mitos de todas as tradições culturais. Esses mitos, explica Jung, revelam a própria natureza da alma, são metáforas de nossa realidade interna mais profunda e essencial. De todos eles, o mais comum, o mais conhecido, é o mito do herói. Ele surge nas mais distantes e diferentes culturas &#8211; e todas as suas versões, embora sejam diferentes nos detalhes, são estruturalmente muito semelhantes. Obedecem a uma forma, um padrão, universais. Na Grécia clássica, em tribos africanas ou de peles-vermelhas americanos, nos países nórdicos da Europa ou no Peru dos incas, os heróis míticos percorrem uma trajetória parecida. </p>
<p>Essa descoberta impressionou o norte-americano Joseph Campbell e, por intermédio dele, Jung chegaria mais perto de Hollywood. Ainda muito jovem, em fins dos anos 20, Campbell havia entrado em contato com a obra de Jung e passou a acompanhar sua trajetória intelectual. Ele haveria de se tornar célebre por ter dedicado toda a sua vida ao estudo das mitologias. Jung certamente o inspirou a assumir uma postura oposta à do estudo acadêmico convencional. A visão acadêmica se detém nas diferenças entre as mitologias e estuda os mitos em função dessas diferenças; Campbell, ao contrário, escolheu evidenciar as semelhanças, os denominadores comuns, que revelam uma espantosa unidade entre todos eles. Em 1949, ele publicou um livro intitulado <em>O Herói de Mil Faces</em>, cujas conseqüências foram consideráveis. </p>
<p>Nele, mostra que cada herói adquire a face de sua cultura específica, mas sua jornada é sempre a mesma. É o mesmo herói que, segundo Campbell, vive, não muitos, mas sempre o mesmo mito, um &quot;monomito&quot; &#8211; termo que ele declara ter tirado do <em>Finnegans Wake</em>, de James Joyce, sobre o qual publicara seu primeiro livro, <em>A Skeleton Key to Finnegans Wake</em>. Evidentemente, embora inspirada em Joyce, a idéia fundamental de <em>O Herói de Mil Faces</em>, o monomito, tem tudo a ver com o inconsciente coletivo de Jung. Em 1983, Campbell é convidado para assistir à estréia de <em>Star Wars</em>, de George Lucas. O roteiro do primeiro filme da saga &#8211; como de resto de todos os outros três já produzidos e, por certo, também dos que vierem ainda a ser feitos &#8211; é inteiramente construído segundo o monomito de Campbell. Lucas lera <em>O Herói de Mil Faces</em> e se tornara seu fã incondicional. As diferentes etapas da jornada do herói, segundo o livro, são fielmente obedecidas nesse e em todos os filmes da saga. Milhões de pessoas, em todo o mundo, a acompanharam com devoção; as bilheterias foram algumas das maiores da história do cinema. A grande revelação do primeiro <em>Star Wars</em> foi de que o monomito funciona. O inconsciente coletivo é, em suma, bom para os negócios. </p>
<p>A revelação teve muitas conseqüências. Outros cineastas como John Boorman, Steven Spielberg, George Miller e Francis Coppola também começaram a ser influenciados por Campbell. Na verdade, Jung e Campbell chegaram a Hollywood em boa companhia. </p>
<p> <span id="more-366"></span>
</p>
<p>Aristóteles, Schopenhauer, Nietzsche e Hegel também já haviam ajudado o cinema a fazer dinheiro. Aristóteles foi o primeiro a explicitar a estrutura dramática; Schopenhauer e Nietzsche iluminaram a verdadeira fonte da ação dramática &#8211; a vontade; e finalmente Hegel, inspirado no velho Heráclito, apontaria no conflito o motor da realidade. O cinema de Hollywood já havia se aproveitado dessas conquistas do pensamento ocidental, comprovando a sua eficiência no processo de comunicação e, portanto, de conquista do público. Elas são o fundamento das técnicas de screenwriting &#8211; uma das invenções mais famosas do famoso know-how americano. </p>
<p>&#160;</p>
<p>O SCREENWRITING TRADICIONAL JÁ FATURAVA BEM. MAS AGORA HAVIA MAIS! </p>
<p>No início dos anos 90, um jovem analista de histórias dos estúdios Walt Disney, de nome Christopher Vogler, escreveu um memorando interno de sete páginas, intitulado <em>Guia Prático para o Herói de Mil Faces</em>, e o distribuiu para os roteiristas de seu local de trabalho, como uma contribuição para uma maior eficiência dos roteiros. O sucesso foi desconcertante; em pouco tempo, a repercussão atingia os roteiristas de cinema de toda a cidade de Los Angeles que, como se sabe, não são poucos. O livro de Campbell e a adaptação que Vogler fazia dele, tornando-o útil para a elaboração de roteiros cinematográficos, viraram moda em Los Angeles. Em pouco tempo, o memorando de Vogler se tornaria um livro, intitulado <em>A Jornada do Escritor</em>, que seria admirado como uma bíblia do roteiro por roteiristas americanos novos e antigos. </p>
<p>O que fez Vogler? Muito simples. Ele ajustou o monomito de Campbell à estrutura dramática tradicional conforme ela é utilizada pelo screenwriting norte-americano. George Lucas já o havia feito na prática, mas, agora, ele formulava uma teoria e oferecia um método ao alcance de todos. A storyline do monomito é simples. O herói sai de seu ambiente familiar e seguro para se aventurar num mundo estranho e hostil &#8211; feito, por exemplo, de labirintos, cidades estranhas, outras dimensões, o que for&#8230; -, onde enfrenta um conflito de vida ou morte com um antagonista poderoso; a certa altura, parece que ele não poderá escapar à destruição, mas o herói acaba por triunfar. As etapas dessa jornada, que pode ser literal como em <em>Star Wars</em> ou também metafórica, são subordinadas por Vogler à estrutura tradicional de começo, meio e fim, em três atos, sintetizando assim Jung e Aristóteles, Campbell e Hegel, numa nova técnica de screenwriting. </p>
