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As Top 5 Latadas do Cinema em 2008

Depois dos 10 melhores filmes, as cinco maiores latadas fílmicas a que assisti em 2008. Deve haver piores, mas felizmente não os vi. O lado bom é que, da minha lista de todos os filmes vistos em sala de cinema no ano passado, apenas estes cinco realmente considero latadas. Há outros filmes sofríveis, mas só estes realmente me deram arrependimento.
1 – Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada (Uma mistura de Porky’s com filme de Natal americano, sem ser no Natal: o que deu na Juliette Binoche? Ela nos ludibriou com esse filme levando-nos às salas de cinema!).
2 – A Duquesa (fechei o ano com essa pérola do cinema de época. É tão ruim que até dois grandes atores como o Ralph Fiennes e a Keira Knightley estão muito fracos).
3 – A Outra (nem pra ver a Scarlet Johansen e a Natalie Portman não vale).
4 – Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (me dói muito o coração, a expectativa era muito grande, fiquei triste, mas é de longe o mais fraco da série, sobretudo porque os outros três são todos ótimos filmes).
5 – O Amor nos Tempos do Cólera (outro problema de alta expectativa, ruim de doer; nem o Javier Bardem acerta a mão; salva-se a trilha sonora do Antonio Pinto).indiana-jones-e-reino-da-caveira-poster01

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Tela Brasil

Bem legal o “Tela Brasil”, site voltado à capacitação audiovisual criado pela Laís Bodansky e pelo Luiz Bolognesi, o Casal 20 do cinema nacional.

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Kill the Babies!

Não tenho dúvida que um dos maiores desafios no caminho de um diretor de cinema é aprender a abrir mão. Ponte entre a imaginação do roteiro e a realidade do filme, ele tem a cada dia que exercitar o jogo de cintura necessário para fazer o máximo sem querer o impossível que frustraria qualquer possibilidade de filme. Refém do real, sem lutar contra ele, o diretor é medíocre, e seu filme perde qualquer sentido. Refém do impossível, seu filme não existe, pois nunca é bom o suficiente.

Assim, é preciso saber abrir mão da cena mais imaginada, mais cobiçada, mais preparada e mais sonhada, e mesmo assim saber que o filme ainda segue bom ou até melhor. Abrir mão dela conforme imaginada para que ela tome a forma possível, ou mesmo abrir mão dela depois, na montagem, porque simplesmente não se encaixa mais no filme.

Mas é preciso saber que se fez todo o possível para ter a cena imaginada, e então, mas só então, abrir mão. É difícil, mas não há como ser um bom diretor sem essa capacidade.

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Scorsese, Hitchcock, Stones

Scorcese

Simplesmente genial o filme-homenagem a Hitchcock e peça de propaganda do espumante Freixenet feito por Martin Scorsese: “The Key to Reserva”. Ele pode ser conferido aqui. É um exemplo de sacada genial de publicidade e efetivamente um belíssimo e divertido curta-metragem. Uma pequena aula de cinema.

Agora, ficamos ansiosamente aguardando a estréia de seu doc “Rolling Stones – Shine a Light”, sobre a grande banda, com estréia mundial marcada para 4 de abril.

UPDATE: Atenção, no filme da Freixenet, em 01m08s, para a foto de Glauber Rocha no momento em que Scorsese abre a caixa com o roteiro. Muito bem observado pelo Daniel. A mesma foto pode ser vista aqui.

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A Culpa é do Diretor

Weston

Para mim parece muito claro que a maior deficiência do cinema nacional está na preparação e direção de atores. E más performances são 95% culpa de maus diretores e apenas 5% culpa dos atores. Bons diretores, dadas certas condições, extraem papéis memoráveis de pessoas que nunca atuaram (vide, entre outros, os filmes do argentino Carlos Sorín, como “O Cachorro” e “Histórias Mínimas”, além da exceção nacional a confirmar a regra: “Cidade de Deus”).
A afirmação feita acima é tão mais válida quanto menor o orçamento do filme e inquestionável quando falamos de curta-metragens brasileiros. Felizmente, na produção de longas, esta deficiência tem sido minorada a passos largos com a valorização de profissionais de preparação de elenco. Pessoas como Sérgio Penna, Fátima Toledo e Chris Duvenport têm sido fundamentais na produção de atuações memoráveis em filmes como “Bicho de Sete Cabeças”, “Tropa de Elite” e no próprio “Cidade de Deus”. Até o Manual da Vida Brasileira dia desses dedicou matéria ao tema.
Fato é que, se as produções de baixo orçamento ainda penam para ganhar pleno domínio de técnicas básicas como fotografia, o que dizer da direção de atores, campo em larga medida ainda tido como esotérico num meio bastante dominado por diretores de origem mais técnica.
A maioria de nós jovens diretores ainda crê que basta dar uma ordem para que o ator produza uma performance. E, se a coisa não funciona, culpa do ator, que não nos escuta ou, pior, “que não sabe atuar pra câmera porque sua formação é de teatro”. Essa é uma bobagem que escuto com grande frequência.
É evidente que há diferenças grandes na mise-en-scene teatral e na do cinema, mas o ofício do ator continua o mesmo, isto é, se emocionar diante do público para contar uma história. A diferença entre uma arte e outra cabe ao diretor entender muito mais que ao ator.
Felizmente, há farta literatura sobre o tema, a começar pelos trabalhos seminais obrigatórios de Constantin Stanislavski.
Em língua inglesa, um dos melhores livros publicados sobre o tema é “Directing Actors”, de Judith Weston. Obrigatório. Vai para nossa “Biblioteca do Cineasta Digital”.
Estou traduzindo um dos melhores trechos do livro, em que a autora descreve, de maneira muito elucidativa, tudo aquilo que um diretor não deve fazer no trabalho com os atores. Em breve, devo postá-lo por aqui.

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De Volta à Infância

Depois do jantar, eu e a patroa fomos testar nossos recém-adquiridos conhecimentos no campo da maquiagem cênica. Pra primeira tentativa, até que não ficou ruim. O principal problema é que a base não é do tom da minha pele. Segundo, as pontas do corte têm que ficar mais agudas e menos arredondadas, e, por fim, a cor do sangue deve ser um pouco mais viva. De relance, até dá pra enganar.

A receita dos cortes e de outros efeitos de maquiagem está aqui.

Aahh!
Horror!
Sangue!

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