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	<title>Olho de Vidro -- blog sobre cinema e vídeo digital</title>
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	<description>Blog da Sertão Filmes, contendo discussões técnicas, e nem tão técnicas assim, sobre cinema e vídeo digital, equipamentos, filmes, etc. Afinal, como já dizia o Riobaldo, "filmar é muito perigoso..."</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 00:38:33 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>O cravo, a ferradura e a pata do cavalo</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 00:38:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias da Sertão]]></category>

		<category><![CDATA[Sites e Blogs]]></category>

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		<description><![CDATA[O amigo e professor Lisandro Nogueira, convencido pelo Daniel Christino, amigo e colaborador n&#8217;O Garganta de Fogo, agora tem um blog voltado à crítica cinematográfica e à discussão de filmes. Vale à pena. Há já uma boa discussão rolando sobre o valor ou não de Forrest Gump e Inteligência Artificial.
Começo em breve um programa de [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=O+cravo%2C+a+ferradura+e+a+pata+do+cavalo&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F10%2F10%2Fo-cravo-a-ferradura-e-a-pata-do-cavalo%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo e professor Lisandro Nogueira, convencido pelo Daniel Christino, amigo e colaborador n&#8217;<a href="http://blog.karaloka.net">O Garganta de Fogo</a>, agora tem um <a href="http://www.lisandronogueira.blogspot.com/">blog</a> voltado à crítica cinematográfica e à discussão de filmes. Vale à pena. Há já uma boa discussão rolando sobre o valor ou não de Forrest Gump e Inteligência Artificial.</p>
<p>Começo em breve um programa de estudo dirigido com o Lisandro. Ando sentindo muita falta de juntar os pedaços da minha experiência empírica e das minhas leituras erráticas, soldando-os num corpo mais sistemático de conhecimento sobre teoria e história do cinema e linguagem. Estou animado.</p>
<p>Finalizada a campanha política, hopefully, semana que vem começo a editar o &#8220;Cartas do Kuluene&#8221;. Aliás, uploudei uma <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=11989026844085963525&amp;aid=1222239629">boa seleção de fotos do filme no Orkut</a>. Acho que monto primeiro um trailer para aquecer.</p>
<p>Chegaram ontem mais duas encomendas técnicas que vão pra Biblioteca do Cineasta Digital: <a href="http://www.amazon.com/Real-World-Video-Compression/dp/0321514696/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1223685291&amp;sr=1-1">&#8220;Real World Video Compression&#8221;</a>, de Andy Beach, e <a href="http://www.amazon.com/Cinematography-Making-Cinematographers-Directors-Videographers/dp/0240805003/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1223685366&amp;sr=1-1">&#8220;Cinematography&#8221;</a>, de Blain Brown. O primeiro porque muitas vezes me irrito profundamente com meu pouco conhecimento e consequentemente a capacidade que sobretudo editores têm de me engambelar nessa seara. Sempre me choca a facilidade com que, por aqui, as pessoas estabelecem de forma natural e tranquila workflows que implicam em misturas de vários codecs e desnecessárias transcodificações em série antes de se chegar ao produto final. Neste sentido, me convenço cada vez mais que tecnologia amigável gera menos trabalho, mas nem sempre resultados melhores.</p>
<p>O segundo faz parte de meu projeto a mais longo prazo de aprender a fotografar bem.</p>
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		<title>O Rolex e o Celular</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/08/29/o-rolex-e-o-celular/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 18:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>yuri vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>

