terça-feira, 29 de maio de 2007
Curta Cabo Frio
Imprimir | Sem ComentáriosOlá!
Em nome da equipe do “I CURTA CABO FRIO – festival de curta-metragem” venho através deste e-mail convidá-los a participar do evento que trará como temática principal “A tecnologia digital facilitando o aumento da produção cinematográfica”, com discussões sobre os novos formatos cinematográficos e audiovisuais.O festival adere ao formato já utilizado em alguns festivais pelo Brasil de apresentar mostras competitivas e informativas sem distinção alguma entre gêneros de narrativa e bitolas. Todos os gêneros estarão concorrendo entre si. O festival terá 3 mostras competitivas:
- Mostra de Curtas em Película de 35mm e 16mm com até 30 minutos de duração.
- Mostra de Curtas digitais – em qualquer mídia para curtas com até 30 minutos de duração.
- Mostra de Curtas em Câmera de Celular para curtas com até 5 minutos.Um dos objetivos do Festival é apresentar novas maneiras de fazer cinema. O festival será realizado pela EMES FILMES em parceria com a Prefeitura Municipal de Cabo Frio através da Secretária Municipal de Cultura.
Dentro da programação do CURTA CABO FRIO acontecerão Oficinas e Palestras com o objetivo de debater o rumo do audiovisual na Região dos Lagos. Estarão reunidos profissionais do meio cinematográfico, educadores, estudantes universitários, estudantes da rede municipal e todos os interessados no potencial do processo do audiovisual.
O festival fará uma homenagem a José Louzeiro roteirista de filmes como Pixote e Lúcio Flávio.
Outra meta do projeto é, a cada mês, exibir uma mostra nas Escolas Municipais e nas cidades da Região dos Lagos, não encerrando as suas atividades juntamente com o Festival, o que permitirá o contato dos estudantes e da comunidade com o cinema durante todo o ano.
Tê-lo ao nosso lado na primeira edição do CURTA CABO FRIO será uma honra.
Visite nosso site.
O Básico do Vídeo Digital
Um ótimo manual básico, cobrindo vários aspectos e todas as etapas de produção de material audiovisual digital é o “The Essential Digital Video Handbook”, escrito por Pete May, que aliás tem um site com informações e materiais úteis. Pode ser adquirido também através da Livraria Cultura.
Imprimir | Sem Comentáriossegunda-feira, 28 de maio de 2007
You Tube Televisivo
A TV Cultura estréia hoje, segunda-feira (28/05), às 18:30h, o Sumo.tv. O programa será uma espécie de YouTube na televisão, exibindo vídeos produzidos por telespectadores, internautas e universitários brasileiros, além de outros já veiculados pela internet.
Segundo a assessoria da Cultura, a idéia é “estimular a participação do público e incentivar a produção audiovisual no país, dando um salto na questão da convergência de mídias”.
A emissora assinou parceria com a produtora inglesa Cellcast – empresa que atua no mercado de televisão interativa com vários programas de entretenimento, games e distribuição de prêmios – na quarta-feira (23/05). No Brasil, a empresa produz o programa Insônia, da Rede TV! e pretende investir R$ 8 milhões em novos projetos em 2007.
Na Inglaterra, o Sumo.TV exibe 24 horas diárias de programação, por meio do canal Sky, e tem cerca de 60 mil vídeos.
No Sumo.TV brasileiro, a apresentadora Maria Paula Lapenta irá interagir com os telespectadores através de mensagens via celular e e-mails, onde eles elegerão os melhores vídeos, que serão premiados com câmeras de vídeo, laptops com software de edição, dentre outros.
Fonte: Comunique-se.com.br
Imprimir | Sem ComentáriosManuais do Cineasta Digital
Ainda no espírito rebelde, nosso amigo Stu Maschwitz, autor do DV Rebel’s Guide, apresenta sua lista de livros obrigatórios para o profissional de cinema digital. Além do próprio Guia do Rebelde, ela inclui:
- Sound for Digital Video, de Tomlinson Holman;
- Adobe After Effects 7.0 Studio Techniques, de Mark Christiansen;
- In the Blink of an Eye, o clássico do mestre da montagem Walter Murch;
- Directing Actors: Creating Memorable Performances for Film & Television, de Judith Weston;
- Rebel Without a Crew: or How a 23-year-old filmmaker with $7,000 became a Hollywood player, o relato pessoal de Robert Rodriguez sobre a produção de “El Mariacchi”.
Para acessar a lista completa no site da Amazon, clique aqui.
Imprimir | Sem ComentáriosImagens sem compressão numa DVX100?
No topo da lista de invenções interessantes e sobretudo no espírito de extrair o máximo da tecnologia disponível figura o Andromeda. Esses camaradas da Reel Stream simplesmente abrem uma Cãmera DVX100 e, com algumas intervenções, possibilitam a gravação de imagens sem compressão com até 1540 X 990 linhas de resolução (direto para um disco rígido evidentemente, mas ao mesmo tempo em que se pode continuar gravando imagens SD para um fita DV normalmente). Se você não se importa de perder a garantia da sua DVX100 e tem 2.500 dólares para investir, pode ser uma opção a ser considerada.
Imprimir | Sem Comentáriosdomingo, 27 de maio de 2007
Fórum do Rebelde Digital
O rebelde digital, conforme o espírito do livro “The DV Rebel´s Guide”, já tem também seu próprio fórum virtual. É o Rebel´s Café, que consta dos links aí ao lado, moderado pelo próprio autor, Stu Maschwitz. A arena é aberta a todo o tipo de dicussão e Stu se compromete a responder às questões especificamente relacionadas a pontos do livro.