<p>Vogler começou a divulgar seu novo método nos estúdios Disney, na época de <em>A Pequena Sereia</em> e <em>A Bela e a Fera</em>. Daí em diante, os elementos míticos codificados por Campbell são utilizados cada vez mais sistematicamente, acabando por se tornarem determinantes, não só nos desenhos de Disney, como num número cada vez maior de filmes feitos em Hollywood, principalmente filmes &quot;de ação&quot; &#8211; que, em princípio, parecem mais receptivos à estrutura mítica -, mas também de outros gêneros, pois Vogler sustenta que o monomito serve a todo tipo de filme, inclusive comédias românticas. </p>
<p>Foi assim, portanto, que C.G. Jung chegou a Hollywood. O inconsciente coletivo e os arquétipos serviram, a princípio, apenas aos psicanalistas de orientação junguiana; depois, passaram a ser utilizados por escritores, pintores e outros artistas criadores; foram então apropriados por roteiristas que queriam fazer um trabalho mais eficiente; agora, finalmente, servem também aos executivos de poderosas empresas cinematográficas que avaliam as perspectivas de um determinado roteiro no mercado. Também aqui o critério conclusivo é o da eficiência. </p>
<p>É interessante notar que esse novo impulso nos negócios é dado sob a égide de um arquétipo típico de nosso tempo &#8211; o mito da eficiência. Já que a comunicação do monomito é infalível e que as maiores bilheterias são colhidas por filmes que deliberadamente lidam com o inconsciente coletivo e os arquétipos, pode-se dizer que a indústria de entretenimento mais desenvolvida dos dias de hoje tem a sua disposição ferramentas intelectuais muito poderosas. </p>
<p>Na realidade, tão poderosas &#8211; podemos acrescentar agora &#8211; que as estamos vendo resultar em mistérios inéditos como, por exemplo, o manifesto nas recentes discussões provocadas pelas premonições cinematográficas dos eventos reais de 11 de setembro. Alguns, inclusive Robert Altman, chegaram a dizer que os terroristas teriam aprendido a agir assistindo aos filmes&#8230; </p>
<p>Será? Não creio. O inconsciente coletivo é a verdadeira explicação do fenômeno. </p>
<p>Certos críticos que falam com desdém do cinema comercial de Hollywood deviam era dobrar a língua.</p>
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		<title>O Tunelzinho da Princesa</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 12:04:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes Nossos]]></category>
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<p><img class="alignleft size-full wp-image-275" title="capa-bjpeg" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2009/04/capa-bjpeg.jpg" alt="capa-bjpeg" width="158" height="223" /></p>
<p>Neste domingo, às 15 horas, na <a href="http://www.filc.com.br/">FILC</a>, em Campinas, acontece o lançamento do novo livro do brother <a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/">Biajoni</a>, o já famoso <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/luizbiajoni.html">&#8220;Buceta &#8211; Uma Novela Cor de Rosa&#8221;</a>.</p>
<p>Para quem não conhece, Biajoni é autor do lendário <a href="http://www.novelamarrom1.blogspot.com/">&#8220;Sexo Anal &#8211; Uma Novela Marrom&#8221;</a>, uma novela pornô-policial absolutamente genial. Para usar as palavras de um grande psicanalista amigo meu &#8211; a quem apresentei o Sexo Anal (o livro apenas) -, &#8220;o Biajoni é um Machado de Assis da intimidade&#8221;. É fato, o Bia escreve pra caralho: seus livros têm um ritmo que os torna impossível de largar e uma ironia e profundidade na construção dos personagens que fazem com que o sexo explícito seja apenas a cereja do bolo.</p>
<p>Conheci o Biajoni porque propus a ele fazermos um roteiro cinematográfico do Sexo Anal. Na verdade, o livro já é um roteiro de filme praticamente pronto. Eu adoraria filmá-lo. Está na gaveta dos projetos, pois resolvemos primeiro roteirizar o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Psfl1Hzllaw">&#8220;Virgínia Berlim&#8221;</a>, outro de seus romances imperdíveis. O roteiro está por aí, em edital do Minc, e vamos tentando articular caminhos para viabilizá-lo.</p>
<p>Nos encontramos no Rio de Janeiro por uma coincidência de viagens e tomamos mais de 50 chopps no Baixo Gávea. Mas, como quem bebe com o Bia não tem ressaca, acordei são no outro dia de madrugada pra dirigir de volta até Goiânia. É uma amizade nova que parece antiga.</p>