		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[Roteiros]]></category>

		<category><![CDATA[Teorias &amp; Conceitos]]></category>

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		<description><![CDATA[Digamos, por motivos de pura ironia, que seu nome era Christian, uma vez que se mostrou tão irritado &#8212; em outra conversa velha de um ano, que agora não vem ao caso &#8212; ao tratar das &#8220;desprezíveis&#8221; raízes cristãs (the christian roots) do Ocidente. Christian, um diretor de cinema brasileiro, basicamente de curtas-metragens, me foi [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=O+Rolex+e+o+Celular&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F08%2F29%2Fo-rolex-e-o-celular%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Digamos, por motivos de pura ironia, que seu nome era Christian, uma vez que se mostrou tão irritado &#8212; em outra conversa velha de um ano, que agora não vem ao caso &#8212; ao tratar das &#8220;desprezíveis&#8221; raízes cristãs (<em>the christian roots</em>) do Ocidente. Christian, um diretor de cinema brasileiro, basicamente de curtas-metragens, me foi apresentando como sendo curador de um relevante festival de cinema do Rio de Janeiro. &#8220;Não se preocupe&#8221;, me disse, &#8220;pelo que ouvi falar a respeito do seu filme, com certeza irei gostar muito&#8221;. Eu não estava preocupado, mas quis saber o que ele ouvira. &#8220;Ué, bróder, me disseram que o filme era uma porrada no estômago. Fiquei curioso. Se eu curtir, ele poderá ser selecionado pro meu festival.&#8221; Estávamos na festa de encerramento de mais uma edição da Goiânia Mostra Curtas, taças de vinho à mão, enquanto, ao nosso lado, uma fila se formava para o bufê que já começara a ser servido. Era noite e o pátio da Secretaria de Cultura estava abarrotado de cineastas, atores, políticos, empresários e culturetes em geral, todos muito satisfeitos em participar de um evento do gênero. Era como se uma atmosfera cosmopolitana tivesse subitamente descido sobre a cidade. Nada como testemunhar que o cinema goiano, em particular, e o brasileiro, em geral, parecia ter finalmente tomado impulso &#8212; muito embora não se soubesse exatamente em qual direção&#8230;</p>
<p>O rega-bofes patrocinado involuntariamente pelo contribuinte seguia seu curso, enquanto eu, Christian e o também cineasta João Novaes prosseguíamos rindo e conversando sobre temas diversos. A certa altura, lembrando-me da polêmica recente a respeito do sucesso do longa &#8220;Tropa de Elite&#8221;, decidi indagar:</p>
<p>&#8220;E aí, Christian, você gostou do Tropa de Elite? Seria interessante saber de um cineasta carioca se o filme afinal é fiel ou não à realidade.&#8221;</p>
<p>O cara mudou de cor instantaneamente, ficou branco, em seguida vermelho, então franziu o cenho e começou a disparar mil petardos contra o filme. Falava na velocidade de uma metralhadora, uma dessas que os traficantes costumam usar nos morros. Mais baixo que eu, Christian às vezes me olhava por cima dos óculos, o que tornava suas sobrancelhas mais ameaçadoramente expressivas. Dizia que o &#8220;Tropa&#8221; era o filme mais mentiroso e ridículo de todos os tempos, uma enganação com DNA hollywoodiano à qual apenas a massa estúpida poderia dar algum crédito.</p>
<p>&#8220;Acho que então faço parte da &#8216;massa estúpida&#8217;&#8221;, comentei, &#8220;porque achei o filme excelente.&#8221;<span id="more-91"></span></p>
<p>Ah, pra quê&#8230; Conforme se diz, foi como cutucar onça com vara curta. Numa fração de segundo, o tom avermelhado do rosto do meu interlocutor se intensificou, como se eu houvesse emitido um anátema contra o bom senso. Tentando ocutar sua indignação, ele abriu os braços, as palmas das mãos voltadas para cima, num gesto de condescendência.</p>
<p>&#8220;Você tá me zoando, né, Yuri.&#8221;</p>
<p>&#8220;Claro que não&#8221;, contestei. &#8220;O filme é muito bom mesmo.&#8221;</p>
<p>Ele arregalou os olhos e voltou à carga. Afirmou que, além de o filme ter uma estrutura pateticamente banal, nem sequer se salvava pela descrição fiel de uma suposta realidade. Simplesmente porque não havia realidade ali, mas apenas um libelo de direita contra a vida humana. Aqueles fascistas da &#8220;faca na caveira&#8221; eram uma vergonha em matéria de direitos humanos.</p>
<p>&#8220;Mas, até onde me lembro, ninguém se salva ali&#8221;, objetei. &#8220;O Padilha não toma partido de nenhum dos lados. Apenas descreve uma situação. Os bandidos também fazem pleno uso da violência, inclusive com o tal do &#8216;microondas&#8217;&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Aquilo é só pra massa se sentir vingada. O filme faz parecer que o Rio está tomado pela violência do narcotráfico e não é verdade.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah, não?&#8221;</p>
<p>&#8220;Claro que não. Só ocorrem essas trocas de tiros quando rola alguma disputa entre os barões do tráfico. No dia a dia não é daquele jeito não. A mídia é que acentua essas coisas, esses casos isolados.&#8221;</p>
<p>&#8220;Bom, mas não há como o filme deixar de sublinhar essas coisas, já que fala do cotidiano de policiais.&#8221;</p>
<p>&#8220;É uma apologia barata da polícia.&#8221;</p>
<p>&#8220;Apologia, Christian?! Mas como se o filme acaba com a polícia! Mostra todos os podres, a corrupção, as safadezas, os conluios, tudo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Tá, me expressei mal. É uma apologia do BOPE.&#8221;</p>
<p>&#8220;O quê?! Apologia é sinônimo de &#8216;elogio&#8217;, cara. Se você acha que é um elogio apresentar um grupo como sendo responsável por atos de tortura e execução sumária, então, não sei o que você consideraria uma injúria. Acho que, no fundo, o problema de quem tem uma opinião como a sua reside unicamente no fato de o filme tomar como protagonista, em vez dum bandido, dum pseudo-herói fora da lei, o Capitão Nascimento&#8230;&#8221;</p>
<p>Ele suspirou: &#8220;É um filme totalmente imbecil. Personagens rasos, estereotipados. Esse Capitão Nascimento então&#8230; pelo amor de Deus! Que que é aquilo? Não há a menor profundidade no personagem, não há drama.&#8221;</p>
<p>Eu ri: &#8220;Não há drama?! O cara vive a um passo de levar um tiro fatal, enchendo a cuca de remédios, entrando em situações do tipo &#8216;ou mata, ou morre&#8217;, a mulher dele grávida, e não há drama?&#8221;</p>
<p>&#8220;Drama é neguinho morar no morro e não ter uma renda mínima pra sobreviver&#8230;&#8221;</p>
<p>João Novaes começou a rir e me encarou, esperando minha reação. Apenas sorri. Já havia percebido onde a coisa poderia chegar. Resolvi me ater a questões estético-artísticas.</p>
<p>&#8220;Você diz que o filme é hollywoodiano. O que há de hollywoodiano nele?&#8221;</p>
<p>Agora foi ele que sorriu: &#8220;E me disseram que você era um cara inteligente&#8230; O que é que há de hollywodiano no Tropa?! Pega a narrativa, por exemplo. É a coisa mais besta do mundo, didática, a velha história do soldado sendo preparado pra matar. Sempre a mesmice do começo-meio-fim, sem qualquer surpresa. Aquela coisa literária, explicadinha, pra gente burra poder entender&#8230;&#8221;</p>
