Sertão Filmes

segunda-feira, 26 de maio de 2008

José Saramago comenta o filme de Meirelles

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terça-feira, 20 de maio de 2008

O melhor software para roteiristas

Nos últimos anos, andei testando diversos programas para confecção de roteiros de cinema, textos literários e peças de teatro. Passei pelo Movie Magic Screenwriter, Final Draft, Hollywood Screenplay, New Novelist, StoryCraft, StoryView, Dramatica Pro e assim por diante. Alguns têm a função exclusiva de formatar o roteiro de modo profissional — Movie Magic Screenwriter, Final Draft (para mim, o melhor), Hollywood Screenplay — e os demais — New Novelist, StoryCraft, StoryView, Dramatica Pro –, de servir de orientação e guia na criação mesma de argumentos, enredos e personagens. Se você não é um matemático totalmente desprovido de espontaneidade tentando ser um escritor, não mexa com estes últimos, principalmente com o Dramatica Pro, que é a coisa mais complexa que já vi na vida. Se Shakespeare fosse usar semelhante ferramenta teria escrito não mais que meia dúzia de peças, haja vista o tempo que consumiria perdido em meio às entranhas labirínticas do programa, com o qual — cá entre nós — é possível definir até mesmo o diâmetro do cu do protagonista (perdão!) e o comprimento do dedinho do pé do vilão.

Enfim, qualquer dia, se me der na gana, falarei de cada um deles. No momento, importa dizer que apenas recentemente encontrei o melhor de todos: Celtx. É um software tão fantástico que me dá preguiça falar dos outros. Além de ser o único gratuito — uhuuuu, freeware!!! — também está disponível em português e possui uma comunidade online para troca de roteiros e experiências. Mas o melhor mesmo é a facilidade de lidar com seus recursos. É possível, através de abas (viva as abaaas!), manter abertos, por exemplo, o livro que se está adaptando (se for o caso), o próprio roteiro, a descrição individual de cada personagem, de cada objeto de cena, dos figurinos, o perfil dos atores, e ainda arquivar, no mesmo projeto, fotos, mapas de locações, sons, planilha de orçamento e o escambau. Também é possível ir salvando o projeto online e, assim, compartilhá-lo com uma ou mais pessoas que poderão ir trabalhando nele ao mesmo tempo. E ainda tem uma agenda — tal como a do Movie Magic Scheduling — para planejar dia a dia tudo o que será feito na pré-produção, produção e pós, uma coisa incrível.

Bom, agora que você já sabe que o Celtx é o melhor software para se escrever um roteiro de cinema, só falta o talento. Se Deus to deu, bem, se não deu, amém. Amém não, vá brincar com o Dramatica Pro. Até um macaco conseguiria escrever uma novela com ele. Claro, se conseguisse sair dali de dentro…

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Machinima

Você está cansado de buscar um ator com aquele tipo físico específico? Seu roteiro possui demasiados figurinos, locações e efeitos especiais que levam o valor do orçamento à estratosfera? Você acredita que seu argumento até daria uma boa animação, mas não sabe desenhar e modelar em 3D lá muito bem e quem sabe fazê-lo não quer ouvir suas minguada$ idéia$? Seus problemas acabaram! Basta usar o Machinima, um processo que se aproveita do ambiente de diversos tipos de jogos para PC, incluindo o Second Life (que não é um jogo), tornando possível a execução de cenas inteiras, totalmente dirigidas por vc (marcação dos personagens, planos, movimentação de câmera, etc.), e sem o drama da necessidade de grandes períodos de renderização.

Assista a diversos filmes e trailers neste site.

Uma introdução ao Machinima feito com o Machinima:

Já existe inclusive um festival que premia diversas categorias:

Este vídeo, por exemplo, já foi assistido 2.995.094 vezes no You Tube. São regras de etiqueta para o banheiro masculino:

Procure por mais vídeos feitos com o Machinima no You Tube.

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sertão na TV

A Sertão Filmes criou e dirigiu três VTs de 30 segundos para a propaganda partidária obrigatória do Partido Verde em Goiás que foram ao ar na semana passada e ainda nesta semana. Confira-os abaixo. A produção foi feita pela Sambatango Filmes.

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Locar X Produzir

Sempre achei que locar equipamentos e produzir cinema e TV são negócios diferentes, com pressupostos e lógicas distintas e muitas vezes contraditórias entre si, por incrível que pareça. Tudo é uma questão de escala e estratégia. Quanto maior uma produtora, mais vale à pena assumir os custos fixos de imobilizar capital em equipamentos, mas isso tem evidentemente custos financeiros e de transação: gente, tempo e dinheiro gastos, que precisam se pagar, essencialmente.

Aqui em Goiânia ainda prevalece a idéia de que produtora tem que ter equipamento. Felizmente, entretanto, a entrada no mercado local da Cinelocações de Brasília, agora com uma filial aqui, tem mostrado que vale à pena se concentrar na produção como negócio específico. Os equipamentos deles não param de sair, e mesmo as grandes produtoras têm se tornado suas clientes.

Os equipamentos são de ótima qualidade e Emerson e Naji profissionais muito competentes.