<p>Enfim, crianças, tive o privilégio de ser um dos primeiros leitores do &#8220;Buceta&#8221; e posso assegurar-lhes que é mais uma pequena obra-prima e outro  roteiro cinematográfico pronto, que inclui alguns dos mesmos personagens do Sexo Anal e o mesmo cenário de cidade média do interior paulista (por coincidência, o Bia mora em Limeira). É a história da descoberta de um golpe envolvendo desmanche de carros com a participação de uma grande concessionária, de vários outros crimes que se ligam a este e de um trágico e grande amor entre dois homens. Tem de tudo: uma loira fatal bandidíssima, muitos travestis &#8211; um deles é de Goiânia (o Bia gosta de fazer pequenas homenagens a seus amigos nos livros) -, sexo de todos os tipos, crimes, sangue e bucetas.</p>
<p>Não perca. O livro já está em pré-venda no site da <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/luizbiajoni.html">Os Vira latas</a>.</p>
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		<title>Vale pra música, vale pro vídeo</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 12:11:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[20 Things You Must Know About Music Online, livro de Andrew Dubber, sugere estratégias para músicos se posicionarem bem na Internet. Acho que várias das coisas que ele aponta servem também para videomakers. No blog Musicaliquida, uma tradução das vinte dicas resumidas. O livro é um ebook que pode ser baixado de graça. Posts relacionados:O [...]


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<p><img class="alignnone size-full wp-image-254" title="viralloopnetwork" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2009/03/viralloopnetwork.jpg" alt="viralloopnetwork" width="414" height="325" /><br />
<a href="http://newmusicstrategies.com/ebook/"></a></p>
<p><a href="http://newmusicstrategies.com/ebook/">20 Things You Must Know About Music Online</a>, livro de Andrew Dubber, sugere estratégias para músicos se posicionarem bem na Internet. Acho que várias das coisas que ele aponta servem também para <em>videomakers</em>. No blog <a href="http://musicaliquida.blogspot.com/2009/03/20-coisas-que-voce-tem-que-saber-sobre.html">Musicaliquida</a>, uma tradução das vinte dicas resumidas. O livro é um <a href="http://newmusicstrategies.com/ebook/">ebook</a> que pode ser baixado de graça.</p>
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<p>Posts relacionados:<ol><li><a href='http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2007/05/29/o-basico-do-video-digital/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O Básico do Vídeo Digital'>O Básico do Vídeo Digital</a></li>
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		<title>Benicio del Toro e o filme &#8220;Che&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 06:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atores]]></category>
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<p>Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja. A primeira pergunta: &#8220;por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?&#8221; Benicio gagueja. E ela completa: &#8220;O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.&#8221; Ele diz que o Che não criou campos de concentração. E ela: &#8220;Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?&#8221; E acrescenta: &#8220;Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?&#8221; Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento. Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!) Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências. Ele fica muuuito desconfortável. A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio. O ator não sabe. E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara: &#8220;A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento&#8221;. &#8220;Não me lembro, exatamente&#8221;, responde ele. E ela lhe presenteia com o livro &#8220;<a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-3990086749426036398">Guevara: Misionero de la Violencia</a>&#8220;, escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha. </p>
<p>Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IZGTV6FbBXM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IZGTV6FbBXM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0xe1600f&#038;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0892255/">Che: Part One</a> e <a href="http://www.imdb.com/title/tt0374569/">Che: Part Two</a> (2008) são filmes de Steven Soderbergh.</p>
<p>Pedro Corzo mantém o <a href="http://www.cubamemorial.net/">Instituto de la Memoria Histórica Cubana contra el Totalitarismo</a>.</p>
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		<title>O cravo, a ferradura e a pata do cavalo</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 00:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
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<p>O amigo e professor Lisandro Nogueira, convencido pelo Daniel Christino, amigo e colaborador n&#8217;<a href="http://blog.karaloka.net">O Garganta de Fogo</a>, agora tem um <a href="http://www.lisandronogueira.blogspot.com/">blog</a> voltado à crítica cinematográfica e à discussão de filmes. Vale à pena. Há já uma boa discussão rolando sobre o valor ou não de Forrest Gump e Inteligência Artificial.</p>
<p>Começo em breve um programa de estudo dirigido com o Lisandro. Ando sentindo muita falta de juntar os pedaços da minha experiência empírica e das minhas leituras erráticas, soldando-os num corpo mais sistemático de conhecimento sobre teoria e história do cinema e linguagem. Estou animado.</p>