<p>Bem, eu até poderia concordar &#8212; embora não me incomode em nada &#8212; que há um excesso de narrativa em off no Tropa de Elite. Mas não era isso o que ele queria dizer. Veio então aquele discurso que ouço há anos contra o cinema narrativo, aquele papo mais pré-maturidade artística que conheço. Para ele, o cinema deveria causar impressões, sugerir mil sensações e idéias, e não ficar entregando tudo mastigado ao público. Sim, no fundo, a mesma crítica feita à prosa narrativa, à poesia narrativa, à pintura narrativa, à fotografia narrativa e por aí vai. Com essa idéia em mente, quem faz cinema acha que narração é coisa de literatura e quem faz literatura acha que é coisa de cinema. Bobagem. Porque, afinal, o que é narrar? Narrar é dar sentido, é encontrar um nexo nos acontecimentos caóticos do mundo. Narrar é ser profundamente humano. E não é uma tarefa fácil e &#8220;mastigadinha&#8221;. Apenas uma pessoa que vive da visão, tal como um guia de montanha ou um desses índios rastreadores, consegue encontrar na bagunça da vida real, com suas múltiplas ocorrências e fenômenos, um fio de Ariadne. O mundo &#8212; a vida tal qual é &#8212; já é por si só um emaranhado infinito de impressões disparadas contra nossa capacidade intuitiva, contra nossa aptidão para apreender o Real. Que diferença faz se um criador, seja lá em qual gênero artístico atue, apenas deseja acrescentar mais um elemento impressivo ao mundo? Um a mais, um a menos&#8230; E daí? Ok, pode até ser uma postura legítima caso ele seja um decorador, um designer, um artista plástico, um estilista de moda, enfim, alguém cuja arte seja expressa espacialmente, ou melhor, sincronicamente. Mas isso é postura para um autor de cinema e literatura, para um criador cuja arte se dá no tempo, isto é, diacronicamente? Ser um decorador do tempo alheio? No fundo, ele deixa de ser artista e se torna um artesão raso, com a diferença de que se torna um artesão com um ego enorme. É como se o artista criador de impressões &#8212; de &#8220;poesia&#8221;, acredita ele &#8212; não fosse senão mais um elemento da natureza, uma margarida, um lírio, um pavão. Ele deixa de ser um observador lúcido da vida (um autor) e se torna mais um figurante do mundo, tal como aqueles &#8220;gênios&#8221; ridículos que povoam, com ironia sem par, os filmes NARRATIVOS e extremamentes brilhantes do Woody Allen, esse protagonista da própria vida. A arte desses pseudo-artistas se resume em aumentar o número de impressões que o receptor irá ter, sem, no entanto, se dar conta de que uma escalada à montanha ou a exploração de uma caverna são muito mais eficazes nesse quesito. Para que ir a uma exposição de arte ou a uma exibição de filmes causadores de impressões se um passeio na praia é muito mais satisfatório? Ao caminhar pela praia, cada grãozinho de areia acaricia meus pés, cada lufada de vento inunda minhas narinas de maresia e meu corpo de alívio, cada raio de sol aquece a minha alma, cada gota azul-esverdeada é um prazer para meus olhos. Há &#8220;instalação&#8221; melhor que uma praia? Até mesmo um jornal nos transmite mais impressões e significados que a arte de quem é incapaz de ver um sentido no mundo ou nas decisões tomadas por esta ou aquela pessoa. É como se, para esse pseudo-artista, não houvesse, não direi humanidade, mas a noção clara do que é ser uma pessoa humana. Desde tempos imemoriais é a narrativa &#8212; seja ela oral, escrita, encenada ou gravada &#8212; quem atribui sentido (significado!) ao mundo e à vida. Todo mito é uma narrativa, toda revelação religiosa é uma narrativa, toda pessoa, um ser que foi, é e será, ou seja, uma narrativa para si mesma e para os demais, um vetor. A vida é movimento e é o movimento quem nos traz o conceito de tempo. A civilização se dispõe sobre um chão narrativo onde um nexo compreensivo de causas e efeitos pode nos levar a uma vida plena de sentido. Não é nada diferente disso, não somos meros animais. Narrar é descrever essa trajetória do homem no tempo, é revelar o caminho que ele percorreu e suas possibilidades futuras. Se a poesia verdadeira nos dá vislumbres da eternidade, que é atemporal, a pseudo-poesia dos anti-narrativos, no fundo, só nos brinda com a estagnação, com a expressão de uma situação masturbatória que não vai a lugar algum. Ela faz recortes no tempo, mas não o transcende. Artistas assim acabam sendo paisagem para o Artista real, que é um viajante, que se movimenta no tempo com a cabeça na eternidade. O Artista com A maiúsculo é um Autor, não apenas o personagem dum livro de viagens alheio. Contudo, não quero também afirmar que é papel do artista narrador apenas ensinar um caminho &#8212; O Sentido &#8211;, mas principalmente mostrar aonde leva o sentido adotado por seus personagens através de suas decisões conscientes. Alguns personagens adotam o sentido geral, tradicional, outros o tangenciam e alguns vão simplesmente contra a corrente. Existem conflitos, embates de forças, competição e cooperação de sentidos. A vida é tensa. O que é a Tragédia, em termos estéticos, senão uma narrativa cujo sentido das decisões tomadas pelo protagonista pode levar ao extermínio da sua própria consciência, do seu próprio significado? O artista deveria expressar, da melhor maneira possível, suas reações às impressões que recebe do mundo e não simplesmente criar mais impressões, deixando de se sobressair ao fundo caótico das coisas. Como escreveu Fernando Pessoa, &#8220;faça o romance antes que ele lhe seja feito&#8221;.</p>
<p>&#8220;Agora, o mais absurdo&#8221;, prosseguia Christian, &#8220;é essa idéia de que a gente é cúmplice do narcotráfico.&#8221;</p>
<p>&#8220;Como é que é? A gente?&#8221;</p>
<p>O João voltou a dar risadas.</p>
<p>&#8220;É, a sociedade. É uma palhaçada colocar os estudantes como financiadores dos traficantes.&#8221;</p>
<p>&#8220;Hum, sei.&#8221;</p>
<p>Ele havia voltado às questões, digamos, ideológicas do filme. E o cara me pareceu pessoalmente ofendido com as cenas em que usuários de drogas são coagidos pelo policial André Matias. No fundo, ocorrera uma identificação com esses usuários, mas ele era incapaz de assumi-la e muito menos de transcendê-la. Ora, o filme simplesmente expõe um nexo causal ululantemente óbvio: o usuário compra a droga, o traficante usa o mesmo dinheiro para comprar armas. Simples assim. Mas isso, para ele, não passava de uma &#8220;interpretação&#8221;, de uma opinião do roteirista. É como se a lúcida observação da realidade não fosse possível, como se não houvesse maneira de encarar a vida sem uma ideologia de fundo. Para ele, o que você vê não é o que você vê, mas o que pensa que vê.</p>
<p>&#8220;Esses caras do BOPE merecem é levar bala mesmo&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Que papo é esse, Christian&#8230; E os direitos humanos? Agora você é que está sendo o fascista.&#8221;</p>
<p>&#8220;Fascista?! Eu?! Claro que não!&#8221;</p>
<p>&#8220;Você me deu a entender que fascistas são esses caras que apelam à violência&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Não, Yuri, fascistas são esses caras que estão aí só pra garantir aos riquinhos que eles poderão continuar nessa sociedade de consumo criminosa, nesse capitalismo selvagem&#8230; É isso mesmo, cumpadi, fascista tem de se ferrar.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah, saquei: então matar um policial, pode, né. O terrível aí não é o assassinato, mas sim aquilo que o motiva, né.&#8221;</p>
<p>&#8220;É óbvio.&#8221;</p>
<p>Mais um relativista absoluto, pensei. Consumir drogas, beleza. Consumir outras coisas, ah, aí não. &#8220;Que mania é essa que riquinho tem de consumir, hem?&#8221; Puts&#8230; Será tão difícil assim de compreender que o consumo, em si, não tem nada de negativo? Que o problema é o exagero? E, naquele momento, me veio à lembrança o caso ocorrido dias antes, a saber, o assalto sofrido pelo apresentador Luciano Huck, o qual lhe custou um Rolex e a absurda situação de ter de defender seu direito de se indignar com o crime sofrido.</p>
<p>&#8220;Christian, me diz aí, só pra eu entender claramente como funciona o seu raciocínio: por acaso você acha que o Luciano Huck mereceu ser assaltado?&#8221;</p>
<p>Ele quase entrou em êxtase: &#8220;É óbvio que sim!!! Deveriam ter roubado tudo dele, não só o relógio! É uma afronta, é uma ofensa terrível comprar e ostentar um relógio caríssimo como esse num lugar tão cheio de gente pobre. Pô, aquele relógio dava pra alimentar um monte de criança por meses, dava pra construir uma casa no morro com ele. E o imbecil do Huck ainda vai chorar no jornal! É um absurdo&#8221;.</p>
<p>Eu: &#8220;Mas, Christian, o Rolex foi um presente da mulher dele, da Angélica. Ele não tem o direito de usar algo comprado com dinheiro honesto?&#8221;</p>
<p>&#8220;Honesto??! O programa desses dois é pura embromação, é só uma forma de manter a galera hipnotizada, letárgica, alienada.&#8221;</p>
<p>&#8220;Cara, não interessa se o programa deles é bom ou ruim. Sem a propriedade privada, não há sociedade que se sustente. Ela pode não ser um princípio absoluto, mas é estritamente necessária.&#8221;</p>
<p>&#8220;Propriedade privada?! Propriedade privada é roubo! Só isso: rou-bo!&#8221;</p>