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Demo Reel

O demo reel da Sertão Filmes está no ar agora no You Tube.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A Culpa é do Diretor, parte II

Tenho insistido que o maior problema de nossa cinematografia digital, e sobretudo dos curtas que são feitos no Brasil, está na precariedade da direção de atores e no pouco caso com um trabalho mais embasado de preparação de elenco e construção de personagens.
A verdade é que a maioria toma a função do diretor cinematográfico como algo simples e que qualquer um com uma boa idéia pode exercer. Afinal, trata-se meramente de definir enquadramentos e movimentos de câmera, e de dar ordens aos atores, não é verdade?
A função do diretor é dificí­lima. É preciso ser acrobata e conseguir manter dezenas de pratos girando ao mesmo tempo, com a diferença de que, no circo, se um prato cai, só ele se quebra, enquanto, no cinema, se o mesmo ocorre, todo o conjunto naufraga.
Uma má fotografia pode até sobreviver a um filme com ótimas atuações, mas um filme com excelente fotografia e performances ruins é um desastre. Sem atuações críveis, nada se sustenta.
Mas nada me parece mais difí­cil e delicado do que a direção dos atores. Primeiro, porque a direção é quase um casamento, depende de confiança absoluta. O diretor coloca seu bem mais precioso nas mãos do ator - o seu filme - e o ator tem que se abrir e jogar de cabeça no território das emoções, crendo que o diretor saberá guiá-lo neste lamaçal, rumo aos sentimentos corretos para uma boa atuação.
Segundo, porque dirigir atores demanda principalmente intuição e disposição para o risco e o mico. Tem pouco de intelectual e muito de tentativa e erro, de processo, de experiência. Nada nos ensina a fazê-lo, a não ser tentar.
Eu ainda me sinto quase absolutamente desarmado neste território. Ainda não sei fazer pouco mais que pedir resultados - o pior tipo de direção -, mas vou tentando perder o medo.
Apesar de que só a prá¡tica ensina, um pouco de teoria pode apontar o rumo certo e também nos fornecer o impulso de buscar. Daí­, como prometido, a tradução da introdução do livro de Judith Weston “Directing Actors”, um excelente começo sobre este tema.

Baixe o arquivo aqui

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Dois docs políticos

A amiga Carolina Paraguassu, diretora e produtora, finaliza seu doc Resistência.doc, sobre a trajetória política do governador goiano Mauro Borges. O trailer pode ser conferido aí acima e o material promete.

Além dele, o polêmico Guerrilha do Araguaia - As Faces Ocultas da História, dirigido pelo Eduardo Castro, terá sua versão televisiva exibida no próximo dia 27, às 21 horas, na TV Cultura, para todo o país. Veja também o trailer na tela acima.

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Mova a Câmera!

Movimentos inesperados e surpreendentes de câmera, sobretudo planos sequência bem feitos, são um dos componentes fundamentais da magia do cinema. Aliás, aqui um belíssimo texto sobre grandes planos sequência com links para alguns deles no You Tube. Na tela acima, um excerto de Soy Cuba, de Mikael Kalatozov, uma pérola da produção comunista, com alguns dos mais espetaculares planos sequência já realizados (a história deste filme é retratada em “O Mamute Siberiano”, do brasileiro Vicente Ferraz).

Muitos de nós, jovem cineastas, entretanto, talvez influenciados por uma certa valorização do experimentalismo que confunde inovação estética com pobreza técnica e operação de câmera porca, parecemos achar que enquadramentos bizarros e câmeras tremidas a ponto de causar enjôo no espectador são coisas desejáveis em nossos filmes.

Talvez isso se deva também ao fato de acharmos que movimentos de câmera elaborados demandam necessariamente gruas, dollies e steadicams de milhares de reais. Na verdade, com criatividade e alguma habilidade manual, é possível improvisar movimentos de câmera que agregam enorme valor a nossos filmes, ou ainda construir equipamentos que fazem praticamente o mesmo que suas contrapartes caras.

Um exemplo disso é o Steadycam de 14 dólares, que qualquer um que saiba o endereço de uma ferragista pode construir em casa. O essencial é compreender o princípio de funcionamento de um steady, nada mais do que simplesmente fornecer um contrapeso à câmera, evitando que ela rotacione em seu eixo horizontal (em movimento indesejado de tilt). Vejam, por exemplo, este filme demonstrativo e comprovem a eficácia da traquitana.

Steady

Outra peça genial é o livro “Killer Camera Rigs that You Can Build”, que detalha projetos relativamente simples de gruas, braços e suportes para gravações em carros, entre outras peças, que revolucionarão seus filmes. Veja também que beleza os filmetes demonstrativos. Mais um livro pra nossa Biblioteca do Cineasta Digital.

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sábado, 5 de janeiro de 2008

Scorsese, Hitchcock, Stones

Scorcese

Simplesmente genial o filme-homenagem a Hitchcock e peça de propaganda do espumante Freixenet feito por Martin Scorsese: “The Key to Reserva”. Ele pode ser conferido aqui. É um exemplo de sacada genial de publicidade e efetivamente um belíssimo e divertido curta-metragem. Uma pequena aula de cinema.

Agora, ficamos ansiosamente aguardando a estréia de seu doc “Rolling Stones - Shine a Light”, sobre a grande banda, com estréia mundial marcada para 4 de abril.

UPDATE: Atenção, no filme da Freixenet, em 01m08s, para a foto de Glauber Rocha no momento em que Scorsese abre a caixa com o roteiro. Muito bem observado pelo Daniel. A mesma foto pode ser vista aqui.

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