<p>Finalizada a campanha política, hopefully, semana que vem começo a editar o &#8220;Cartas do Kuluene&#8221;. Aliás, uploudei uma <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=11989026844085963525&amp;aid=1222239629">boa seleção de fotos do filme no Orkut</a>. Acho que monto primeiro um trailer para aquecer.</p>
<p>Chegaram ontem mais duas encomendas técnicas que vão pra Biblioteca do Cineasta Digital: <a href="http://www.amazon.com/Real-World-Video-Compression/dp/0321514696/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1223685291&amp;sr=1-1">&#8220;Real World Video Compression&#8221;</a>, de Andy Beach, e <a href="http://www.amazon.com/Cinematography-Making-Cinematographers-Directors-Videographers/dp/0240805003/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1223685366&amp;sr=1-1">&#8220;Cinematography&#8221;</a>, de Blain Brown. O primeiro porque muitas vezes me irrito profundamente com meu pouco conhecimento e consequentemente a capacidade que sobretudo editores têm de me engambelar nessa seara. Sempre me choca a facilidade com que, por aqui, as pessoas estabelecem de forma natural e tranquila workflows que implicam em misturas de vários codecs e desnecessárias transcodificações em série antes de se chegar ao produto final. Neste sentido, me convenço cada vez mais que tecnologia amigável gera menos trabalho, mas nem sempre resultados melhores.</p>
<p>O segundo faz parte de meu projeto a mais longo prazo de aprender a fotografar bem.</p>
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		<title>Novelo de Teseu</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 11:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
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<p><img src="http://olhosdevidro.files.wordpress.com/2007/12/festival_surv.jpg" alt="Gore" /></p>
<p>Embora voltado para a realidade do cinema independente americano, o <b>&#8220;Ultimate Festival Survival Guide&#8221;</b>, escrito por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Gore">Chris Gore</a>, traz informações bastante interessantes também para o nosso mundo aqui embaixo. Entre outras coisas, ajuda a pensar uma estratégia coerente e realista para a busca de festivais adequados a seu filme e propósitos, economizando grana e maximizando as chances de sucesso. Quem já tentou, sabe que enorme labirinto é a infinita miríade de festivais aqui no Brasil e no exterior. Catorze dólares na <a href="http://www.amazon.com/Ultimate-Film-Festival-Survival-Guide/dp/1580650570/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1198108147&amp;sr=8-1">Amazon</a>, fora o frete.</p>
<p>Vai para a nossa <a href="http://olhosdevidro.wordpress.com/biblioteca-do-cineasta-digital/">biblioteca </a>aí ao lado.</p>
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		<title>Montagem e Som</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jun 2007 10:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sites e Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Som para cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Técnicas]]></category>

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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin: 15px 5px 10px 10px; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Folhodevidro.sertaofilmes.com%252F2007%252F06%252F03%252Fmontagem-e-som%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Montagem%20e%20Som%22%20%7D);"></div>
<p>Duas em um post só.</p>
<p>O site <a href="http://filmsound.org/" target="_blank">Filmsound</a> é possivelmente a melhor fonte na Internet sobre design de som e teoria de som para cinema. Vai para os <em>links</em> aí ao lado. Nele, entre muitas coisas muito úteis, há uma página apenas de artigos de <strong>Walter Murch</strong>, o mestre da edição de imagens e som, responsável pela montagem e som oscarizados de <strong>&#8220;O Paciente Inglês&#8221;</strong> e pelo desenho de som, edição e mixagem de clássicos como <strong>&#8220;A Conversação&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Apocalipse Now&#8221;</strong> e <strong>&#8220;O Poderoso Chefão III</strong>&#8220;.</p>
<p>Seu livro <a href="http://www.amazon.com/Blink-Eye-Revised-2nd/dp/1879505622/ref=pd_bbs_sr_1/102-5609014-2929753?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1180791990&amp;sr=1-1" target="_blank">&#8220;In the Blink of an Eye&#8221;</a>, já referenciado em nossa biblioteca, é leitura obrigatória.</p>
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<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Biblioteca do Cineasta Digital</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 13:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos links aí ao lado, aparece agora a &#8220;Biblioteca do Cineasta Digital&#8221;, uma página específica do blog onde serão sempre acrescentadas novas leituras: livros e documentos online que contribuam com técnicas e conceitos para nossa formação como fazedores de filme. Todo livro mencionado ou comentado em posts no blog será referenciado lá. Posts relacionados:Manuais do [...]