<p>Fiquei de cara: &#8220;Propriedade privada era roubo!&#8221;, repeti interiormente. &#8220;Essa é muito boa&#8230;&#8221; E eu, que já havia tomado umas três ou quatro taças de vinho, comecei a ter, numa velocidade incrível, idéias maquiavélicas, sacanas. Por dentro, eu já queria rir. É sempre muito engraçado observar o comportamento da dita &#8220;esquerda festiva&#8221;. O pior é que, enquanto esquerda, o pensamento dos &#8220;festivos&#8221; é atrasadíssimo. A esquerda mundial percebeu, há um bom tempo, que é necessário manter um mínimo de propriedade privada, afinal, é preciso comprar as consciências dos intelectuais, dos militantes e dos demais cidadãos. O que é a China senão um Estado socialista que usa a prosperidade capitalista para comprar consciências? Quer ter um carro? Ok, mas não escreva num blog o que você pensa sobre o sistema. Quer ter um laptop? Beleza, mas não pesquise sobre a Falun Gong no Google. Tenha, possua, mas não investigue, mas não busque e muito menos expresse a verdade sobre as coisas. Da mesma forma o Mensalão. Quer dominar e tomar em suas mãos todo o Estado? Corrompa e compre a consciência do Legislativo, os representantes do povo. O último alvo de um &#8220;revolução&#8221; assim não é a propriedade privada: é a consciência de cada um, último bastião da soberania do indivíduo. Daí ser imperativo estimular cada pessoa a mentir a si mesma: &#8220;Estou vendo isso, mas não é verdade&#8221;. Ou ainda: &#8220;Estou vendo isso, mas, como tudo é relativo, para cada um significa uma coisa. Roubar nem sempre é roubar&#8221;.</p>
<p>&#8220;Então&#8221;, repeti calmamente, &#8220;toda propriedade privada é roubo?&#8221;</p>
<p>&#8220;Claro que sim. Se não houvesse propriedade privada, não haveria explorados e exploradores.&#8221;</p>
<p>Nos encaramos por alguns segundos bastante tensos. Um silêncio se interpôs e o João Novaes, numa tentativa de &#8220;deixa disso&#8221;, desviou a conversa para outros lados. Fiquei ali, na minha, a observar o Christian atentamente, enquanto os dois papeavam sobre sei lá o quê. A certa altura, notei um volume no bolso esquerdo dele. Não, não era o pinto do figura, mas sim um telefone celular. Sem pensar um segundo sequer, eu, que sou do tipo que ultrapassa limites convencionais quando bebe, avancei e passei a apalpar o bolso do cara. Ele arregalou os olhos como se estivesse sendo assediado por uma bicha louca: &#8220;Pô, cumpadi, que é isso?! Sai fora, mermão!!&#8221;, e tentou se afastar.</p>
<p>&#8220;Calma, meu, só quero ver seu celular. É um celular, né?&#8221;</p>
<p>Com uma expressão entre atordoada e aliviada, meteu a mão no bolso e me entregou o celular: &#8220;É sim, pode olhar, porra. Mas, por favor, pára de me tocar! Parece maluco!!&#8221;</p>
<p>E eu, todo inocente: &#8220;Nossa, que bacana, ele envia emails?&#8221;</p>
<p>&#8220;Envia, recebe, entra na internet&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Fotografa?&#8221;</p>
<p>&#8220;Fotografa, grava vídeos&#8230;&#8221;, respondeu aborrecido.</p>
<p>Eu então retirei meu celular do bolso: &#8220;O meu é GSM, mas é desses mais antigos, tem quase quatro anos já. O monitor nem é colorido.&#8221;</p>
<p>&#8220;Sei&#8230;&#8221;, atalhou com enorme falta de interesse.</p>
<p>O joão, com um olhar irônico e expectante, apreciava a cena, levando os olhos alternadamente de um interlocutor ao outro.</p>
<p>&#8220;Muito bacana mesmo&#8230;&#8221;, concluí sorrindo. &#8220;Vou ficar com ele&#8221;, sentenciei, e guardei o celular dele no meu bolso.</p>
<p>&#8220;O quê?!!!&#8221;, gritou ele. &#8220;Você ficou maluco, bicho?&#8221;</p>
<p>&#8220;Eu? Claro que não. Meu celular tá velho, as teclas tão com mal contato. Eu sei que você anda ganhando super bem lá no Rio, seu site tá bombando. Já eu, saí de São Paulo e tô vivendo como freelancer num mercado restrito como o de Goiânia. A coisa tá preta. Seu celular é meu agora, preciso dele mais do que você.&#8221;</p>
<p>Ele voltou a ficar roxo, nitidamente enfurecido: &#8220;Não, senhor, devolve já o meu celular!&#8221;, e avançou numa tentativa de tomá-lo das minhas mãos.</p>
<p>&#8220;Seu celular?&#8221;, retruquei, me esquivando. &#8220;Você vai querer me roubar agora? Propriedade privada é roubo, Christian&#8230;&#8221;</p>
<p>Ele quase sofreu um acidente vascular. Seu olhar traduzia claramente sua confusão mental. O jogo de xadrez havia chegado ao fim e ele não via outra saída senão deitar seu rei. Mas a raiva que sentia, o orgulho ferido não lhe permitiu qualquer atitude cavalheiresca.</p>
<p>E então, como golpe de misericórdia, acrescentei: &#8220;Se você quiser, você pode ficar com o meu até comprar outro&#8230; Olha que legal: tem até uma imagem de Jesus atrás dele, uma que comprei no Mercado Mundo Mix de São Paulo. Tudo a ver com seu nome cristão&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Aaaaah!! Não quero!!&#8221;, rosnou entre dentes, empurrando minha mão. &#8220;Fica com o meu então, caraaalho!!&#8221; e, virando-me as costas, saiu pisando duro, causando no recinto tremores que apenas eu e o João sentimos. O João, aliás, caiu na gargalhada: &#8220;Ah, não, Yuri! Não acredito que você fez isso, cara!! O figura vai querer te matar agora&#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;Vai nada&#8221;, respondi.</p>
<p>&#8220;Você não vai devolver?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ué, João, você não entendeu?&#8221;, e dei uma piscadinha: &#8220;O celular agora é meu&#8221;.</p>
<p>&#8220;Vamo beber! Vamo beber!&#8221;, sugeriu ele, rindo.</p>
<p>Dali em diante, só voltei a ver o Christian mais umas duas vezes, de longe. Numa delas, me aproximei, peguei o celular dele e, enquanto ele estendia a mão para recebê-lo de volta, falei: &#8220;Não, não estou devolvendo. Só quero saber o seguinte: se o telefone tocar, eu anoto o recado pra você ou posso simplesmente dizer que o celular agora é meu?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah, merda pra você, cara&#8230;&#8221;, tornou ele, se afastando, pê da vida. Parece que foi nessa hora que ele foi perguntar ao João se eu era louco.</p>
<p>Daí em diante, conheci mais um monte de gente, conversei e ri até ficar sem voz, ceei, dancei e assim por diante. Claro, também ouvi muitas críticas e elogios ao meu curta-metragem, sempre mantendo a taça de vinho à mão. (Baco é um cara legal para quem sabe lidar com ele.) Bom, o fato é que, mais de uma hora depois, o Christian se aproximou para conversar. E me pediu desculpas! Disse que havia se exaltado, que discussões políticas sempre o deixavam esquentado e coisa e tal. Sim, ele estava louco para reaver seu celular. Mas não tinha moral para exigi-lo.</p>
<p>&#8220;Christian&#8221;, comecei, colocando a mão em seu ombro. &#8220;Eu fui com a sua cara já no ano passado, quando nos conhecemos. Não é minha intenção irritá-lo e muito menos iniciar uma  relação de inimizade com você. Tudo o que eu quis foi mostrar que as nossas idéias têm conseqüências. Eu não fiz nada que estivesse em desacordo com seus princípios. Eu não lhe impus minha ideologia: eu lhe impus a <em>sua </em>ideologia. Doeu? Por que teria sido diferente para o Luciano Huck? A sua propriedade é mais privada do que a dele só porque você não é tão rico? Quem pode decidir qual propriedade é mais privada que outra? Enfim, a idéia foi sua. Se você não estava apto a sustentá-la, era esse um problema apenas seu. Olha, eu tanto quero ficar de boa com você que irei trocar o <em>meu </em>celular&#8221; &#8212; e lhe estendi o celular dele mesmo &#8212; &#8220;pela sua amizade. Topa?&#8221;</p>
<p>&#8220;Topo&#8221;, respondeu aliviadíssimo, recuperando sua bem amada propriedade privada.</p>
<p>E, depois disso tudo, adivinhe se o Christian selecionou meu curta-metragem para o festival que organiza&#8230;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Teste de Dominique Swain para &#8220;Lolita&#8221;</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/08/26/teste-de-dominique-swain-para-lolita/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 13:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>yuri vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atores]]></category>