Imprimir | 3 comentáriosO Espírito Rebelde
Uma recente publicação imperdível para quem deseja extrair o máximo da tecnologia disponível e aprender um bocado de atalhos e segredos para produzir filmes em vídeo digital com cara de cinema, para produzir efeitos visuais fantásticos com baixíssimo custo e para fazer vídeos em geral com alta qualidade e orçamentos pequenos é o “DV Rebel’s Guide”. Seu autor, Stu Maschwitz, trabalhou durante vários anos na Industrial Light & Magic e hoje é sócio da The Orphanage, uma produtora de comerciais e efeitos visuais em San Francisco.
Apesar de seu foco principal serem filmes de ação, é um manual obrigatório para todo diretor e produtor antenado de cinema e vídeo. Também disponível através da Livraria Cultura.
Imprimir | 1 comentárioDogmas da Tecnologia
Não há nada que me irrite mais nas pessoas que trabalham com vídeo e TV – muitos de meus queridos colegas entre estes – do que sua capacidade para repetir coisas que ouviram sem saber se estão certas, para afirmar peremptoriamente coisas que não sabem e para reafirmar dogmas estúpidos.
Trabalhamos em uma área que usa e faz avançar a mais avançada tecnologia de ponta e isso traz dois complicadores que sempre é preciso não ignorar: 1) é complicado pra cacete entender realmente a fundo nossas ferramentas de trabalho e 2) a indústria que as produz fará tudo para que consumamos rapidamente a nova geração de equipamentos e o maior número possível deles, não importando se isso é ou não o mais adequado para as nossas finalidades do momento.
Antes que me entendam errado, um DISCLAIMER: eu não acho que a Sony, a JVC, a Panasonic, a Microsoft e a Apple sejam grandes corporações malvadas. Eu as acho ótimas. São elas que produzem as ferramentas maravilhosas que me permitem fazer o que eu gosto a preços cada vez menores e com maior qualidade. Por outro lado, não sou ingênuo de achar que meus interesses e os destas empresas são totalmente convergentes. E acho que muitos dos profissionais da área, até por seu fascínio com as novas tecnologias, acabam adotando ferramentas, formatos e processos que não refletem a melhor relação de custo/benefício para seus objetivos específicos porque simplesmente se acomodam e aceitam o que o primeiro vendedor ou comprador de um equipamento dizem.
O resultado disso hoje, grosso modo, são dois universos paralelos de produção de vídeo e cinema em formatos digitais, especialmente no Brasil: um universo de grandes produtoras com equipamentos muito caros, em grande parte de ponta - seu capital em equipamentos gira na casa das centenas de milhares de reais ou milhões – e um universo de pequenas produtoras com capital abaixo dos cem mil reais, quando não da casa dos dez mil reais. Curiosamente, entretanto, este capital investido não tem qualquer relação direta com a qualidade dos produtos finais. Há muitas coisas boas e muita porcaria produzida por grandes produtoras – e não estou falando apenas de conteúdo, mas de qualidade técnica mesmo – e muitas coisas boas produzidas por pequenas empresas, bem como uma quantidade cem vezes maior de lixo.
Nem tudo o que é ruim evidentemente tem origem numa compreensão e uso inadequado das ferramentas tecnológicas à nossa disposição, mas eu diria que, no geral, predomina uma compreensão inadequada ou, no mínimo, incompleta destas ferramentas, do melhor modo de usá-las e de seu potencial para o bom e para o ruim. Há também, é claro, muitos equívocos no entendimento do processo de produção como um todo de material audiovisual e na relação entre as várias etapas deste processo. Entre eles, muitos problemas na criação e na roteirização, sem que necessariamente sejam um problema de “falta de criatividade” ou de idéias boas. Grandes idéias sem um processo adequado de desenvolvimento, sem produção adequada e sem muita disciplina e organização não significam nada em cinema. “Não importa o tema, mas o método”, já disse um dia o grande mestre Glauber Rocha.
Em síntese, a verdade que parece escapar a grande parte de meus colegas é a de que há espaço para produções de alto valor agregado, com estupendo impacto pela qualidade de áudio e imagem, sem que necessariamente se tenha acesso a orçamentos na casa dos milhões e a equipamentos de alta definição ou a telecines que trabalham em tempo real. Mas para isso é preciso não ceder a modismos e não aceitar como verdade algo que o colega afirma só porque ele conhece mais atalhos de teclado no Final Cut do que você. Leia, estude, pesquise. A Internet é uma ferramenta maravilhosa contra os repetidores de dogmas burros. Está tudo aqui. Basta digitar algumas palavras no Google.
Entre os dois universos descritos acima há espaço, trabalhando com equipamentos relativamente modestos e softwares que podem ser usados no PC de casa, para produzir coisas com uma qualidade comparável à de produtoras que trabalham com equipamentos muitos mais caros. É claro que você não trabalhará para um filme de Hollywood, mas investindo em conhecimento e em extrair o máximo dos equipamentos cada vez mais baratos à disposição, logo logo poderá chamar a atenção de produções que podem financiar um salto para um novo patamar. Por outro lado, se decidir continuar achando que filmar é só ligar a câmera e que não há problema em manter o diafragma no automático, ou ainda que o Final Cut te dá tudo o que precisa para finalizar seu filme, mais certo é que continue pelo resto da vida reclamando de como os governos não fazem o suficiente pelo cinema independente e gravando casamentos.
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