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<li><a href='http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2007/05/29/o-basico-do-video-digital/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O Básico do Vídeo Digital'>O Básico do Vídeo Digital</a></li>
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<p>Nos links aí ao lado, aparece agora a <a href="http://olhosdevidro.wordpress.com/biblioteca-do-cineasta-digital/" target="_blank">&#8220;Biblioteca do Cineasta Digital&#8221;</a>, uma página específica do blog onde serão sempre acrescentadas novas leituras: livros e documentos online que contribuam com técnicas e conceitos para nossa formação como fazedores de filme. Todo livro mencionado ou comentado em posts no blog será referenciado lá.</p>
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		<title>Sobrevivendo no Mundo dos Festivais</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2007/05/31/sobrevivendo-no-mundo-dos-festivais/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 May 2007 10:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sites e Blogs]]></category>

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		<description><![CDATA[A grande maioria dos longa-metragens e todos os curta-metragens produzidos no Brasil e em muitos outros países depende umbilicalmente do circuito de festivais para ganhar vida e público. É nestes eventos que os filmes passam pelo teste da crítica e onde, por esta via, diretores e profissionais do audiovisual se dão a conhecer. Não obstante, [...]


Não há posts relacionados.]]></description>
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<p>A grande maioria dos longa-metragens e todos os curta-metragens produzidos no Brasil e em muitos outros países depende umbilicalmente do circuito de festivais para ganhar vida e público. É nestes eventos que os filmes passam pelo teste da crítica e onde, por esta via, diretores e profissionais do audiovisual se dão a conhecer.</p>
<p>Não obstante, quando terminamos um primeiro filme que consideramos digno de mostrar ao mundo, é muitas vezes difícil saber para que festivais enviá-lo, bem como se manter informado sobre os festivais que estão abrindo inscrições e ainda navegar entre as milhares de opções de eventos, gratuitos ou não, com premiações ou não, sempre à disposição. Na verdade, primeiro filme ou não, as opções são tantas (e impõem custos com Correios e inscrições) que dá quase desespero.</p>
<p>No Brasil, as melhores fontes de informações sobre mostras e festivais são o site da própria <a href="http://www.ancine.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=576" title="Ancine - Mostras e Festivais" target="_blank">Ancine</a> e o <a href="http://www.kinoforum.org/" title="Guia de Festivais">Kinoforum</a>. Para o resto do mundo, não há nada como o site <a href="http://www.withoutabox.com" title="Withoutaabox" target="_blank">Withoutabox</a>, que além de informações e um mecanismo de busca englobando milhares de festivais no planeta todo, possibilita cadastrar projetos e fazer rapidamente inscrições <em>online</em> para a maioria deles.</p>
<p>Finalmente, em papel, o manual indispensável é o <a href="http://www.amazon.com/Ultimate-Film-Festival-Survival-Guide/dp/1580650570/ref=pd_bbs_sr_1/105-3924468-3176452?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1180529318&amp;sr=1-1" title="Guia de Sobrevivência em Festivais" target="_blank">&#8220;Ultimate Film Festival Survival Guide&#8221;</a>, de Chris Gore. Mais que  indicar os melhores festivais para este ou aquele tipo de filme, o livro é um passo a passo para bolar uma estratégia de divulgação visando proporcionar maior visibilidade a seus trabalhos.</p>
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<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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