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		<description><![CDATA[Teste e leitura de roteiro com Jeremy Irons.




<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=Teste+de+Dominique+Swain+para+%26%238220%3BLolita%26%238221%3B&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F08%2F26%2Fteste-de-dominique-swain-para-lolita%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Teste e leitura de roteiro com Jeremy Irons.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WwVgjxV3lSo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/WwVgjxV3lSo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Escreva roteiros no OpenOffice</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/08/26/escreva-roteiros-no-openoffice/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 11:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>yuri vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Roteiros]]></category>

		<category><![CDATA[Softwares]]></category>

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		<description><![CDATA[Num post anterior, falei de vários programas para formatação de roteiros. Mas, obviamente, há outros, além de alguns recursos bem simples. Por exemplo: para quem usa o OpenOffice, que é uma versão gratuita do Microsoft Office desenvolvida pela Sun, basta baixar este template, abri-lo no Writer e terá então uma ferramenta para formatar seu roteiro [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=Escreva+roteiros+no+OpenOffice&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F08%2F26%2Fescreva-roteiros-no-openoffice%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num <a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/05/20/o-melhor-software-para-roteiristas/">post anterior</a>, falei de vários programas para formatação de roteiros. Mas, obviamente, há outros, além de alguns recursos bem simples. Por exemplo: para quem usa o <a href="http://www.openoffice.org">OpenOffice</a>, que é uma versão gratuita do Microsoft Office desenvolvida pela <a href="http://www.sun.com">Sun</a>, basta baixar <a href="http://extensions.services.openoffice.org/project/scr2">este template</a>, abri-lo no Writer e terá então uma ferramenta para formatar seu roteiro segundo os padrões usuais.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>ESPELHO (2007) - curta-metragem</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/08/11/espelho-2007-curta-metragem/</link>
		<comments>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/08/11/espelho-2007-curta-metragem/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 19:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>yuri vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Direção]]></category>

		<category><![CDATA[Filmes Nossos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa, que engraçado, só agora notei que ainda não havia publicado aqui o ESPELHO, curta-metragem que escrevi e que dirigi em parceria com Cássia Queiroz. Até que é uma boa hora, uma vez que ele já foi assistido 6642 vezes no You Tube (a versão legendada em inglês foi vista 1212 vezes), sendo ainda, entre [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=ESPELHO+%282007%29+-+curta-metragem&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F08%2F11%2Fespelho-2007-curta-metragem%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, que engraçado, só agora notei que ainda não havia publicado aqui o ESPELHO, curta-metragem que escrevi e que dirigi em parceria com Cássia Queiroz. Até que é uma boa hora, uma vez que ele já foi assistido <a href="http://br.youtube.com/watch?v=pUKkJX9B480">6642 vezes no You Tube</a> (a <a href="http://br.youtube.com/watch?v=6Qr6d1WF1_Q">versão legendada em inglês</a> foi vista 1212 vezes), sendo ainda, entre 16200 curtas, o segundo resultado, em ordem de relevância, quando se busca &#8220;curta-metragem&#8221;.</p>
<p>A ficha técnica e demais informações seguem logo abaixo.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pUKkJX9B480&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pUKkJX9B480&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>&#8220;Uma platéia de cinema se surpreende ao ver-se diante de um filme que não mostra outra coisa senão&#8230; uma platéia de cinema! Por quanto tempo essas pessoas conseguirão resistir à própria reflexão?&#8221;</strong></p>
<p>ATENÇÃO: Este filme foi feito tendo em vista sua apresentação em festivais de cinema. Aqui no You Tube, vc poderá dar boas risadas, mas não verá algo &#8212; a não ser com um pequeno esforço de imaginação &#8212; que realmente vale a pena: o desconforto e/ou surpresa da platéia real diante de uma platéia virtual que supostamente a assiste. Num cinema, certas reações são realmente muito engraçadas e merecem ser descritas numa outra oportunidade. Ao sentar na platéia, vc abdica do controle e, se o filme for ruim, não pode parar a projeção quando bem entender e muito menos abandonar a sala tão facilmente, afinal, dá um certo trabalho pisar nos pés dos vizinhos de poltrona. Este filme é uma espécie de armadilha em festivais, principalmente quando o filme anterior é chato&#8230; <img src='http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Não deixe de assistir aos erros de gravação durante os créditos.)</p>
<p>Recebeu o PRÊMIO DE MELHOR DIREÇÃO em CURTA-METRAGEM no III FestCine Goiânia 2007, com juri formado por Neuza Borges, Cecil Thiré, Germano Pereira, Guilherme de Almeida Prado, Telma Reston e Anselmo Pessoa Neto.</p>
<p>SELECIONADO PARA O CINEME-SE 2008 - Festival da Experiência do Cinema (SANTOS-SP).</p>
<p><span id="more-80"></span><br />
______<br />
Direção: Yuri Vieira e Cássia Queiroz<br />
Argumento e roteiro: Yuri Vieira<br />
Produção executiva: Cássia Queiroz<br />
Direção de fotografia: Cassius Cordeiro<br />
Coordenação de produção: Cleo Cunha<br />
Operador de câmera: Leonardo Ximenes<br />
Edição e finalização: Isaac Orcino<br />
Áudio: Victor Pimenta e Fredox Carvalho<br />
Trilha sonora: Emanuel Mastrella e Victor Pimenta</p>
<p>Elenco: Sandro Torres, Renata Mello, Paulo Paiva, Pedro Novaes, Ferdinando Marinho, Tadeu Costa e Itamar Gonçalves.</p>
<p>Sete produtoras participaram do projeto: Sertão Filmes, BenzaDeus Filmes, Balacobaco, Alcatéia, SeteMares, SetProdutora e StudioK.</p>
<p>Este curta-metragem foi rodado na cidade de Pirenópolis-GO, em Abril de 2007, e finalizado em Goiânia, em Agosto de 2007.<br />
Brasil.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/yurivs/sets/72157602922266492/">Making of</a>.</p>
<p>Para baixar o roteiro, <a href="http://yurivieira.com/downloads/Espelho2007.pdf">clique aqui</a>.</p>
<p><a href="http://yurivieira.com">http://yurivieira.com</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Turma Boa</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/08/01/turma-boa/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 12:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[Filmes Nossos]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias da Sertão]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acima, a equipe de set quase completa do &#8220;Cartas do Kuluene&#8221;. Em pé, da esquerda pra direita: Ricardo, nosso mestre-cuca, Cássia Queiroz, Assistente de Direção, Arturo Lucio, técnico de som, Antonio Zayek, um dos protagonistas, Tiago Benetti, outro dos protagonistas, Letycia Rossi, Diretora de Arte, eu, Edmar, motorista, Marcelo, assistente de maquiagem, e Rogério Neves, [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=Turma+Boa&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F08%2F01%2Fturma-boa%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/08/equipe_kuluenebr1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-78" title="equipe_kuluenebr1" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/08/equipe_kuluenebr1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Acima, a equipe de set quase completa do &#8220;Cartas do Kuluene&#8221;. Em pé, da esquerda pra direita: Ricardo, nosso mestre-cuca, Cássia Queiroz, Assistente de Direção, Arturo Lucio, técnico de som, Antonio Zayek, um dos protagonistas, Tiago Benetti, outro dos protagonistas, Letycia Rossi, Diretora de Arte, eu, Edmar, motorista, Marcelo, assistente de maquiagem, e Rogério Neves, fotógrafo de still. Agachados: Dani Azul, assistente de câmera, Emerson Maia, Diretor de Fotografia, Chico Macedo, maquinista, Accioly Neto, maquiador e cabelereiro, Denir Calassara, maquinista, Maurício Cruz, platô e Jânio, motorista. Faltam Maria Eugênia Tovar, Diretora de Produção, Ursula Ramos, produtora de arte e cenógrafa e Paulo Paiva, produtor executivo, além dos atores Felipe Brum e Beatrice Labaig, do preparador de elenco, Sandro di Lima e da editora de imagens, Aline Nóbrega.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Vazio depois do Filme</title>
		<link>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/07/27/o-vazio-depois-do-filme/</link>
		<comments>http://olhodevidro.sertaofilmes.com/2008/07/27/o-vazio-depois-do-filme/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 15:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[Filmes Nossos]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias da Sertão]]></category>

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		<description><![CDATA[
Terminar de rodar um filme é sempre emocionalmente difícil. Por mais duros, adversos ou conflituosos que tenham sido os dias ou semanas, é sempre um processo intenso de trabalho e convivência. Quando ele é suave, divertido e com bom astral então, são necessários alguns dias de &#8220;descompressão&#8221; para que a gente seja capaz de enfrentar [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=O+Vazio+depois+do+Filme&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F07%2F27%2Fo-vazio-depois-do-filme%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05254.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-71" title="dsc05254" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05254-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Terminar de rodar um filme é sempre emocionalmente difícil. Por mais duros, adversos ou conflituosos que tenham sido os dias ou semanas, é sempre um processo intenso de trabalho e convivência. Quando ele é suave, divertido e com bom astral então, são necessários alguns dias de &#8220;descompressão&#8221; para que a gente seja capaz de enfrentar a realidade e para que a vida volte ao normal. Este é o caso do <em>Cartas do Kuluene</em>.</p>
<p>Apesar do pouco dinheiro, tivemos uma equipe de primeira e um processo muito bem organizado e conduzido, encerrado com cinco dias de gravações nas paisagens espetaculares do alto Rio Araguaia e do Rio Encantado, em Goiás.</p>
<p>Os percalços foram pequenos e as ordens do dia todas cumpridas com mínimos ajustes. A equipe trabalhou muito afinada, serviço de gente grande, a despeito dos mosquitos, do frio constante nas noturnas e nas manhãs, do sol forte, dos carrapatos e das poucas horas de sono. O material ficou espetacular. No final das contas, 11 dias de gravações, quase 15 locações, 24 profissionais.</p>
<p>Agora partimos para a seleção da trilha sonora, sob supervisão do Márcio Júnior, numa parceria com a Monstro Discos, para a gravação das narrações e, passada a campanha eleitoral, começo a montar o filme com a Aline Nóbrega, nossa editora de imagens.</p>
<p>Espero nesta segunda já conseguir me relacionar direito com o mundo real.</p>
<p>Abaixo, mais algumas fotos. Na primeira, o maquinista Chico Macedo prepara os 2 mil watts do Molly Richardson na locação na casa que pertenceu a atriz americana <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Martin">Mary Martin</a>. Na segunda, o técnico de som Arturo Lucio no set. Depois, Antonio Zayek passa frio na gélida madrugada enquanto espera a hora de encarnar o anarquista Paul Berthelot. E finalmente os atores Tiago Benetti, Bia Labaig e Felipe Brum já caracterizados como Buell Quain, Nicole e Andrew.</p>
<p><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05221.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-73" title="dsc05221" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05221-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05229.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-74" title="dsc05229" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05229-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05234.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-75" title="dsc05234" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05234-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05215.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-76" title="dsc05215" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/dsc05215-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
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		<title>Kill the Babies!</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 15:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tenho dúvida que um dos maiores desafios no caminho de um diretor de cinema é aprender a abrir mão. Ponte entre a imaginação do roteiro e a realidade do filme, ele tem a cada dia que exercitar o jogo de cintura necessário para fazer o máximo sem querer o impossível que frustraria qualquer possibilidade [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=Kill+the+Babies%21&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F07%2F27%2Fkill-the-babies%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho dúvida que um dos maiores desafios no caminho de um diretor de cinema é aprender a abrir mão. Ponte entre a imaginação do roteiro e a realidade do filme, ele tem a cada dia que exercitar o jogo de cintura necessário para fazer o máximo sem querer o impossível que frustraria qualquer possibilidade de filme. Refém do real, sem lutar contra ele, o diretor é medíocre, e seu filme perde qualquer sentido. Refém do impossível, seu filme não existe, pois nunca é bom o suficiente.</p>
<p>Assim, é preciso saber abrir mão da cena mais imaginada, mais cobiçada, mais preparada e mais sonhada, e mesmo assim saber que o filme ainda segue bom ou até melhor. Abrir mão dela conforme imaginada para que ela tome a forma possível, ou mesmo abrir mão dela depois, na montagem, porque simplesmente não se encaixa mais no filme.</p>
<p>Mas é preciso saber que se fez todo o possível para ter a cena imaginada, e então, mas só então, abrir mão. É difícil, mas não há como ser um bom diretor sem essa capacidade.</p>
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		<title>O comercial da Brasil Telecom</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 22:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>yuri vieira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Produção]]></category>

		<category><![CDATA[Publicidade]]></category>

		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis o comercial da Brasil Telecom, gravado em Anápolis, no qual a Sertão teve participação. A criação é da agência Leo Burnett, a produção é da TV Zero, do Rio de Janeiro, com direção do André Horta, aliás, diretor de fotografia do longa Dois filhos de Francisco. (Eita, equipe bacana! O André é um figuraça, [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=O+comercial+da+Brasil+Telecom&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F07%2F15%2Fo-comercial-da-brasil-telecom%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis o comercial da Brasil Telecom, gravado em Anápolis, no qual a Sertão teve participação. A criação é da agência Leo Burnett, a produção é da TV Zero, do Rio de Janeiro, com direção do André Horta, aliás, diretor de fotografia do longa <em>Dois filhos de Francisco</em>. (Eita, equipe bacana! O André é um figuraça, assim como todos os demais.) O chato foi eu ficar vestido com um macacão de Top Gun, me achando um gostosão, fazer mil e uma poses &#8212; eu fui figurante &#8212; e não ver sequer a sombra do meu nariz nessa montagem aí, hehehe. Pelo menos havia uma figurante linda-divertida-interessantíssima para me fazer companhia&#8230; Né, Silvia?</p>
<p>(Bem, não tenho certeza, mas acho que o cara de camiseta rosada empurrando o avião é o Pedro.)</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IOVeqzBtjYw&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IOVeqzBtjYw&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>O instrutor de paraquedismo é o Hélio Rubens, sócio-proprietário da <a href="http://www.mergulhonoceu.com.br/" target="_blank">Mergulho no Céu</a>. Estavam presentes outros caras muito bacanas da Mergulho, tais como o Leandro e o Beto. Eles fazem salto-duplo &#8212; o Leandro salta junto e grava tudo &#8212; e qualquer um pode ir até lá e, por exemplo, presentear o namorado ou a namorada com um salto. E ainda leva o DVD pra casa&#8230;</p>
<p><strong>Ficha técnica do comercial</strong><br />
Anunciante: Brasil Telecom<br />
Agência: Leo Burnett Brasil<br />
Produto: Telefonia Móvel<br />
Títulos: Flexibilidade e Ilimitado<br />
Redação: Christian Fontana  e Carla Cancellara<br />
Direção de arte: Renato Butori<br />
Direção de criação: Ruy Lindenberg<br />
Planejamento: Ana Paula Cortat, Ira Finkelstein e Tiago Lara<br />
Atendimento: Pedro Arlant, Juliana Seabra, Gustavo Burnett<br />
RTVC: Iracema Nogueira e Fernanda Moura<br />
Som: Estúdio Hitz<br />
Aprovação: Rodrigo Cicutti, Ane Lopes e Luciana Mangoni<br />
Produtora de filme: TV Zero<br />
Direção do filme: André Horta</p>
<p>E os figurantes? Eu, o Pedro Novaes, a Silvia Prado e a Bruna Medeiros, a única que realmente aparece nas cenas&#8230;</p>
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		<title>Sertão começa a rodar longa documental</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 23:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Novaes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias da Sertão]]></category>

		<category><![CDATA[documentários]]></category>

		<category><![CDATA[notícias]]></category>

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Iniciamos hoje as gravações do documentário em longa-metragem “Cartas do Kuluene”. Com roteiro e direção meus, o filme é um relato emocional a três vozes sobre a experiência de contato com povos indígenas no Brasil. Na forma de uma impensável troca de cartas entre o próprio diretor e dois personagens históricos, o filme se desenrola [...]<p><a href="http://sharethis.com/item?&#038;wp=2.6&#38;publisher=3264c354-73ad-4c23-bdfe-816ccbbc2bcd&#38;title=Sert%C3%A3o+come%C3%A7a+a+rodar+longa+documental&#38;url=http%3A%2F%2Folhodevidro.sertaofilmes.com%2F2008%2F07%2F14%2Fsertao-comeca-a-rodar-longa-documental%2F">ShareThis</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog4.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-64" title="cartasblog4" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog4-300x200.jpg" alt="Tiago e Felipe contracenam" width="300" height="200" /></a><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog5.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-65" title="cartasblog5" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog5-300x200.jpg" alt="Bia Labaig encarna Nicole" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Iniciamos hoje as gravações do documentário em longa-metragem “Cartas do Kuluene”. Com roteiro e direção meus, o filme é um relato emocional a três vozes sobre a experiência de contato com povos indígenas no Brasil. Na forma de uma impensável troca de cartas entre o próprio diretor e dois personagens históricos, o filme se desenrola misturando cenas dramáticas a serem rodadas com atores e cenas documentais, já gravadas no Parque Indígena do Xingu. O diretor troca impressões sobre as emoções e dificuldades da experiência indígena com Buell Quain, antropólogo americano que se suicidou em 1939 entre os Krahô, no Maranhão, e com Paul Berthelot, militante anarquista francês que se embrenhou pelo vale do Araguaia na década de 1910 para investigar se as sociedades indígenas podiam ser consideradas sociedades anarquistas.</p>
<p>O projeto foi aprovado para patrocínio por meio do mecanismo da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia, e conta com investimentos da Leonardo Rizzo Participações Imobiliárias, da Cantagalo Comunicação e do Adress West Side Hotel, além de inúmeros apoios que merecidamente serão listados aqui.</p>
<p>Serão 12 dias de gravações para a conclusão das cenas dramáticas em locações em Goiânia e arredores e depois na Área de Proteção Ambiental do Encantado, no município de Baliza (GO). A equipe é composta por Cássia Queiroz, assistente de direção, Emerson Maia, diretor de fotografia, Paulo Paiva, como produtor executivo, Maria Eugênia Tovar respondendo pela direção de produção e Maurício Cruz na direção de set; Letycia Rossi faz a direção de arte, Arturo Lúcio, a captação de som direto, respondendo também posteriormente pela edição de som e finalização. Daniela Tonaco é nossa assistente de câmera. Ursula Ramos faz cenografia, produção de arte e contra-regragem. A maquiagem e cabelos são responsabilidade de Accioly Neto. A maquinária está sob o comando de Chico Monteiro, auxiliado por Denir Calassara. Rogério Neves faz a fotografia de still. Aline Nóbrega será a editora de imagens e Márcio Júnior assinará a direção musical. A preparação de atores ficou a cargo de Sandro di Lima. Os dois papéis principais ficarão com Antonio Zayek – o anarquista -  e Tiago Benetti, o antropólogo. O elenco conta ainda com Felipe Brum e Beatrice Labaig.</p>
<p>Todas as fotos de Rogério Neves.</p>
<p><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-63" title="cartasblog3" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog3-200x300.jpg" alt="Accioly Neto prepara Bia Labaig" width="200" height="300" /></a><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-61" title="cartasblog1" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog1-300x200.jpg" alt="Cássia, assistente de direção, e Tiago Benetti" width="300" height="200" /></a><a href="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog21.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-66" title="cartasblog21" src="http://olhodevidro.sertaofilmes.com/wp-content/uploads/2008/07/cartasblog21-300x200.jpg" alt="O set no Golfe Clube" width="300" height="200" /></a></p>
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